The Effects of Covid-19 on Development of Deep Venous Thrombosis: Bibliographic Review

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Abstract

The new coronavirus 2019 (COVID-19) is clinically characterized by the multisystemic severe acute respiratory syndrome coronavirus 2 (SARS-CoV-2), whose symptoms and prognosis depend on the stage of the disease in which the patient is. In aggravating cases, it is necessary to use mechanical ventilation or treatment in intensive care units (ICU), taking into account the high risk of mortality. Although the fundamental clinical features of the disease are respiratory, neurological, renal, digestive, cardiac and other organ complications also exist. The work in question, given the volume of clinical trials, seeks to effectively investigate potential therapies for COVID-19, highlighting the need to produce high-quality evidence. In addition, the biological plausibility of the thrombotic risk in SARS-CoV-2 and its cardiac involvement due to the exacerbated inflammatory response and due to pre-existing manifestations or due to acquired manifestations was discussed.

I. INTRODUÇÃO

COVID-19 trata-se de uma enfermidade resultante de um novo tipo de coronavírus, denominado oficialmente como Síndrome Respiratória Aguda Grave-Coronavírus-2 (SARS-CoV-2), que resulta em manifestações clínicas em diferentes regiões do corpo humano. Surgiu inicialmente na China, em dezembro de 2019, e disseminou-se rapidamente em todo o mundo(SARZI-PUTTINI et al., 2020).

A maior parte da população que é infectada pelo SARS-CoV-2 demonstra sintomas leves e moderados, porém, a outra parte das pessoas acometidas apresentam características mais severas, que agridem não somente o sistema respiratório, mas também podem afetar o sistema digestório, renal, circulatório e nervoso. Esse estágio mais severo da doença pode culminar na falência de vários órgãos e evoluir para a morte do paciente (BRANDÃO et al., 2020).A transmissão da coVID-19, de acordo com alguns estudos, por uma pessoa infectada pelo vírus ocorre no período sintomático da doença, que tem tempo médio de 14 dias a partir do contágio, no entanto, essa transmissão pode acontecer também por meio de pessoas assintomáticas, mas isso não é algo totalmente definido (MINISTÉRIO DA SAÚDE, 2020).

A fase I da doença, que é sua forma leve, normalmente se apresenta pela presença de sinais e sintomas de uma síndrome gripal, como coriza, febre, tosse seca, diarreia, mialgia, cefaleia e distúrbios olfativos ou do paladar (anosmia ou ageusia). Já a fase II, que é a forma moderada, se caracteriza por dispneia, queda na saturação de oxigênio, desconforto respiratório e piora das condições clínicas de base. Enquanto que a fase III, forma grave, demonstra sinais e sintomas como choque e insuficiência/falência respiratória (MINIsTÉRIO DA SAÚDE, 2020).

Na fase III, estágio mais avançado da doença, também caracterizada como fase hiperinflamatória, a doença passa a ser chamada de LHHs (LinfoHistiocitose Hemofagocítica secundária), que é uma síndrome de inflamação que acomete tanto o pulmão como também o restante do organismo (BRANDÃO et al., 2020). "A LHHs se caracteriza por hiperativação imunológica devido a não eliminação adequada de macrófagos ativados pelas células NK e os linfócitos T citotóxicos, resultando em produção excessiva de citocinas pró- inflamatórias" (BRANDÃO et al., 2020). Ou seja, na fase III, tem-se uma resposta imune desregulada, com uma enorme quantidade de citocinas circulantes e um excesso de atividade dos mecanismos inflamatórios, e isso pode levar à morte do paciente(FARIA et al., 2020).

A fim de penetrar a célula, o SARS-CoV-2 utiliza sua proteína viral estrutural spike (S) que se liga ao receptor da enzima conversora de angiotensina 2 (ACE2). Após esta ligação, a partícula de vírus usa receptores e endossomos da célula hospedeira para invadir as células. Uma protease serina transmembranar tipo 2 do hospedeiro, TMPRsS2, facilita a entrada na célula através da proteína S. O vírus, então, sintetiza RNA por meio de sua RNA polimerase dependente de RNA. As proteínas estruturais são sintetizadas, levando à conclusão na montagem e liberação de partículas virais (HOFFMANN et al., 2020).

Embora o trato respiratório seja o principal alvo do SARS-CoV-2, o sistema cardiovascular pode estar envolvido de diferentes maneiras, sendo apontando como uma das maiores fontes de complicações secundárias, em virtude do surgimento clássico de insuficiência cardíaca aguda e o desafio do controle do foco infeccioso (RENTE et al., 2020).O sistema microvascular, por sua vez, apresenta-se danificado com as reações inflamatórias que proporcionam alto risco de disfunção na coagulação, manifestando-se patologicamente como vasculite generalizada de pequenos vasos e extensa microtrombose, principalmente nos pulmões, resultando em um distúrbio de ventilação e perfusão, sendo este responsável pela insuficiência respiratória hipoxêmica severa, necessitando de ventilação mecânica (GUERRA; CARBONIERI; FITTIPALDI, 2020).

Ao longo da evolução da infecção por CoVID-19, a carga viral do paciente aumenta no decorrer do tempo e isso resulta em uma cadeia de acontecimentos que gera inflamação e sepse. Estes eventos acabam proporcionando a liberação de citocinas inflamatórias, as quais promovem a progressão dos níveis de trombina na circulação sistêmica (SRIVASTAVA et al., 2020). Os mecanismos que envolvem distúrbios trombóticos e sangramentos nas infecções causadas por vírus são bastante conhecidos e abrangem diversos processos envolvendo a coagulação e a rede fibrinolítica, bem como plaquetas, células endoteliais e leucócitos (KIPSHIDZE et al., 2020).

A deficiência fibrinolítica dos pacientes com infecções virais tem também como fator contribuinte o desequilíbrio dessas redes fibrinolíticas e das serinas proteases. Nesses pacientes, observou-seque o desenvolvimento de anticorpos antifosfolipídeos estavam correlacionados com a infecção viral. Esses mesmos anticorpos foram associados atualmente com os agravamentos trombóticos percebidos em pacientes com COVID-19 (KIPSHIDZE et al., 2020).

II. METoDOLOGIA

Para a elaboração desta revisão, foram selecionados 20 artigos de acordo os descritores: SARS-CoV-2; Deep Vein Thrombosis; COvID-19, na plataforma PubMed e SciHub. Posteriormente, foram selecionados 09 artigos, que de acordo com o título e objetivosabordavam intimamente a relação entre a COVID-19 e o surgimento de trombose.

III. DISCUSsÃo

Segundo Tomasz etal. (2020), a doença causada pelo SARS-CoV-2, também chamada de COVID-19, afeta principalmente o sistema respiratório dos indivíduos infectados, causando pneumonite intersticial e síndrome do desconforto respiratório agudo (SDRA), no entanto, também pode afetar outros sistemas, como o sistema hepático e o cardiovascular. Essa doença causa diversas complicações no organismo, dentre elas as mais comuns são as arritmias, lesões cardíacas, miocardite fulminante, insuficiência cardíaca, embolia pulmonar e coagulação intravascular disseminada (DIC).

O SARS-CoV-2 invade as células-alvo por meio da enzima conversora de angiotensina 2 (ECA2), uma proteína de membrana integral do tipo I. Esta enzima foi instituída como o receptor hospedeiro funcional para a síndrome respiratória aguda grave do coronavírus 2 (SARS-CoV-2). A ECA2 é expressa em diversas células de diferentes órgãos do corpo humano, o que é um dos fatores determinantes para a grande variedade de sintomas apresentados pelos pacientes com a doença.

Além disso, existem fatores, tais como a idade, sexo, etnia, a presença de cardiopatias, síndrome metabólica e o uso de medicações, que estão associados à expressão alterada de ECA2, o que possui relação intrínseca com a gravidade e progressão da COvID-19 (ARNO et.al. 2020).

O vírus, ao adentrar no organismo, realiza a clivagem proteolítica de sua proteína S por uma serina protease, posteriormente, ele se liga à ECA2 e, desta forma, consegue realizar a endocitose em células que expressam esta proteína em suas membranas, como exemplo, células presentes no sistema respiratório, no sistema cardiovascular, sistema renal e sistema gastrointestinal (TOMASZ et al. 2020). Durante as fases iniciais da infecção, que cursam com uma progressão rápida, essa invasão celular disseminada induz uma resposta imunológica e inflamatória, podendo gerar uma tempestade severa de citocinas, sendo esta resposta chamada de Síndrome da Tempestade de Citocinas.

Kowalewski et al. (2020) relata que "A síndrome da tempestade de citocinas é um estado hiperinflamatório caracterizado por falência de múltiplos órgãos fulminante e elevação dos níveis de citocinas." Este estado de resposta inflamatória exacerbada pode gerar danos pulmonares, cardiocirculatóriose, até mesmo, levar a um choque vasoplégico grave (ToMASZ et. al. 2020). Além disso, o estado hiperinflamatório também pode ser responsável por uma ativação sistêmica das vias de coagulação, o que leva à trombose venosa profunda (TVP) e à coagulação intravascular disseminada (CID). Esta resposta do organismo à infecção resulta em um desequilíbrio entre fatores pró- coagulantes e anticoagulantes (KOWALEWSKI etal. 2020).

IV. CONClusÃO

A infecção estimula a resposta imunológica complexa nos pacientes, onde os agentes pró e antinflamatórios irão contribuir para eliminar o processo infeccioso e recuperar o tecido. Cada reação imunológica varia de paciente para paciente, pois vários deles possuem fatores determinantes no sistema imunológico. Portanto, há evidências concretas que associam a virulência da COvID-19 a fenômenos de coagulação intravascular que, por sua vez, poderão evoluir à TVP. Além disso, muito embora ainda existam elementos específicos que não foram totalmente elucidados, há grande compreensão fisiopatológica de sua relação a trombos, bem como é uma tendência a inserção de anticoagulantes em seu tratamento.

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Funding

No external funding was declared for this work.

Conflict of Interest

The authors declare no conflict of interest.

Ethical Approval

No ethics committee approval was required for this article type.

Data Availability

Not applicable for this article.

How to Cite This Article

André Luiz Ferreira da Silva, Bruna Katharine Cavalcante Nascimento, Caroline Augusta Bezerra Xavier, Thereza Karolina Brissow Pinheiro, Victor Mota Maciel. 2026. "The Effects of Covid-19 on Development of Deep Venous Thrombosis: Bibliographic Review". Global Journal of Medical Research GJMR-F Volume 22 (GJMR Volume 22 Issue F6).

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A detailed research on COVID-19 and deep venous thrombosis effects.
Journal Specifications

Crossref Journal DOI 10.17406/gjmr

Print ISSN 0975-5888

e-ISSN 2249-4618

Keywords
Classification
GJMR-F Classification DDC Code: 616.2 LCC Code: RC776.S27
Version of record

v1.2

Issue date
July 15, 2022

Language
Portuguese
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