## I. INTRODUÇÃO
obesidade é caracterizada como acúmulo de gordura corporal excessivo. Esse estado nutricional é classificado quando o Índice de Massa Corporal (IMC) é maior ou igual a $30 ~ \mathsf { K g } / \mathsf { m } ^ { 2 }$. Segundo Khanna et al. (2022) obesidade é uma doença crônica de etiologia multifatorial, que inclui influências socioeconômicas, genéticas, psicológicas e ambientais. Além disso, é o principal fator de risco para doenças cardiovasculares, diabetes e alguns tipos de neoplasia. (OMS, 2020). Referente a epidemiologia, em 2023 foi estimado que, no Brasil, $34,51\%$ da população adulta tem sobrepeso. Em relação a obesidade grau I, o percentual é de $20,71\%$ (BRASIL, 2023). As cirurgias para perda de peso no tratamento de obesidade proporcionam maior eficácia em seus resultados. Atualmente, são recomendadas para indivíduos de 18 a 65 anos com IMC maior ou igual a $40 \ \mathsf { k g } / \mathsf { m } ^ { 2 }$ ou 35 $\mathsf { k g } / \mathsf { m } ^ { 2 }$ com uma ou mais comorbidades graves relacionadas a obesidade, além de relatório de equipe multidisciplinar comprovando que o paciente não perdeu ou não manteve a perda de peso por no mínimo, 2 anos. (ABESO, 2016). O acompanhamento por equipe multidisciplinar e recomendado, para a redução dos riscos perioperatórios e obtenção dos melhores resultados. (EISENBERG et al., 2022). O estudo de Costa et al. (2019) sugere que pacientes em pós operatório desse tipo de cirurgia apresentam sintomas de disbiose, caracterizada pelo desequilíbrio na composição do microbioma gastrointestinal. Essa alteração pode causar doenças inflamatórias intestinais e diabetes tipo 2, além de desencadear sinalizações celulares pró-inflamatórias. O uso de probióticos pode ser promissor para promover o equilíbrio da microbiota intestinal. Ademais, sua suplementação está relacionada a melhoras cognitivas e associadas ao estresse, considerando o eixo microbiota-intestinocérebro. (KIM et al., 2020). Outros estudos também indicam que essa suplementação, quando realizada no pós-operatório, pode diminuir sintomas de compulsão alimentar e reduzir biomarcadores antropométricos de adiposidade a longo prazo, consequentemente auxiliando na manutenção de peso corporal. (CARLOS et al., 2022). (PEDRET et al., 2018). Tendo em vista algumas complicações que podem ocorrer no pósoperatório desta cirurgia, como carências nutricionais, desequilíbrio da microbiota intestinal, dificuldade na manutenção do peso corporal e sintomas de desconforto gastrointestinal (KARBASCHIAN et al., 2018), verifica-se a necessidade de pesquisar sobre o uso de suplementação de probióticos na contribuição da manutenção da perda de peso.
## II. OBJETIVO
Analisar o impacto do uso de suplementos probióticos na perda e manutenção do peso de pacientes pós-operatórios de cirurgia bariátrica.
## III. MÉTODO
Para este estudo foram realizadas pesquisas em revistas e sites compiladores de artigos científicos, sendo eles Scielo, Pubmed, Capes. Esta revisão sistemática conferiu uma abrangência científica na língua portuguesa e inglesa, com o período delimitado referente a 2018 até 2023, sendo descartados artigos inconclusivos ou incompletos.
## IV. RESULTADOS
Para este estudo, foram selecionados 9 artigos (tabela 1). Dentre esses artigos, 7 são estudos randomizados controlados e 2 são revisão sistemática e meta-análise de ensaios randomizados. O número total de pacientes: 1011, com idade superior a 18 anos, com uso de probióticos no mínimo, 15 dias e, no máximo, 12 meses. Além disso, alguns estudos iniciaram a suplementação anteriormente ao procedimento cirúrgico. Os gêneros das cepas utilizadas incluem Bifidobacterium, Lactobacillus, Lactococcus e Streptococcus, entre outros não identificados. Os aspectos avaliados abrangem sintomas de compulsão alimentar; perfil lipídico, glicêmico e vitamínico; marcadores inflamatórios; marcadores antropométricos de adiposidade; marcadores relacionados a Doença Hepática Gordurosa Não Alcoólica (DHGNA); perda de peso corporal; status ou níveis séricos de vitamina D; elevação da proteína de ligação de lipopolissacarídeos (LBP); desenvolvimento de supercrescimento bacteriano no intestino delgado (SiBO) no pósoperatório imediato; circunferência da cintura; percentual de perda de excesso de peso (%PEP); índice de massa corporal (IMC).
Tabela 1: Descrição Dos Estudos Que Compõem Essa Revisão Sistemática
<table><tr><td>Autor. Ano.</td><td>Desenho De Estudo</td><td>N. De
Pacientes
/Idade/
Tempo Do
Estudo</td><td>Tipo De Probiológico</td><td>Desfecho</td></tr><tr><td>PEDRET et al. 2018.</td><td>Ensaio randomizzato, paralelo, duplo-cego e controlado por(placebo.</td><td>n.135raisinges de 18 anos. 3meses.</td><td>Bifidobacteriuminalissubsp. lactis CECT 8145 (Ba8145) e sua cepa na forma heat-killed (h-k).</td><td>Na Presence de obesidade abdominal, o uso de Ba8145 e h-k Ba8145 melhoras os biomarcadores antropométricos de adiposida, principalmente emMulheres.</td></tr><tr><td>KARBASCHIAN et al. 2018.</td><td>Ensaio clínico randomizzato, duplo-cego, controlado por(placebo.</td><td>n.4518 a 60 anos. 4 semanas antes e até 12 semanas pos-operatório</td><td>Lactobacillus casei; rhamn-osus; bulgaricus; acidophilus. Bifidobacterium breve; long-um. Streptococcus thermo-philus.</td><td>A suplementação de probiócos melhoras os marcadores inflamatórios, a perda de peso corporal e o status da vitamina D em pacientes submetidos a cirurgia.</td></tr><tr><td>MOKHTARI et al. 2019.</td><td>Ensaio clínico randomizzato, duplo-cego, controlado por(placebo.</td><td>n.4518 a 60 anos.4 semanas antes e até 12semanas pós-operatório</td><td>Lactobacillus casei; rhamnosus; bulgaricus; acidophilus.Bifidobacterium breve; longum. Streptococcus thermophilus.</td><td>Suplementação probiética durante 4 vezes comparado com(placebo inibiram a elevação da proteína de ligação de lipopolissacárdes (LBP) e melhoraram os níveis séricos de TNF-α, vitamina D3 25OH e perda de peso.</td></tr><tr><td>WAGNER et al. 2020.</td><td>Estudo prospective,randomizzato, duplo-cego,controlado por(placebo.</td><td>n.7318 a 59 anos90 dias.</td><td>Lactobacillus acidophilus NCFM e Bifidobacteriumlactis Bi-07.</td><td>A suplementação de L.acidophilus e B. lactis éficaz na redução do inchoço, mas sem influencer no desenvolvimento de supercrescimento bacteriano no intestino delgado (SIBO) no pós-operatório immediato.</td></tr><tr><td>RAMOS et al. 2021.</td><td>Ensaio clínico randomizzato, duplo-cego,controlado por(placebo.</td><td>n.10190 dias.</td><td>Lactobacillus acidophilus NCFM e Bifidobacteriumlactis Bi-07.</td><td>A suplementação de probiólicos quando a cirurgia melhor o perfit vitamínico e lipídico.</td></tr><tr><td>ZHANG et al. 2021.</td><td>Revisão sistémática e meta-análise de ensaios randomizados controlados.</td><td>n.172maiores de 18anos.15 dias;4 meSES; 6meses.</td><td>Lactobacillus acidophilus; casei; paracasei; plantarum.Bifidobacteriumbifidum;rhamnosus; breve; longum; infantis.Lactococcus lactis.Streptococcus thermophiles.</td><td>Redençaada circunferência da cintura quando a cirurgia bariátrica, mas sem efeito significativo no peso, IMC, percentual de perda de excesso de peso (%PEP) e PCR.</td></tr><tr><td>ROMMEN et al. 2021.</td><td>Estudo randomizzato, duplo-cego e controlado.</td><td>n.6020 a 65 anos.12 semanas.</td><td>Lactobacillus acidophilus; delbrueckisusp. bulgaricus; helveticus; plantarum;rhamnosus; casei.Bifidobacterium breve; longum;lactissusp.lactis.Streptococcus thermophiles.</td><td>A suplementação com uma mistura especificamente adaptada de probiólicos e micronutrientes melhorou os marcadores relacionados à DHGNAs mais do que a mistura básica de micronutrientes em pacientes obesos quando cirurgia bariátrica.</td></tr><tr><td>DAGHMOURI et al. 2022.</td><td>Revisão sistémática e meta-análise de estudos clínicos randomizados controlados.</td><td>n.27918 a 60 anos.De 12 semanas a 1 ano.</td><td>Lactobacillus acidophilus NCFM; casei; rhamnosus; bulgaricus; paracasei LPC-37.Bifidobacteriumlactis Bi-07; lactis HN019; breve; longum.Streptococcus thermophiles.</td><td>Os probiólicos na cirurgia bariátrica garantem melhor perfit lipídico e glicémico sem efeito nas medidas antropométricas e marcadores inflamátrios.</td></tr><tr><td>CARLOS et al. 2022.</td><td>Estudo randomizzato duplo-cego controlado por(placebo.</td><td>n.10118 a 59 anos.90 dias.</td><td>Lactobacillus acidophilus NCFM.Bifidobacteriumlactis Bi-07.</td><td>A utilização de suplemento probiólico pós-operatório pode diminuiar os sintomas de compulsão alimentar um ano às a cirurgia.</td></tr></table>
## V. DISCUSsÃo
Nos artigos avaliados, o ensaio clínico de Karbaschian et al. (2018) identificou melhora nos marcadores inflamatórios, status de vitamina D e perda de peso corporal com a suplementação de probióticos realizada durante 4 semanas pré-operatório e até 12 semanas após o procedimento cirúrgico. Entretanto, o estudo de Mokhtari et al. (2019) concluiu que essa estratégia específica foi favorável para a perda de peso, assim como melhorou os níveis séricos de vitamina D, TNF-α e inibiu a elevação de LBP, porém, por período limitado. Ademais, a revisão de Zhang et al. (2021) infere que a suplementação com determinadas cepas de Lactobacillus, Bifidobacterium, Lactococcuse Streptococcus pelo período de 4 a 6 meses após a cirurgia auxilia na diminuição da circunferência da cintura, mas não tem efeito significativo na perda de peso, melhora do IMC,%PEP e PCR. A meta-análise de Daghmouri et al. (2022) verificou que o uso de probióticos por 12 semanas a 1 ano pós-operatório promove a melhora do perfil lipídico e glicêmico, mas não ocasiona mudanças relevantes nas medidas antropométricas e indicadores inflamatórios. Todavia, Pedret et al. (2018) conclui em seu ensaio clínico randomizado que a suplementação probiótica durante 3 meses melhora os biomarcadores antropométricos de adiposidade em indivíduos com obesidade. Além disso, Ramos et al. (2021) afirma que essa estratégia pósoperatório melhora o perfil vitamínico e lipídico. Para mais, Carlos et al. (2022) conclui em seu estudo randomizado que suplementar probióticos durante 90 dias pós-operatório pode atenuar sintomas de compulsão alimentar 1 ano após o procedimento cirúrgico. Com relação ao desenvolvimento de SiBO no pós-operatório imediato, o estudo de Wagner et al. (2020) identificou que essa ação não o influencia, apesar de diminuir o inchaço de forma eficaz. No que se refere a marcadores relacionados a Doença Hepática Gordurosa Não Alcoólica (DHGNA), Crommen et al. (2021) infere que a suplementação com uma mistura especificamente adaptada de probióticos e micronutrientes promove melhora desses indicadores. Com isso, pode-se verificar que, dentre esses pontos avaliados, os únicos que não tiveram resposta positiva a suplementação com probióticos incluem%PEP e desenvolvimento de SIBO. Todos os outros aspectos manifestaram resposta positiva, principalmente quando a suplementação foi iniciada 1 mês pré-operatório e/ou ocorreu durante 3 meses pós-operatório. Entretanto, alguns deles manifestaram resposta positiva por tempo limitado. Dentre as cepas utilizadas, destacam-se Bifidobacterium breve, Bifidobacterium lactis Bi-07, Bifidobacterium longum, Lactobacillus acidophilus, Lactobacillus_ acidophilus NCFM, Lactobacillus bulgaricus, Lactobacillus casei, Lactobacillus rhamnosus, Streptococcus thermophilus. Pois essas foram as que apareceram com mais frequência nos tópicos verificados que manifestaram resposta positiva a suplementação. Tendo em vista o desfecho dos estudos selecionados, verifica-se que é provável que o uso de probióticos possa auxiliar na perda e manutenção e de peso corporal no pós-operatório de cirurgia bariátrica. Além disso, alguns aspectos podem ser beneficiados com a suplementação probiótica, como perfil lipídico, glicêmico e vitamínico, marcadores inflamatórios, status de vitamina D, compulsão alimentar, marcadores relacionados a DHGNA e marcadores antropométricos de adiposidade. Para fins de comparação, foi observado que o estudo de Suzumura et al. (2019) concluiu que a suplementação oral com probióticos ou simbióticos tem um pequeno efeito na redução da circunferência da cintura, mas nenhum efeito no peso corporal ou no IMC. Já a revisão de Cook et al. (2020) alegou que as intervenções probióticas não tem influência significativa qualidade de vida ou na perda de peso corporal após a cirurgia bariátrica. Inclusive, a meta-análise realizada por Wang et al. (2022) relatou que essa suplementação não ocasiona efeito significativo em marcadores inflamatórios, perfil lipídico ou%PEP. Entretanto, a revisão e meta-análise de Wang et al. (2023) constatou que probióticos podem retardar a progressão da lesão da função hepática, melhorar o metabolismo lipídico, reduzir o peso e reduzir a ingestão de alimentos, pois tiveram um efeito benéfico em indicadores como aspartato aminotransferase, triglicérides, peso corporal, ingestão alimentar e vitamina B12. Com isso, tendo em vista a análise dos artigos selecionados e as comparações realizadas, conclui-se que o uso de probióticos pode vir a ser vantajoso para atenuar diversos fatores que são consequências do quadro de obesidade e favorecer o controle de peso de pacientes em pós-operatório. Ainda assim, mais estudos se fazem necessários para comprovar essas premissas.
## VI. CONCLUSÃO
A suplementação com probióticos em pacientes submetidos a cirurgia bariátrica pode auxiliar na manutenção e perda de peso após o procedimento. Ademais, também pode ser benéfica para auxiliar no tratamento de vários fatores que são consequências da obesidade. Entretanto, mais estudos se fazem necessários para comprovar essa hipótese, para investigar as respostas dos pacientes ao longo do uso e aprimorar as condutas de suplementação.
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Data Availability
Not applicable for this article.
How to Cite This Article
Larissa Gabrielle Dias Dos Santos. 2026. \u201cImpact of the use of Probiotics in Bariatric Patients in Promoting Weight Loss and Maintenance. A Systematic Review\u201d. Unknown Journal GJMR-I Volume 24 (GJMR Volume 24 Issue I1): .
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