Credenciais de Autoria-Alfred Hitchcock, nascido em 13 de agosto de 1899 e falecido em 29 de abril de 1980, foi um renomado diretor de cinema e produtor britânico, amplamente considerado um dos mestres do suspense e do thriller psicológico. Ele é conhecido por sua habilidade em criar tensão, utilizar tramas intricadas e explorar os medos mais profundos do
## I. CrEDENCiais DE AuToria
Ifred Hitchcock, nascido em 13 de agosto de 1899 e falecido em 29 de abril de 1980, foi um renomado diretor de cinema e produtor britânico, amplamente considerado um dos mestres do suspense e do thriller psicológico. Ele é conhecido por sua habilidade em criar tensão, utilizar tramas intricadas e explorar os medos mais profundos do público. Hitchcock teve uma carreira prolífica, dirigindo mais de 50 filmes ao longo de sua vida.
Hitchcock nasceu em Leytonstone, Londres, e desenvolveu interesse pelo cinema desde jovem. Inicialmente, trabalhou em estúdios britânicos, onde aprendeu sobre todos os aspectos da produção cinematográfica. Seu primeiro filme como diretor, "The Pleasure Garden" (1925), recebeu uma recepção morna, mas ele rapidamente começou a se destacar com filmes como "The Lodger" (1927) e "Blackmail" (1929).
No entanto, foi em sua fase hollywoodiana que Hitchcock alcançou fama e reconhecimento internacional. Seus filmes mais notáveis incluem "Rebecca - A Mulher Inesquecível" (1940), "Os Pássaros" (1963), "Psicose" (1960), "Um Corpo que Cai" (1958) e "Janela Indiscreta" (1954).
Hitchcock era conhecido por seu estilo distintivo e sua presença marcante, muitas vezes fazendo aparições breves em seus próprios filmes, uma tradição que se tornou conhecida como "cameo hitchcockiano". Ele também era meticuloso em relação aos detalhes técnicos, planejando cuidadosamente cada cena e utilizando técnicas inovadoras de filmagem, como o famoso "Plano Sequência" em "Festim Diabólico" (1948).
Além disso, Hitchcock era um mestre na construção da tensão psicológica, manipulando as emoções do público com maestria. Ele tinha a habilidade de criar atmosferas sombrias e cenas icônicas, muitas vezes desafiando as expectativas do público e surpreendendo-os com reviravoltas inesperadas.
Sua influência no cinema é indiscutível, e sua obra continua a ser estudada e apreciada por cinéfilos e críticos até hoje. Hitchcock recebeu inúmeros prêmios e honrarias ao longo de sua carreira, incluindo o título de Cavaleiro do Império Britânico. Ele deixou um legado duradouro e é considerado um dos maiores diretores da história do cinema
## II. APRESENTAÇÃO DA OBra
### a) Origem
Psicose é um filme americano de Alfred Hitchcock, um cineasta e produtor britânico que criou várias técnicas de cinema, que ainda nos dias atuais são bastantes utilizadas em trailers e filmes de terror.
O filme psicose significa psicótico, foi lançado pela primeira vez no cinema em 1960. E foi baseado no romance de Robert Bloch, Psicose.
### b) Fatos
A atriz Janet Leigh recebeu diversas cartas com o recado de que fariam com ela o mesmo que Norman Bates fez com Marion Crane, atualmente não está recebendo como.
Antigamente e foi bem sério, até o FBI teve que intervir. Mas felizmente nada de mal aconteceu depois de Psicose, Janet nunca mais trabalhou com Alfred Hitchcock.
A atriz diz que não repetiu as produções com o diretor pois a morte rápida de Marion Crane intrigou bastante o público e seria um erro "ressuscitá-la" tão cedo em um novo filme.
"Psicose", dirigido por Alfred Hitchcock e lançado em 1960, é um filme icônico que se tornou um marco do gênero de suspense e horror. Baseado no livro de mesmo nome de Robert Bloch, o filme narra a história perturbadora de Marion Crane (interpretada por Janet Leigh), uma secretária que comete um roubo e decide se refugiar no Hotel Bates, gerenciado por Norman Bates (interpretado por Anthony Perkins).
Uma das características mais marcantes de "Psicose" é a habilidade de Hitchcock em criar tensão e suspense, manipulando as expectativas do público. A trama começa de maneira aparentemente comum, seguindo a vida de Marion Crane, mas logo toma um rumo inesperado quando ela é assassinada brutalmente no chuveiro do hotel. Esse momento em particular se tornou uma das cenas mais famosas e icônicas da história do cinema, demonstrando a genialidade do diretor em criar momentos chocantes e inesquecíveis.
A partir desse ponto, o filme se desenrola em uma narrativa intrigante, revelando aos poucos os segredos obscuros do personagem de Anthony Perkins. A atuação de Perkins é brilhante, transmitindo ao público a ambiguidade e a perturbação mental de Norman Bates, o que contribui para a intensidade emocional do filme. O roteiro de Joseph Stefano também merece destaque, pois constrói uma trama complexa e cativante, mantendo o público preso à história até o último segundo.
Outro elemento essencial em "Psicose" é sua trilha sonora, composta por Bernard Herrmann. O famoso tema musical, composto apenas com violinos e violoncelos, aumenta a tensão e o suspense, tornandose uma parte fundamental da experiência cinematográfica. A combinação do uso magistral da trilha sonora, da cinematografia em preto e branco e dos enquadramentos meticulosos de Hitchcock resultam em uma atmosfera sombria e opressiva, contribuindo para a sensação de desconforto e medo durante todo o filme.
Além dos aspectos técnicos, "Psicose" também apresenta uma abordagem temática inovadora para sua época. O filme explora questões psicológicas complexas, como a dualidade da personalidade humana e os efeitos de traumas do passado na psique de um indivíduo. Essas temáticas acrescentam uma profundidade maior à história, elevando o filme além de um simples suspense.
Em suma, "Psicose" é um clássico do cinema que transcende gerações. A combinação brilhante da direção de Hitchcock, as performances memoráveis do elenco, a trilha sonora marcante e o enredo cativante tornam o filme uma experiência cinematográfica inesquecível. Seja pela tensão constante ou pelos mistérios revelados, "Psicose" continua a ser um exemplo supremo do gênero de suspense e um dos maiores filmes já feitos.
## III. REsenha Da Obra
O filme é uma obra emblemática no gênero do suspense cinematográfico. O longa foi inicialmente rejeitado pela Paramount devido ao seu conteúdo considerado pesado, levando o próprio Hitchcock a financiar a produção de forma independente, ficando o estúdio responsável apenas pela distribuição. Esta limitação orçamentária se reflete no uso do preto e branco, no entanto, não impediu que o filme se tornasse um grande sucesso global, consolidando-se como uma das obras mais notáveis na filmografia de Hitchcock.
A narrativa conta a história de Marion Crane, uma jovem que trabalha em uma empresa imobiliária e que ao receber cerca de 40 mil dólares de um cliente, rouba o dinheiro e foge. A história inicia-se ao apresentar a vida de Marion Crane, uma secretária de imobiliária, cujo namorado, Sam Loomis, enfrenta dificuldades financeiras, impossibilitando seus planos de casamento. A trama toma um novo rumo quando o patrão de Marion, Tom Cassidy, Ihe confia a responsabilidade de depositar a quantia de 40 mil dólares em um banco. Diante dessa inesperada posse de uma grande soma de dinheiro, Marion decide fugir, vislumbrando a possibilidade de solucionar as dívidas de Sam e realizar seu desejo de se casar.
Ela sai da cidade, contudo pega uma chuva forte, fazendo com que ela erre o caminho e chegue a um hotel velho. Lá é atendida por Norman, dono do local, que passa a impressão de ser um homem frágil e gentil. Norman atende Marion de forma muito atenciosa e relata que o local sofreu muito com a perda de clientes devido ao isolamento gerado por um desvio na estrada, que antes passava pelo Hotel.
Marion se hospeda e Norman a convida para jantar. Atraído por ela, ele a leva até o escritório, lá há vários pássaros empalhados o que lhe chama a atenção, no meio da conversa ela diz que está a procura de uma "ilha isolada". Durante o jantar, Norman desabafa com ela sobre as dificuldades de gerir a hospedaria e cuidar de sua mãe doente. Marion, que já havia ouvido a mãe de Norman tratá-lo de forma rude, sugere que ele a interne em uma instituição de cuidados em saúde mental, Norman não gostou da sugestão e Marion retornou a seu quarto.
Um pouco mais tarde, Norman invade o quarto de Marion, que estava no banho e a esfaqueia, oculta as provas do crime e o corpo.
A irmã de Marion, Lila, e Sam, namorado de Marion, ficam preocupados devido sua ausência, e decidem iniciar buscas por ela. Eles se juntam ao investigador Arbogast para a procura.
O investigador começa a procurar em vários lugares da cidade perguntando às pessoas se viram a moça e ninguém tem notícias. Até que chega ao hotel, faz algumas perguntas para Norman e antes de ir embora liga para conversar com Lila relatando que não está convencido com a versão de Norman. Dessa forma, não satisfeito, volta logo depois, fazendo muitas perguntas para Norman, que se rrita com a situação e acaba assassinando o investigador.
Lila, tenta convencer o xerife a investigar o caso, porque agora se tornaram dois desaparecidos. Arbogast disse que não ia demorar para ir embora depois da ligação e não apareceu mais. Ela relata que viu a mãe do assassino dentro da casa e o xerife, quando descobre que essa tal mãe já faleceu envenenada depois de fazer o mesmo com seu marido, Lila fica confusa com essa nova informação e resolve ir até ao hotel para investigar, acompanhada de Sam.
Com o pretexto de se hospedarem, vão até o quarto 1 (antigo quarto de Marion) e encontram uma pista. Na casa, Norman leva sua mãe no colo até o porão, Lila resolve ir atrás de Norman na casa, ao chegar no porão, Lila se depara com um cadáver na poltrona, quando é atacada por Norman, Sam consegue ajudá-la, impedindo Norman, o jogando no chão.
Nas investigações descobrem que Norman já tinha matado a Mãe há algum tempo e roubou o cadáver dela que estava enterrado, o colocou em um cômodo da casa, empalhou e mantinha um "relacionamento" com a Mãe, após a prisão, Norman introjeta a Mãe como parte de sua personalidade usando uma peruca e as roupas dela. Averiguaram que a voz que ouviram na casa, era a voz de Norman, falando como a Mãe.
A película nos conduz de maneira próxima à jornada de fuga de Marion, submetendo-a a duas situações de escrutínio policial. Sua trajetória culmina no Bates Motel, onde é recepcionada por Norman Bates, o afável proprietário do estabelecimento. A dinâmica entre Marion e Norman é apresentada, revelando nuances do relacionamento do rapaz com sua enigmática mãe, fator que desencadeia uma série de acontecimentos inesperados. A partir desse ponto, o filme adentra um momento crucial marcado pelo famoso e impactante desfecho no chuveiro, uma das cenas mais icônicas da história do cinema.
Ao tomar conhecimento da presença de Marion no motel, Arbogast desencadeia uma série de eventos que culminam em outra revelação de grande impacto. Assim, "Psicose" se consagra como uma obra-prima de Alfred Hitchcock, destacando-se não apenas pela sua inovadora narrativa, mas também pela habilidade do diretor em manipular as emoções e expectativas do espectador, proporcionando uma experiência cinematográfica ímpar.
Para ele não é uma mensagem que intriga os telespectadores, que irá comover, e nem um romance prestigioso de cativar o público.
Pois o que anima as pessoas é o cinema original, puro. Foi um interesse fazer o filme bem pequeno parecido com uma série.
Alfred leu o livro de Robert Bloch enquanto estava viajando e uma cena lhe chamou a atenção e foi feita a adaptação.
É inspirado em um caso real ocorrido nos Estados Unidos em 1950. O diretor adquiriu os direitos da história e comprou todos os exemplares do livro, e ninguém saberia o final. Todo em preto e branco, os coloridos eram bastante presentes em Hollywood, mesmo com o orçamento baixo, o filme foi um enorme sucesso.
Alfred Hitchcock fez o que era esperado com seu público, um filme que custou milhões e se tornou seu maior sucesso e o mais lembrado de seus filmes. Atores do filme: Anthony Perkin: Norman Bates; Janet Leigh: Marion Crane; Jhon Gavin: Sam Loomis; Vera Miles: Lila Crane; John Mclntire: Xerife Al Chambers; Martin Balsam: Milton Arbogast.
A sequência é notável não apenas por sua relevância no contexto do filme, mas também pela maestria técnica empregada em sua construção. A montagem de cinquenta cortes sucessivos sugere uma intensidade avassaladora no ataque à Marion, enquanto a trilha sonora de Bernard Herrmann amplifica a tensão, conferindo uma dimensão visceral à cena. A morte de Marion desencadeia uma reviravolta na trama, direcionando a narrativa para as investigações sobre seu paradeiro, lideradas por sua irmã Lila e o detetive Arbogast.
## IV. ANÁlise CrÍtica e Psicológica Do Filme
"Psicose", dirigido por Alfred Hitchcock em 1960, é um filme que se presta a uma análise psicológica profunda, oferecendo um olhar fascinante sobre a psicologia comportamental. O enredo gira em torno de Norman Bates, um personagem cuja complexidade revela uma psicologia profundamente perturbada. Ao explorar sua psicologia, mergulhamos em temas de transtornos de personalidade, traumas e a influência do ambiente no comportamento humano.
Norman Bates, brilhantemente interpretado por Anthony Perkins, exibe características que sugerem a presença de um transtorno de personalidade. Sua personalidade está claramente dividida em duas partes distintas: a própria Norman e sua mãe dominadora. Essa divisão é evidente nas cenas em que Norman adota a identidade de sua mãe, vestindo suas roupas e adotando sua voz. Este fenômeno é amplamente conhecido como transtorno de identidade dissociativa, ou popularmente conhecido como transtorno de personalidade múltipla.
A relação complexa entre Norman e sua mãe desempenha um papel crucial na compreensão de seu comportamento. Durante o desenrolar do filme, fica evidente que Norman sofreu abuso emocional e psicológico de sua mãe durante a infância, o que contribuiu para a fragmentação de sua personalidade. O controle excessivo exercido por sua mãe moldou sua visão distorcida do mundo e o levou a cometer atos violentos.
Além disso, o ambiente físico do Motel Bates representa um elemento simbólico fundamental para a compreensão da psicologia de Norman. O filme retrata o motel como um lugar isolado e desolado, imerso em uma atmosfera opressiva. Essa representação visual do ambiente sombrio pode ser interpretada como um reflexo da mente perturbada de Norman. A solidão e o isolamento contribuem para a intensificação de seus comportamentos anormais e alimentam sua visão distorcida da realidade.
A trama do filme também lança luz sobre a interação complexa entre fatores genéticos e ambientais na formação do comportamento humano. Norman Bates parece ser vítima de um ambiente tóxico, mas também é possível que ele possua predisposições genéticas para desenvolver transtornos mentais. A interseção desses fatores contribui para a complexidade e instabilidade de sua psicologia.
Em resumo, "Psicose" é uma obra-prima do suspense que proporciona uma oportunidade rica e cativante para a análise psicológica, sobretudo a partir da perspectiva da psicologia comportamental. Por meio do personagem de Norman Bates, o filme nos convida a explorar os recantos mais sombrios da psicologia humana, abordando temas como transtornos de personalidade, traumas e a influência profunda do ambiente no comportamento humano. Essa análise nos permite adentrar nas motivações e conflitos psicológicos do personagem, desvendando as profundezas da mente humana e suas complexidades. Norman Bates, conforme sugerido pelo título do filme, é um exemplo arquetípico de um indivíduo que sucumbiu à psicose, uma condição que se manifesta de maneira única e aterradora através da influência dominadora da figura materna. Essa psicose, em termos etiológicos, está enraizada em desequilíbrios neuroquímicos no cérebro de Norman Bates. Gradualmente, observamos uma dissociação psíquica progressiva, culminando na manifestação de duas identidades distintas: a de sua mãe e sua própria identidade.
Esta dicotomia de personalidades cria um conflito interno profundo, à medida que a personalidade materna gradualmente se sobrepõe e passa a dominar o psiquismo de Norman Bates. A presença constante e opressiva da mãe, mesmo após sua morte, mantém um domínio implacável sobre ele. Isso ilustra vividamente como as relações familiares disfuncionais podem moldar a psicologia de um indivíduo e levá-lo a comportamentos aberrantes.
Em última análise, "Psicose" não é apenas um filme de suspense notável, mas também uma exploração perturbadora da psicologia humana e dos mecanismos por trás da psicose. Através do personagem de Norman Bates, somos confrontados com a complexidade da mente humana, examinando como traumas, influências familiares e desequilíbrios neuropsicológicos podem convergir para criar uma psicose assombrosa. Esse filme é um testemunho da capacidade do cinema de nos levar às profundezas da psique humana, questionando as fronteiras entre sanidade e insanidade.
## V. Imputabilidade: Breve CONTEXTUaLIZAÇÃO
A imputabilidade, no âmbito jurídico, constitui o processo de compreender os próprios comportamentos. Quando se comete um delito, é fundamental ter consciência do que foi feito, e a responsabilidade legal é atribuída a tais ações. Não é possível impor punições a alguém desprovido da capacidade de tomar decisões (TOLEDO, 1999).
A imputabilidade, no contexto jurídico, refere-se à habilidade de uma pessoa ser sujeita a responsabilidade criminal por suas ações. No Brasil, a legislação que regula a imputabilidade penal é o Código Penal (Decreto-Lei ${ \mathsf n } ^ { \circ }$ 2.848/1940) (BRASIL, 1940). O artigo 26 do Código Penal brasileiro estabelece que "ficará isento de pena o agente que, por doença mental ou desenvolvimento mental incompleto ou retardado, era, no momento da ação ou omissão, completamente incapaz de compreender a ilicitude do ato ou de se orientar conforme tal entendimento." (BRASIL, 1940).
Isso implica que uma pessoa que, devido a uma doença mental ou deficiência mental, não possuía, no momento do ato, plena capacidade de compreender a natureza ilícita de suas ações ou de agir de acordo com essa compreensão, não pode ser responsabilizada criminalmente. Nessas situações, a pessoa é considerada inimputável e pode ser submetida a medidas de segurança, como internação em hospitais psiquiátricos, visando tratamento e reintegração social.
Conforme argumentado por Moura (1996), a capacidade de compreensão deve estar presente no momento da ação, e o tempo é um segundo elemento crucial da imputabilidade. Portanto, "imputabilidade é a aptidão para ser culpável". A imputabilidade é um tema de estudo tanto no direito penal como na psicologia, pois envolve questões relacionadas ao papel do psicólogo no contexto jurídico.
A capacidade de imputação jurídica de uma ação requer dois elementos fundamentais: a compreensão da natureza criminosa do ato e a capacidade de autodeterminação no momento em que o sujeito realizou a ação. A capacidade de compreensão refere-se à habilidade do indivíduo de conhecer a natureza, condições e consequências do ato, incluindo a compreensão de que o ato é contrário à moral jurídica e tem implicações sociais. Isso pressupõe um certo grau de experiência, maturidade, educação, inteligência, lucidez, atenção, orientação e memória, sendo essencial que o estado mental esteja livre de distúrbios. A capacidade de autodeterminação baseia-se na habilidade de escolher entre cometer ou não o ato, exigindo sanidade mental, reflexão e ausência de patologias que possam levar o indivíduo a cometer crimes. Portanto, o sistema adotado pelo Código Penal é conhecido como sistema misto ou biopsicológico, no qual não apenas as causas da imputabilidade devem estar presentes, mas também determinar a condição de incapacidade de culpabilidade (MESTIERI, 1999).
No século XIX, a "loucura" passou a ser percebida como uma doença, um problema de saúde, e não apenas uma questão de manutenção da ordem pública (PESSOTTI, 1994). Atualmente, a doença mental abrange uma ampla gama de perturbações que afetam o funcionamento emocional, social e intelectual do indivíduo, resultando mais de desajustes ou distorções do que de falta ou deficiência nas capacidades anteriores à doença (SOUZA, 2008).
De acordo com Souza (2008), na Psicopatologia, que se dedica ao estudo das perturbações do funcionamento psicológico, a doença mental é caracterizada por um desvio do funcionamento psicológico considerado normal, com os principais sintomas manifestando-se no âmbito psicológico.
A culpabilidade está relacionada à existência de um autor e de um ato que contraria as normas estabelecidas pelas leis, que têm o propósito de manter uma ordem e organização na sociedade, determinando o que é permitido ou proibido. Ações que transgridem essa norma moral podem ser consideradas criminosas, e a culpa pode recair sobre o autor, que pode ser absolvido ou ter sua pena reduzida levando em consideração fatores psicológicos do próprio agente (GOUVEIA et al, 2017).
## VI. INdiCAÇÃO da Obra
A leitura da resenha é recomendada enfaticamente aos profissionais da área jurídica, psicólogos e psiquiatras, pois ela analisa meticulosamente o filme "Psicose," dirigido por Alfred Hitchcock. Este marco do cinema proporciona uma profunda exploração da interseção entre doença mental e responsabilidade legal, com um enfoque altamente embasado.
A resenha esmiúça como o filme aborda a questão da exclusão de imputabilidade devido a transtornos mentais, um tema de extrema relevância para aqueles que atuam no campo do direito e da saúde mental. A análise psicológica minuciosa apresentada no texto proporciona uma visão mais completa das complexidades envolvidas em litígios que envolvem indivíduos com condições mentais debilitantes.
Este filme representa uma oportunidade singular para contemplar as implicações éticas e jurídicas relacionadas à imputabilidade e ao tratamento de pessoas com doenças mentais no contexto legal. A recomendação desta resenha surge como um recurso inestimável para aprofundar a compreensão dessas questões e fomentar discussões significativas dentro de seus respectivos campos de atuação.
## VII. CONSIDERAÇÕES FINAIS
A exclusão da imputabilidade por doença mental, tema central em diversos sistemas jurídicos ao redor do mundo, encontra uma representação marcante no filme "Psicose" dirigido por Alfred Hitchcock. O longa-metragem aborda de maneira vívida a complexa relação entre a saúde mental e a responsabilidade criminal, oferecendo um olhar penetrante sobre os desafios de definir a culpabilidade em casos onde transtornos psíquicos estão presentes.
A personagem Norman Bates, interpretada por Anthony Perkins, serve como um exemplo intrigante de como a doença mental pode influenciar o comportamento criminoso. A condição psicológica de Norman, influenciada por uma relação doentia com sua mãe, é apresentada de forma meticulosa ao longo da narrativa. A dualidade entre Norman e sua mãe, que se manifesta através de um transtorno dissociativo de identidade, questiona não apenas a questão da imputabilidade, mas também a própria noção de responsabilidade legal em casos envolvendo doença mental.
Ao longo do filme, a audiência é levada a uma imersão na perspectiva de Norman, o que gera uma sensação de empatia e compreensão das complexidades de sua condição mental. Esta abordagem contribui para um questionamento mais profundo sobre como a doença mental deve ser considerada no contexto do sistema legal. Por um lado, Norman demonstra comportamentos claramente criminosos; por outro, sua condição mental sugere uma redução de sua capacidade de compreender e controlar seus atos.
A exclusão da imputabilidade por doença mental, em muitos sistemas jurídicos, busca garantir que indivíduos que não possuem plena capacidade de entendimento e controle de suas ações não sejam submetidos às mesmas sanções que indivíduos plenamente imputáveis. No caso de Norman Bates, a complexidade da situação ressalta a necessidade de avaliações psiquiátricas rigorosas e imparciais para determinar a imputabilidade em casos judiciais envolvendo transtornos mentais.
Portanto, "Psicose" oferece uma reflexão penetrante sobre a interseção entre doença mental e sistema legal, desafiando a audiência a considerar como a sociedade deve lidar com casos onde a imputabilidade pode estar comprometida. O filme serve como um catalisador para discussões importantes sobre a responsabilidade criminal e o tratamento de indivíduos com transtornos mentais no contexto da justiça penal.
### AGraDECimeNtos
Gostaria de agradecer, primeiramente à Deus, por ter me guiado até aqui.
Agradeço ao Professor, Saulo Gonçalves por todo o apoio, durante essa fase.
DEDICO este trabalho ao meu orientador; Ernane Júnior da Silva Reis e à Deus, pela graça da vida.
#### Declaração de Autorização
Autorizo a reprodução e divulgação total ou parcial deste trabalho, por qualquer meio convencional ou eletrônico, para fins de estudo e pesquisa, desde que citada a fonte.
João Pinheiro, 06 de dezembro de 2023.
#### Bachelor's Degree in Psychology
#### (Psychologist Training)
"As a Psychologist, I am committed to placing my profession at the service of Brazilian society, basing my work on the principles of technical quality and ethical rigor. Through my professional practice, I will contribute to the development of Psychology as a science and profession in the direction of society's demands, promoting health and quality of life for each individual and for all citizens and institutions."
(Psychologist's Oath - Federal Council of Psychology)
Generating HTML Viewer...
Funding
No external funding was declared for this work.
Conflict of Interest
The authors declare no conflict of interest.
Ethical Approval
No ethics committee approval was required for this article type.
Data Availability
Not applicable for this article.
Ana Laura Souza Machado. 2026. \u201cCritical Review of the Film Psychosis by Alfred Hitchcock (1960) Exclusion of Imputability due to Mental ILLness\u201d. Global Journal of Human-Social Science - A: Arts & Humanities GJHSS-A Volume 25 (GJHSS Volume 25 Issue A1): .
Credenciais de Autoria-Alfred Hitchcock, nascido em 13 de agosto de 1899 e falecido em 29 de abril de 1980, foi um renomado diretor de cinema e produtor britânico, amplamente considerado um dos mestres do suspense e do thriller psicológico. Ele é conhecido por sua habilidade em criar tensão, utilizar tramas intricadas e explorar os medos mais profundos do
Our website is actively being updated, and changes may occur frequently. Please clear your browser cache if needed. For feedback or error reporting, please email [email protected]
×
This Page is Under Development
We are currently updating this article page for a better experience.
Thank you for connecting with us. We will respond to you shortly.