Introduction: Breast cancer (ICD-10 C50) is the leading neoplasm in women and one of the major causes of global mortality. The prevalence in the state of Rondônia in 2024 was 3,264 cases, representing 11.24% of all cancers. Factors such as age, parity, and estrogen exposure are implicated, and social and racial inequalities have been shown to significantly impact mortality.
Objective: To analyze the epidemiology of breast cancer in Rondônia, evaluating the effectiveness of screening and the social impact of inequalities in access. Methods: This is an epidemiological, descriptive, and cross-sectional study, developed from secondary data referring to the period from 2021 to 2024. The information was extracted from the public platform of the Department of Informatics of the Unified Health System (DATASUS), the SUS Hospital Information System (SIH/SUS), and the Cancer Information System (SISCAM), for analysis of active patients and screening exams in the state public network.
Results and Discussion: In 2024, there were 3,264 active cases (11.24% of the total), with a higher prevalence in the age group over 50 years, but with a significant increase in younger women. There was a 38.9% increase in incidence (2021-2024). The annual mammography coverage was only 29.1%, below the international recommendation, suggesting a failure to reach the target population. Black and Indigenous women showed lower proportional participation in screening, highlighting weaknesses in coverage equity and potential delays in diagnosis.
Conclusion: Although the state has public policies and infrastructure for breast cancer screening, it remains a public health problem in Rondônia. More structured strategies are still needed, with expanded coverage, reduced waiting times, improved technical qualification of services, and strengthened actions aimed at equity in access.
# Introdução
as últimas décadas, houve um aumento considerável dos casos de câncer no Brasil e no mundo, tornando essa patologia tanto um problema mundial de saúde pública quanto uma das principais causas de morte (INCA, 2023). Particularmente, o câncer de mama (CID-10 C50) é a principal causa de morte por neoplasia em mulheres globalmente (TIENSOLI, 2021), além de ter se tornado o câncer mais diagnosticado no mundo (YE, 2024). Apesar de também ocorrer em homens, tem uma proporção de apenas um homem a cada 100 mulheres diagnosticadas.
O CA de Mamas corresponde a uma multiplicação desordenada e desenfreada de células, ocasionando a formação de um tumor, quando detectado em fases iniciais, o tratamento e prognóstico são melhores (TIENSOLI, 2021), por isso há políticas públicas que incentivam ao exame de rastreio, a mamografia. Os principais fatores de risco são: a idade, a qual é um fator crítico tanto pelo envelhecimento celular que aumenta as chances de mutações, quanto por maior tempo exposto aos fatores ambientais e comportamentais, além disso a nuliparidade, gravidez tardia, longa exposição ao estrogênio, tanto endógenas quanto exógenas (TIENSOLI, 2021).
No estado de Rondônia, a prevalência em 2024, para Neoplasia maligna de mama foi 3264 casos, o que representa cerca de 11,24% do total de cânceres do estado, com maior incidência na população com mais de 50 anos (SESAU, 2024), o está de acordo as estatísticas mundiais. O estado, por meio do Sistema Único de Saúde, realiza o rastreio dessas patologia, por meio do exame de mamografia, o qual é o padrão ouro de rastreio (INCA, 2021), esse programa visa detectar a doença em fase assintomática, visando um melhor prognóstico. No entanto, a distribuição não é igualitária. Segundo dados do DATASUS e o último censo do IBGE, o total desses exames de rastreio atingiu apenas de 8% do contingente de mulheres na faixa etária de rastreio segundo os antigos protocolos do SUS, haja vista que em 2025 o SUS diminui a idade de início do rastreio de 50 para 40 anos, o que aumentou o contingente de mulheres buscando esse exame.
A epidemiologia dessas patologias demonstra que desigualdades socioeconômicas e raciais impactam na mortalidade de maneira heterogênea e complexa, influenciando desde a exposição a fatores de risco até o acesso ao diagnóstico e tratamento, sendo que fatores não modificáveis, como raça e etnia, frequentemente se interseccionam com fatores modificáveis e comportamentais (COSTA, 2025). Haja vista, mulheres negras e pardas são minorias para o exame de rastreio, o que demonstra uma falha na cobertura, a qual limita o acesso à prevenção e ao tratamento oportuno, resultando em diagnósticos tardios e maior mortalidade, especialmente no casos de cânceres que são evitáveis ou tratáveis (COSTA, 2025).
O objetivo deste estudo é analisar a epidemiologia do câncer de mama no estado de Rondônia, discutindo a eficácia do rastreio e o impacto social dessas patologias.
# Metodologia
Trata-se de um estudo epidemiológico, descritivo e transversal, desenvolvido a partir de dados secundários referentes ao período de 2021 a 2024. As informações foram extraídas da plataforma pública do Departamento de Informática do Sistema Único de Saúde (DATASUS), do Sistema de Informações Hospitalares do SUS (SIH/SUS) e do Sistema de informação do câncer (SISCAM), contemplando quantitativo de pacientes ativos e de exames de rastreios realizados na rede pública estadual .
A caracterização da rede assistencial foi realizada com base no Cadastro Nacional de Estabelecimentos de Saúde (CNES), por meio da plataforma CNESNet/DATASUS, com ênfase nos leitos disponíveis pelo SUS no Estado de Rondônia. Rondônia está localizada na região Norte do Brasil, possui 52 municípios, área territorial de 237.754,172 km² e população estimada de 1.581.016 habitantes, segundo estimativas do IBGE (2022), tendo Porto Velho como sua capital e município mais populoso.
Foram analisadas variáveis relacionadas ao tipo de Neoplasia, com foco em neoplasia maligna de mama, a idade dos pacientes. Também foram consideradas variáveis relativas ao quantitativos de exames de mamografia, resultados encontrados e variedade de raça/etnia.
A análise dos dados foi conduzida por estatística descritiva, empregando-se medidas de tendência central para variáveis quantitativas e proporções com intervalos de confiança de 95% para variáveis qualitativas. As informações foram processadas no software Excel®, conforme as categorizações previamente definidas.
Quanto aos aspectos éticos, este estudo utilizou dados secundários provenientes de bases públicas, não contendo qualquer forma de identificação dos sujeitos. Por se tratar de informações agregadas e de domínio público, não houve intervenção direta ou contato com seres humanos, não sendo necessária a submissão ao Comitê de Ética em Pesquisa. Dessa forma, o estudo está em conformidade com os princípios éticos estabelecidos na Resolução nº 466/2012 do Conselho Nacional de Saúde, que regulamenta pesquisas envolvendo seres humanos no Brasil.
# Resultados e Discussão
No ano de 2024 havia 3264 paciente com CA de mama ativo em Rondônia, o que representava cerca de 11,24% do total de casos e câncer do estado, tendo maior prevalência entre mulheres acima dos 50 anos, no entanto, a segunda faixa etária com maior número de casos fica atrás por apenas 506 casos, evidenciando distribuição relativamente próxima entre os grupos e sugerindo importante carga da doença também em mulheres mais jovens, o que representa uma mudança no perfil etário da patologia, não estando mais exclusivamente centrada na faixa etária acima dos 50 anos. Esses dados são corroborados com a mudança do protocolo do SUS no rastreio do câncer de mama, visto que mulheres mais jovens estão também desenvolvendo a patologia (BRASIL, 2025).
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| | | | | | | |
|:------------------|:---------|:---------|:----------|:-----------|:-----------|:------|
| Diagnóstico CID10 | \< 1 ano | 1-4 anos | 5-14 anos | 15-49 anos | 50e + anos | Total |
| C50 | 0 | 0 | 2 | 1378 | 1884 | 3264 |
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<span id="fig:prevalencia-cid10" label="fig:prevalencia-cid10"></span>
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Entre os anos de 2021 e 2024, a incidência desse câncer aumentou em 38,9% (Rate ratio $`\approx`$ 1,39), com um crescimento anual médio de cerca de 11,9%, o que permite a formulação de uma projeção para os próximos anos a partir da taxa de crescimento populacional e a população de mulheres na idade de rastreio, destacando que a partir de 2025 o rastreio seria a partir dos 40 anos, desde que haja interesse da paciente e indicação, mesmo sem sintomas aparentes. Dessa forma, até 2027 espera-se uma incidência maior que 600 casos novos anuais, se mantida a tendência do período analisado.
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| | 2021 | 2022 | 2023 | 2024 | TOTAL |
|:----|:-----|:-----|:-----|:-----|:------|
| C50 | 318 | 411 | 405 | 442 | 1576 |
</div>
<span id="fig:incidencia-cid10" label="fig:incidencia-cid10"></span>
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O estado possui 56 mamógrafos, segundo dados do Cadastro Nacional de Estabelecimentos de Saúde (CNES), no entanto apenas 53 estão em funcionamento, distribuídos em as principais cidades, essa distribuição visa descentralizar o atendimento e melhorar a distribuição. Contudo, nos últimos anos, houve uma queda no número de mamografias realizadas pelo SUS, tendo uma cobertura de apenas 29,1% anual. A recomendação da OMS é 70% bienal ou 35% anual da população alvo. Apesar disso, é o terceiro estado da região norte com mais mamografias realizadas (INCA, 2023).
No que se refere à organização da rede assistencial, Rondônia dispõe de 11 estabelecimentos licenciados pelo SUS para atendimento e tratamento oncológico. Entretanto, segundo dados do CNES, apenas 50 leitos oncológicos destinados à internação estão disponíveis no estado, distribuídos em apenas cinco desses estabelecimentos e concentrados em quatro municípios: Porto Velho, Vilhena, Cacoal e Pimenta Bueno.
Essa concentração geográfica impõe barreiras significativas de acesso, especialmente considerando a extensão territorial do estado e a dispersão populacional. Pacientes residentes em municípios distantes dos polos assistenciais necessitam deslocamentos prolongados, o que pode resultar em atraso no início do tratamento, descontinuidade terapêutica e maior sobrecarga socioeconômica para as famílias.
O tempo médio de espera na fila de regulação para a realização da mamografia é de aproximadamente 60 dias, enquanto o prazo para liberação do resultado pode variar entre 30 e 60 dias (SISREG/BRASIL). Dessa forma, o intervalo total entre a solicitação do exame e a definição diagnóstica pode se prolongar por vários meses. Esse atraso, tanto na marcação quanto na entrega do laudo, repercute diretamente no início oportuno do tratamento, podendo comprometer o prognóstico e reduzir as chances de melhores desfechos clínicos.
Nesse contexto, a análise do total de mamografias realizadas no estado de Rondônia entre 2021 e 2024 revela um cenário dinâmico, que reflete a própria organização dos serviços de saúde no período. Em 2021, foram realizados 14.901 exames, número que aumentou de forma expressiva em 2022, alcançando 24.219 mamografias. Esse crescimento possivelmente está relacionado à retomada mais intensa das atividades assistenciais após o período crítico da pandemia de COVID-19, quando muitos exames eletivos ficaram represados. Conforme descrito por Michalopoulou (2023), “a redução na taxa de reconvocação e na detecção de câncer ocorreu devido à diminuição do número de mulheres rastreadas durante a pandemia”, evidenciando que as restrições sanitárias impactaram diretamente o volume de exames realizados e os indicadores de desempenho dos serviços. Assim, o aumento observado no período subsequente pode refletir a normalização progressiva das atividades e a absorção da demanda reprimida. Entretanto, nos anos subsequentes observa-se nova redução, com 18.972 exames em 2023 e 16.803 em 2024, indicando dificuldades na manutenção da ampliação da cobertura previamente alcançada.
Além disso, mesmo no ano de maior produção, a quantidade de exames ainda se mostra insuficiente quando comparada às recomendações internacionais de rastreamento populacional. Ao considerar o contingente de mulheres na faixa etária indicada para o rastreio, os dados sugerem que parcela significativa da população-alvo pode não estar sendo contemplada de forma regular. Consequentemente, essa oscilação na oferta, associada ao tempo prolongado de espera, impacta negativamente a detecção precoce, uma vez que atrasos e baixa cobertura dificultam o diagnóstico em fases iniciais da doença, período em que as possibilidades de tratamento eficaz e de melhor prognóstico são consideravelmente maiores.
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| Ano | Total de Mamografias |
|:-----|:---------------------|
| 2024 | 16.803 |
| 2023 | 18.972 |
| 2022 | 24.219 |
| 2021 | 14.901 |
</div>
<span id="fig:total-mamografias" label="fig:total-mamografias"></span>
</div>
Os laudos das mamografias são apresentados pela classificação BI-RADS, que indicam o grau de suspeição e a conduta recomendada. Ao analisar os laudos, observa-se que, ao longo de todo o período estudado, a maioria dos exames foi classificada nas categorias 1 e 2, correspondendo a resultados normais ou com achados benignos. Esse padrão é esperado em programas de rastreamento, já que grande parte das mulheres examinadas não apresenta alterações suspeitas. Em 2024, por exemplo, foram registrados 2.631 exames classificados como BI-RADS 1 e 11.259 como BI-RADS 2, mantendo tendência semelhante aos anos anteriores. Esses dados indicam que o exame tem sido utilizado de forma relevante como ferramenta preventiva.
Por outro lado, chama atenção o número expressivo de exames classificados como BI-RADS 0, que indicam necessidade de complementação diagnóstica. Esse achado pode refletir limitações técnicas, como qualidade da imagem, densidade mamária elevada ou necessidade de exames adicionais para esclarecimento. Além disso, as categorias BI-RADS 4 e 5, que representam suspeita de malignidade, mantiveram frequência relativamente constante ao longo dos anos, contribuindo para taxas de positividade entre 9,9% e 15,3%, sendo superiores às esperadas em programas organizados de rastreamento. A presença de casos classificados como BI-RADS 6 demonstra ainda que parte dos exames é realizada em mulheres com diagnóstico já confirmado, evidenciando que o serviço atua tanto no rastreio quanto no acompanhamento. De forma geral, os resultados reforçam a importância de aprimorar a organização do programa estadual, investir na qualificação técnica e ampliar a cobertura, garantindo que o rastreamento cumpra plenamente seu papel na redução da mortalidade por câncer de mama.
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| Ano | Cat. 0 | Cat. 1 | Cat. 2 | Cat. 3 | Cat. 4 | Cat. 5 | Cat. 6 | Total |
|:-----|:------:|:------:|:------:|:------:|:------:|:------:|:------:|:------:|
| 2024 | 2.229 | 2.631 | 11.259 | 311 | 310 | 35 | 146 | 16.803 |
| 2023 | 2.115 | 3.062 | 13.264 | 203 | 263 | 53 | 104 | 18.972 |
| 2022 | 2.067 | 4.207 | 17.349 | 284 | 273 | 52 | 100 | 24.219 |
| 2021 | 1.274 | 3.275 | 9.772 | 282 | 227 | 46 | 77 | 14.901 |
</div>
<span id="fig:laudo-mamografia" label="fig:laudo-mamografia"></span>
</div>
Ademais, as desigualdades no rastreio do câncer de mama tornam-se evidentes quando se observa a menor participação proporcional de mulheres negras e indígenas na realização do exame. Considerando que esses grupos frequentemente se encontram em contextos de maior vulnerabilidade social e geográfica, a baixa representatividade no rastreio reflete barreiras estruturais de acesso aos serviços de saúde.
Este cenário sugere fragilidade na equidade da cobertura, limitando o acesso oportuno à detecção precoce. A literatura demonstra que a redução do acesso ao rastreamento está associada ao diagnóstico em estágios mais avançados da doença, nos quais as taxas de sobrevida são significativamente inferiores e o risco de mortalidade é mais elevado (COSTA, 2025).
Assim, a desigualdade observada não se restringe a uma diferença numérica na realização do exame, mas configura potencial fator determinante de desfechos clínicos mais desfavoráveis, reforçando a necessidade de estratégias direcionadas para ampliação do acesso, especialmente entre populações historicamente vulnerabilizadas.
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| | Branca | Preta | Amarela | Parda | Indígena | Sem informação | Total |
|:-----|:-------|:------|:--------|:------|:---------|:---------------|:-------|
| 2024 | 4.134 | 728 | 8.551 | 3.328 | 63 | \- | 16.803 |
| 2023 | 4.754 | 866 | 9.232 | 3.744 | 253 | 127 | 18.972 |
| 2022 | 6.650 | 1.156 | 11.053 | 4.704 | 102 | 556 | 24.219 |
| 2021 | 3.832 | 693 | 6.763 | 3.017 | 76 | 521 | 14.901 |
</div>
<span id="fig:raca-cor" label="fig:raca-cor"></span>
</div>
# Conclusão
O presente estudo evidenciou que o câncer de mama mantém-se como um importante problema de saúde pública no estado de Rondônia, com uma incidência crescente (aumento de 38,9% entre 2021 e 2024) e uma mudança no perfil epidemiológico, com crescimento de casos em faixas etárias mais jovens. Em 2024, a neoplasia maligna de mama representou 11,24% de todos os cânceres do estado, com predomínio em mulheres acima de 50 anos, embora se observe aumento significativo também em faixas etárias mais jovens, sinalizando possível mudança no perfil epidemiológico da doença. O crescimento de 38,9% na incidência entre 2021 e 2024 reforça a necessidade de planejamento estratégico para os próximos anos, especialmente diante da ampliação da faixa etária de rastreio para mulheres a partir dos 40 anos.
Apesar da existência de estrutura instalada para realização de mamografias, os dados demonstram cobertura insuficiente quando comparada às recomendações internacionais, além de oscilação na oferta de exames ao longo do período analisado. Soma-se a isso o tempo prolongado de espera para realização do exame e liberação dos resultados, fator que pode comprometer o diagnóstico precoce e impactar negativamente o prognóstico. A análise dos laudos mamográficos revelou predominância de resultados benignos (BI-RADS 1 e 2), conforme esperado em programas de rastreamento; entretanto, a elevada proporção de BI-RADS 0 e as taxas de positividade superiores às recomendadas sugerem fragilidades na organização do serviço, possível padrão oportunístico de rastreio e necessidade de qualificação técnica. Além disso, populações historicamente vulneráveis continuam sendo minorias nos programas de rastreio e tendem a ter diagnósticos tardios e pior prognóstico.
Dessa forma, conclui-se que, embora o estado disponha de políticas públicas e infraestrutura para o rastreamento do câncer de mama, ainda são necessárias estratégias mais estruturadas, com ampliação da cobertura, redução do tempo de espera, qualificação técnica dos serviços e fortalecimento de ações voltadas à equidade no acesso. Tais medidas são fundamentais para garantir diagnóstico precoce, melhorar o prognóstico e reduzir o impacto epidemiológico e social do câncer de mama em Rondônia.
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99
BRASIL. Instituto Nacional de Câncer. ESTIMATIVA DE 2023: INCIDÊNCIA DE CÂNCER NO BRASIL. Rio de Janeiro: INCA, 2023.
BRASIL. Instituto Nacional de Câncer. DADOS E NÚMEROS SOBRE CÂNCER DE MAMA: RELATÓRIO ANUAL 2023. Rio de Janeiro: INCA, 2023.
BRASIL. Ministério da Saúde. DATASUS – Sistema de Informações sobre Mortalidade (SIM).
BRASIL. Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística – IBGE. Censo 2022.
BRASIL. Ministério da Saúde. DATASUS - Sistema de Informações sobre Câncer de Mama (SISCAM).
COSTA, Ana Cristina de Oliveira et al. PRIVAÇÃO MATERIAL, DESIGUALDADES RACIAIS E MORTALIDADE POR NEOPLASIAS DE MAMA FEMININO, PRÓSTATA E COLO DE ÚTERO NA POPULAÇÃO ADULTA BRASILEIRA: UM ESTUDO ECOLÓGICO. Ciência & Saúde Coletiva, \[S.l.\], v. 30, n. 1, p. 1-11, 2025. DOI: 10.1590/1413-81232025301.02212024.
RONDÔNIA. Secretária de Saúde do Estado. PAINEL ONCOLÓGICO. 2024.
TIENSOLI, Sabrina Daros. FATORES INDIVIDUAIS E CONTEXTUAIS ASSOCIADOS AO RASTREAMENTO DO CÂNCER DE MAMA E COLO DO ÚTERO. 2021. 120 f. Tese (Doutorado em Enfermagem) – Escola de Enfermagem, Universidade Federal de Minas Gerais, Belo Horizonte, 2021.
YE, Dong-Man et al. THE ASSOCIATION BETWEEN LACTATION, BREAST DENSITY AND BREAST CANCER. International Breastfeeding Journal. Publicado pela Springer Nature.
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Funding
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Conflict of Interest
The authors declare no conflict of interest.
Ethical Approval
No ethics committee approval was required for this article type.
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Not applicable for this article.
How to Cite This Article
Dennis Peregrino, Ingrid Passo, Isabela Costa, Gabriele Castro, Victória Bandeira, Tathiane Souza. 2026. \u201cEpidemiological Study on Breast Cancer in the State of Rondonia\u201d. Global Journal of Medical Research, Global Journal of Medical Research - F: Diseases GJMR-F Volume 26 (GJMR Volume 26 Issue F1): .
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Results and Discussion: In 2024, there were 3,264 active cases (11.24% of the total), with a higher prevalence in the age group over 50 years, but with a significant increase in younger women. There was a 38.9% increase in incidence (2021-2024). The annual mammography coverage was only 29.1%, below the international recommendation, suggesting a failure to reach the target population. Black and Indigenous women showed lower proportional participation in screening, highlighting weaknesses in coverage equity and potential delays in diagnosis.
Conclusion: Although the state has public policies and infrastructure for breast cancer screening, it remains a public health problem in Rondônia. More structured strategies are still needed, with expanded coverage, reduced waiting times, improved technical qualification of services, and strengthened actions aimed at equity in access.
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