The Australian National Curriculum: The 2012 Reformation

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Abstract

The study presented here is part of the results of postdoctoral research that aimed to investigate the approved curriculum reform in 2012 and implemented in Australia since then. In addition to seeking to know the organization and functioning of the Australian education system, this article intends, specifically, to explain the process of building the countryโ€™s national curriculum and identify the dynamics and foundations of the current reform. The methodology used for this research was based on a qualitative, descriptive and analytical approach, based on bibliographic and documentary analysis. From this analysis, it can be concluded, among other things, that the Australian curriculum reform is the result of a long process of debates and ideological political disputes that lasted two decades. In spite of the arguments regarding social equity and justice, the principles and foundations that support this reform are strongly marked by neoliberal ideas. Regarding the consequences of this process, in this text, the obstacles to the implementation of the current national curriculum stand out.

I. INTRODUร‡AO

Sabemos que as polรญticas neoliberais se desenvolvimento de maneiras emcontextos diversos. No caso australiano, aalternanรงa entre os governos trathestas e libertais, emgeral, representou menor ou maior aprofundamento nosajustes neoliberais. Conforme Reid(2019), foi o Governortrabalthista de Hawke (1983-1991) que lanรงou as basespara a versao atualmente implementada na Australia - mais severa, embora inicialmente comalgumasdistinรงรตes do neoliberalismo implementado nos EUA e na Inglaterra, e fortemente marcado pelas polรญticas debem-estar social.

No perdiรงo que antecedeus as eleรงรตes federais australianas em 2007, o debate em tornode um curriculum Nacional sinalizava para a relevรขncia da temรกtica tanto para a coalizaรงรฃo do Partido Liberal, no governo, como para seu principal opositor, ou estรก, o Partido Trabalhista.

Os argumentos e as justificativas do governo do Partido Liberal para a aรงรฃo de uma polรญtica nacional curricular, se pautavam basicamente nas crรญticas aos professores, aos estados e eles seu supostos ideรณlogos, ou defesa de uma escola neutra, o que pode ser comparado ao Brasil quando os professores sรฃo acusados deunistas. Conforme Rose (2015), os ministrosdo governo do Partido Liberal defendiam a unidade do curriculo para corrigir as diferencias entre os estados e resolver o problema da "mรก qualidade dos professores", ou, como disse a ministra Bishop, "tirar o curriculum escolar das vezes de ideรณlogos nas burocracias de Educaรงรฃo do Estado e do Territรกrio" (BISHOP, 2006, p. 3 apud ROSE, 2015, p. 115, traduรงรฃo)nossa).Decerto modo, este discurso estรก em consonanรงa com um movimento internacional na busca pela padronizaรงรฃo curricular dos sistemas educacionais, a partir da orientaรงรฃo de organismos internacionais (APPLE, 2002).1

No caso do Partido Trabalhista, os argumentos e as justificativas estavam centradas no fortalecidoamento do desenvolvimento econรดmico, considerando a competรชncia imposta pela globalizaรงรฃo; no atendimento ร  "migraรงรฃo interna", isto รฉ, ao deslocamento interstadual; e nosresultados, ou melhor, nas variaรงรตes de resultados entre os Estados - por exemplo, as taxas de retenรงรฃo e desempensoho escolar. Observamos,, que mesmo ressaltando os argumentos voltados para quostรตes relativas ร  cidadania รฉ possรญvel affirmar que foram osinterestinges econรดmicos as motivaรงรตes predominantes para a posicao assumida pelo Partido.

Em comum entre osinous partidos - Liberal e Trabalhista - estavam as preocupaรงรตes com o papel da Educaรงรฃo no mundo e na economia globalizados e com a defesa da aรงรฃo de um orgรฃo que elaborasse o curricular nacional. As perspectivas conflitantes podem ser observadas nos documents elaborados pelos differentes governos, verificรกveis nos objetivos, nos conheรงimentos selecionados etc. Importante destacar que a ideia de um curricular nacional enroutrou muitas resistรชncias durante esse perรญodo por diferentes razรตes, dentro as quais a falta de clareza sobre os propรณsitos e os beneficios desse curricularo, o que, deCERTO modo, se observa no longo processo que resultou no atual documento. Para Savage (2016) รฉ possivel identificarmos tres fases nesseprocesso que antecedeu ao atual curricular australiano: 1) o desenvolvimento de objetivos nationals no final dos anos de 1980; 2) as tentativas fracassadas de um curricular nacional nos anos 1990; e 3) as tentativas rejuvenescidas de consistรชncia nacional nos anos 2000. Conclui-se que os vinte anos que antecederam ร  introduรงรฃo do curricular nacional foram marcados por intensos debates.23

Diente desse quadro, interessa-nos neste artigo explicitar mais especificamente o processo de construcao do atual curcioo nacional australiano instituicao a partir da reforma de2012, identificando suas dinamicas e seuisfundamentos. Por fim, cabe destacar que a Australia รฉ um pais em que as reformas de cunho neoliberal nรฃo so se tornaram pioneiras, como tambem vem servindo de "exemplo" para muitos paises, inclusive o Brasil.

II. PROCESSO DE CONSTRUร‡รƒO DO ATUAL CURRICULO NACIONAL AUSTRALIANO: MOTIVACรงรตes EFUNDAMENTOS

Nรฃo obstarce, os primeiros passos em direรงรฃo ao currcรญulo nacional, nรฃo no governo Trabalhista Rudd/Gillard (2007-2013), foram dados com acriaรงรฃo em dezembro de 2007 do Conselho Nacional de Currรบculo, composto por representantes de cada um dos estados e territorios eTRSrepresentantes dos setores das Escolas Catรณlica e Independente. O Conselhoinha como tarefa desenvolver o primeiro currcรญculo nacional da Austrรกlia para as de Inglรชs, Matemรกtica, Ciรชncias e Histรณria.

No "Acordo Nacional de Educaรงรฃo", assinado em janeiro de 2009, o governo federal, os estados e os territorios acordaram a implementaรงรฃo do curriculum nacional. Nesse documento, estabeleceu-se que osTRS seriam incumbidos de desenvolver e manter o curriculum juntamente com o orgรฃo responsavel - naquelemomento, o Conselho Nacional de Curriculum-, cabendo aos estados e aos territorios a tarefa de sua implementaรงรฃo.

Em maio de 2009 o Conselho foi transformado na Autoridade Australiana de Curriculo, Avaliaรงรฃo e Relatรณrios (ACARA), uma autoridade estatรบรกria independente, criada por lei e composta por um Presidente, um Vice-Presidente, um representante do governo federal, um representante de cada estado e o Ministro da Educaรงรฃo dos territorรญos, um representante da Comissรฃo Catรณlica Nacional de Educaรงรฃo e um representante do Conselho das Escolas Independentes da Austrรกlia. Conforme a lei decriaรงรฃo, a ACARA "deve desempenhar suas funรงรตes e exercer seu poderes de acordo com as instruรงรตes dadas pelo Conselho Ministerial". Entre as tarefas atribuรงรตes a esta organizeaรงรฃo destaca-se acriaรงรฃo de um curricular nacional, do Programa Nacional de Avaliaรงรฃo de Alfabetizaรงรฃo e Matemรกtica (NAPLAN) e do Programa Nacional de Coleta e Geraรงรฃo de Dados, do site My School e do Instituto Australiano de Ensino e Lideranรงa Escalar (AITSL), que desenvvceu os Padiรตes Professionais Australians para Professores.

A aรงรฃo da ACARA foi um marco na polรญtica educacional australiana. Essa organizeรงao tem acredho um papel fundamental no desenvolvimento do curriculum australiano. Nesse processo, coube ร  ACARA desenvolver um Curriculo Australiano dos anos iniciais1 atรฉ o 12. โˆ˜ ano. Com sua atuaรงรฃo, pode-se verficar, por exemplo, um estreitamento das relaรงรตes cooperativas entre os Estados, os territorios e o governo federal.Esta perspectiva tambiรฉn foi observada por Savage (2016), ao affirmar que esta nova estrutura de Governanรงa "estรก gerando novas redes de polรญticas horizontais e intergovernmentais, que estรก possiblitando a negotiaรงรฃo e a transferรชncia de ideias e praticas deunisticas em todo ou Paรญs de maneiras imposseis nas dรฉcadas anteriores" (p. 843, traduรงรฃo)nossa).Porlado, o autor identificou a existรชncia de sobreposรงรตes deunisticas nos niveis estadual, federal e nacional, o que, em sua avaliaรงรฃo, tem gerado confusรฃo sobre os poderes e as responsabilitรกdes dos governos relativas ร politicala educacional. Para Savage (2016), todavia, a maior tensรฃo refere- se ร s relaรงรตes desiguais de poderes entre os Estados e territorios, nas quais se evidencia um dominio da influรชncia dos Estados maiores, no caso Victoria e New South Wales2, em relaรงรตesaoes estados menores.

A Declariaรงรฃo de Objetivos Educationals de Melbourne para Jovens Australians, assinada em dezembro de 2008, รฉ um desdobramento da Declariaรงรฃo de Adelaide e ratifica o compromisso de cooperaรงรฃo entre o Ministerio Federal da Educaรงรฃo e os Ministros da Educaรงรฃo,representando os seis estados e os dos territorios. Um plano de aรงรฃo com previsรฃo de quatre anos foi incluindo em um documento complementar. A Declariaรงรฃo de Melbourne foi o documento orientador do processo de desenvolvimento do curriculum, poised estabeleceu os objetivos e as metas educaciones para todos os jovensustralianos: "Objetivos: 1) promover equidade e excelรชncia; 2) tornar todos os jovensustralianos aprendizes bem-sucedidos; individuos confiantes e criรกticos; ecemadas ativos e informados" (AUSTRALIA, 2008, p. 7, traducao)nossa).

Rose (2015) observa que nesse documento a equidade substitui a ideia de justa socialque aparecia anteriormente na Declaraรงรฃo de Adelaide. A despeito da ambivalรชncia do conceito de equidade, das contradiรงรตes em torno deste debate, concordamos com a ideia de que o conceito de equidade รฉ dupliquenteรญstico, exige a definiรงรฃo de um projeto que busque a igualdade, ao mesmo tempo que revindica uma posicao sobre qual ideia de igualdade deve orientar esse projeto (LOPEZ, 2005). No entanto, a cooptaรงรฃo do ideal de equidade pela razionalidade econรดmica eelines interesses do mercado produziu uma lรณgica reducionista que intensificou a mercantilizaรงรฃo no esgoรงo educacional australiano, passou a privilegar o diagnรณstico do systemadensino a partir dos resultados nas avaliรงรตes de largascala e a condicionar a distribuiรงรฃo dos recursos economicos aos resultados do desempinho dosestudantes e da escola nesses testes. Conforme affirmasavage, Sellare Gorur, (2013), a equidade educational e a competitividade econรดmica sรฃo presentadas de forma harmoniosa e complementar nos discursos das polรญticas educacionais.

Voltando ao processo de construcao do curcioo nacional na Austrasia, a Declaraรงรฃo de Melbourne enfatiza a importancia do conheimento, das habilidades e da compreensao das disciplinas, das competencias gerais e das prioridades transversais como base de um curcioo desenhado para garantir o aprendido no sรฉculo XXI (ACARA, 2012a). E interessante notar que, citando a Declaraรงรฃo de Melbourne, o documento affirma reconhecer as mudanรงas globaisque impoem novas demands para a educaรงรฃo na Austrasia, tais como: a) a integraรงรฃo global e a mobilidade internacional; b) o crescimento das naรงรตes asiรกticas e, por consiguito, onecessario conheรงimento sobre a Asia; c) a globalizaรงรฃo e as mudanรงas technolรณgicas; d) as pressรตes ambientais, sociais e economicas; e) os avanรงos rรกpidos e continuos nas Tecnologias de informaรงรฃo e comunicaรงรฃo (ACARA, 2012a, p. 06).

Em)nossaanalise,as demandas aquicidas explicitamainfluencia doprocesso de globalizaรงรฃo e a preocupaรงaoaustralianacomacapacidadede competir na economia global.De maneira similar,Reid (2009)assinalouque,apesar de ter colocado a equidade em primeiro plano,umimportantaveanรงo em suaopiniรกo, o imperativo economicofoi o maior impulsionador da reforma australiana.

Oprocesso decriaรงรฃo do curriculo australiano certamente tem relaรงรฃo com as influรชncias dos organismos internzonais e, por consiguiente, com as demandas da organizaรงรฃo sociedade capitalista em seu atual estaggio de desenvolvimento. A despeito dessas influรชncias, para a maior dos participantes do estudo de Kunhi (2019), o alinhamento do curriculo australiano com as orientaรงรตes e recomendaรงรตes da OCDE - no caso, o "curriculo para o sรฉculo 21" -5, podEAR melhorar a posicao da Australia nos rankings dos testes internacionais. Conforme a autora, acreditava-se que uma boa posicao naabela classificadora do PISA poderia validar nรฃo apenas o sistema educacional, mas tambem a economia do pais em escalal global. ร‰ importante destacar que, mesmo permanecendo acima da pontuaรงรฃo media da OCDE, o desempenho dos estudantes australianos nas avaliacoes do PISA estรก baixando desde o primeiro teste realizado em 2000. A pontuaรงรฃo dos estudantes australianos em Leitura caiu de 528 pontos, em 2000, para 503, em 2015; em Matemรกtica a pontuaรงรฃo caiu de 524 pontos, em 2003, para 494 pontos, em 2015. (AUSTRALIA, 2017-2018).

Como identificado nas pesquisas analisas, o exame dos documents oficials evidencia a presence de discursos pautados nos ideais de concorrรชncia, eficiรชncia, qualidade e padronizaรงรฃo, que sรฃoemarks do discussro neoliberal. Destaca-se tambiรฉn, no caso australiano, a identificaรงรฃo do curriculo como elemento importante para competividade econรดmica, segindo aรฉtica do "capital humano" e da mercantilizaรงรฃo do conheimento. Nesta perspectiva, o conheimento, especialmente nas de ciรชncia, TECHNOLOGIA, engenharia e matemรกtica, รฉ entendido como essential para o desenvolvimento econรดmico. As%citasoes seguiรงรตes referem-se respectivamente ร  Declaraรงรฃo de Melbourne e ao Donnelly-Wiltshire Review - Revisรฃo Donnelly-Wiltshire, que veremos adiante.

No sรฉculo 21, a capacitรฉ da Austrรกlia de fornecer uma alta qualificadede vida para todos dependerรก da capacitรฉ de competir na economia global por conheรงรฃo e inovaรงรฃo. Aedinรงรฃo equipa os jovens com o acontecimiento, a comprehรชncia, as habilidades e os valores para aproveitar as๏ฟฝ๏ฟฝunitรณes ear os desafiosaina epoca com confianรงa. (AUSTRALIA, 2008, p. 4, traduรงรฃo)nossa)

Dento do curriculum australiano, o objetivo da รฉ tornar a economia australiana mais eficiente e produtiva, ensinando habilidades e competรชncias relacionadas ao trabalho (AUSTRALIA, 2014, p. 28, traducao)nossa).

O professor Reid (2009) fez uma contundente crรญtica ao processo de desenvolvimento do curriculo nacional australiano, salientando contrassensores relativos ร  proposta de construรงรฃo ร svemento, entre eles: a desconhecรฃo entre os objetivos e as metas declarados; a repetuiรงรฃo do "curriculum do passado"; a falta de quadro conceitual coerente; a falta de compreensรฃo das questiones de equidade e curriculo,)dentre outras. Nas palavras do autor:

Na minha opiniรฃo, a agenda daedinรงao Nacional รฉ muito dispar, com suas partes componentes desconnectadas ou pelo menos inconsistentes,uma com a outra. No entanto, hรก muito que vale a pena sobre a agendas nรฃo รฉ tarde demais para construir sobre o que foi alcancado atraves do desenvolvimento de uma narrativa geral para a "revoluรงao", que se baseia na melhor evidencia e pratica de pesquisa, intimamente envolvea profissรฃo em seu desenvolvimento e evita estrategias antiquadas. Uma genuรญna revoluรงรฃo educativa-business no futuro nรฃo as certezas do passado. (REID, 2009, p. 23, traduรงรฃo)nossa)

Scarini (2018), por sua vez, reconhece que em todoprocesso de construcao curricular รฉ necessario um grande esforรงopolitical para alcantar umminimo de consenso.Contudo, em sua opiniao, รฉ precise questionar se no caso australiano o processo politico nรฃo teria ofuscadoo debate sobre as bases conceituals quedeeriam sustentar o curcioulo e as consequencias da ausencia dessas discussoes para efetivacao do curcioulo nas escolas. A autora affirmada desconhecer, por example,a existencia de umprocesso de discussao sobre o conceito de aprendizagem; sobre o perfil dos estudiantes, susas historias de vidas e conheimentos premios; sobre as noรงรตes de saber e conheimento, isto รฉ,sobre a natureza do conheamento;sobre a visao do curcioulo como um todo e sobre o processo de desenvolvimento, consulta e consulso em torno do curcioculo.Desse modo,uma forte base conceitual รฉ indispensable para toda reforma curricular que se pretenda duradoura e consistente,uma vez que,"abre espoรงo para o trabalho intelectual de comprensao, discussao, contestaรงรฃo e conceptualizaรงรฃo sobreesfundamentais paraeducatedao" (SCARINI, 2018, p.27,traducao)nossa).

Observamos,,que no processo de construรงรฃo do curricular australiano, otheras experiรชncias internacionais foram tomas como modelos. Durante a consulta sobre o esbรงo do Curriculum Australiano, a ACARA realizou umprocesso de mapeamento a partir de comparacoes internacionais, queenvolveuumaanalise de semelhanรงas e diferencias entre o Curriculo Australiano e os curriculos internacionais em Inglรชs, Matemรกtica e Ciรชncias.Os paises selecionados para comparacao foram Canadรก (Ontario) e Nova Zelรขndia para a area de Inglรชs; Singapura e Finlรขndia para Matemรกtica;e Canadรก (Ontario) e Finlรขndia para Ciรชncia.Os criterios e os resultados desse mapeamento foram organizados no documento chamado Projeto de Mapeamento Curricular - Comparando os curriculos internacionais com o curricular australiano6. O desejo de um curriculo de "nivel mundial" fica expresso no documento The Shape of the Australian Curriculum: Version 4.0 - O formatting do Curriculo Australiano Versรฃo 4.0- na segao "Para um curriculo australiano de nivel mundial",onde se pode confirmar que o curriculo australiano "foi comparado com os curriculos dos principais paises durante oprocesso de desenvolvimento" (ACARA,2012a,p.28, grifos nosotros).

O desenvolvimento da construรงรฃo do currรญculo na Austrรกlia foi organizado em quatro etapas, a saber: 1) definiรงรฃo do formato do currรญculo; modelagem; 2) reduรงรฃo do currรญculo; 3) preparaรงรฃo para implementaรงรฃo; 4) monitoramento, avaliaรงรฃo e revisรฃo do currรญculo. Inicialmente o processo previa o desenvolvimento do currรญculo para as รกreas de inglรชs, matemรกtica, ciรชncia e histรณria. Segundo Reid(2018), nรฃo existia uma justificativa para a escolha inicial dessas รกreas, nem tampouco indicaรงรฃo de quando os outros conteรบdos curriculares seriam incluรญdos, o que gerou uma tensรฃo entre os profissionais representantes dos outros conteรบdos curriculares, que passaram a reivindicar espaรงo no novo currรญculo nacional. Desse modo, uma segunda fase foi autorizada e envolveu o desenvolvimento do currรญculo de geografia, lรญnguas e artes; em um terceiro momento foram incluรญdos: saรบde e educaรงรฃo fรญsica, tecnologia da informaรงรฃo e comunicaรงรฃo - TIC, design e tecnologia, economia, negรณcios e cidadania.

Segundo a ACARA (2012b, p. 06), "oprocesso de desenvolvimento do Currico Australiano foi pensado com o objetivo de gerar amplo Engagement, debate e participacao nas decisoes sobre sua forma e seu conteudo". Diferentesroupes e representacoes estavamenvolvidos no trabalho: Conselho Permanente da Primeira Infancia e da Educacao Escolar (SCSEEC); Comite de Altos Funcionarios para Assuntos da Juventude; Desenvolvimento da Primeira Infancia e Educacao Australiana (AEEYSOC); Conselho da ACARA; Grupo Curricular da ACARA; Grupo de Referencia dos Curricos anos iniciais ate o 12. โˆ˜ ano; Redator-chefe; Redatores de curriculo; Grupos de consulta por disciplina; Grupos de consulta entre as areas de conheimento e outros groupes de consulta e groupos dealho. Com relaรงo aos espacos de consulta e participacao, constam: Paineiis nationals; Foruns nationals; Fรณrum dos diretores curriculares; Escolas de participacao intensiva. O papel e a responsabilitadede cada grupo ou representacao, bem como as caracteristicados espacos de participacao e consulta, estรก disponveis no documento Processo de desenvolvimento do Currico Versao 6,traduzido para portugues.

Inicialmente foram lanรงados-os paineis consultivos de curriculo, a saber: Inglรชs, Matemรกtica, Ciรชncias, Histรณria, equidade e diversidade e estagens de escolaridade. A inclusรฃoas temรกticas da equidade e da diversidade resultou de demandas do extinto Conselho Nacional de Curriculo, com base no princรญpio de que todas as crianรงas importam. Chama-nos a atenรงao o debate em torno do lugar da Histรณria no curriculo. Para Macintyre (2009, [s.p.]), enquantoagems defendiam esta disciplina como de aprendizagem fundamental,culos abriuam a ela um "status marginal" ao conteudo, que "รฉ oferecido em algumas escolas, mas nรฃo em outras", sob o argumento de que Serbia preferรญvel incluar os conheรงimentos de Histรณria no Estudo da Sociedade e do Meio Ambiente. Segundo o autor, verificou-se uma diminuiรงรฃo nas matriculas nas disciplinas nos anos 11 e 12, exceto no estado de New South Wales, em que esta รฉ uma disciplina obligatรณria. Ainda sobre esse debate, Rose affirma que

  • ensino da Histรณria e o lugar da Histรณria nos curriculos escolares foramainda mais erodidos pela interferรชncia dos polรญticos. Enquanto osunisticos raramente expressam uma opiniรฃo sobre o que deveria ser ensinado em Matemรกtica ou Ciรชncia, e occasionalmente o faziam com o (particularamente no que diz respeito ao ensino de fonรฉtica), a Histรณria, por parte, parecia ser um jogo muito (ROSE, 2015 ou 2015, p. 136, traduรงรฃo minha).

Apรณs o processo de consultoria, o primeiro esporto do curriculum para as areas de Inglรชs, Matemรกtica, Ciรชncias e Histรณria para os anos iniciais atรฉ o 10 โˆ˜ ano foi disponibilizzato on-line para um periodo de consulta Pรบblica que ocorreu durante 10 semanas, de quando atรฉ o final de maio de 2010. Segundo a ACARA (2014), foram encaminhadas 821 respostas on-line para o documento de Inglรชs, 793 para Matemรกtica, 555 para Ciรชncia e 582 para Histรณria. Nesta etapadas crรญticas que foram feitas, rassalta-se o curto prazo para consulta. Para citing um exemple, Reid (2009) avalรญa que os cronogramas para consulta e implementaรงรฃo nรฃo permitiram um amplo debate, especialmente entre os professores.

Dada a variedade de questiones nรฃo resolvidas "[...] a rapidez e alimitada extensรฃo dos processos de consulta e implementaรงรฃo sรฃo preocupantes. A consulha para os enquadramentes de documents produziu um pouco nรบmero de respostas. Por exemplo, havia 82OVEaรงรตes escritas para o History Framing Paper e apenas 220 respostas da pesquisa" (NCB, 2009c, p. 17).Embora algumas destas respostas sejam de Associacoes que representam muitos professores, esta ainda รฉ uma taxa de resista muito baixa dos 250.000 professoresdo pais eanรงa algumas duidas sobre o nรญvel de envolvimento da profissao com o processo (REID, 2009, p. 18, traducao)nossa).

Por fim, cada esbรงo de area ou disciplina foi revisado e publicado com o endosso do Conselho Ministerial.

Inicialmente o processo de implementaรงรฃo do novo curricular FOi previsto para fazer em 2011, no entanto, estendeu-se o prazo para atรฉ dos anos. Existia um entendimento de que a natureza e o momento de implementaรงรฃo dependiam dos Estados e das escolas individualmente, desde que houesse umprocesso substancial de implementaรงรฃo em todas as escolas atรฉ o final de 2013 (MCGAW, 2010).

III. PROCESSO DE IMPLEMENTaรงรฃo DO NOVO CURRICULO

De fato, o processo de implementaรงรฃo do novo curricular รฉ se iniciou em 2012. ร‰ interessante registrar que existiram differentes calendรกrios para sua implementaรงรฃo nos diversos estados e territorios, o que tambiรฉn aconteceu comรงรตes ร s e disciplinas e com as abordagens e os formatos pedagogicos. Essa variaรงรฃo no processo de implementaรงรฃo resultou da influรชncia de fatores como a adesรฃo e a iniciativa dos sistemas escolares e a disponibilitรฉ de recursos. Rose (2015 ou 2019?, p. 147, tradรงรฃo)nossa) nos fornece algunos exemplos:

[...] o Curriculum Australiano em Histรณria foi introduzido em escolas secundรกrias no ACT em 2011, mas nรฃo em escolas primรกrias atรฉ 2012. As escolas Catรณlicas da Tasmรขnia implementaram Histรณria em 2012, mas o setor Independente e Governo foi um ano"Afters em 2013. O curriculum de Histรณria tambiรฉn foi implementado em 2013 nas escolas no Territรกrio do Norte, Victoria, Queensland e Austrรกlia Ocidental, quando na Austrรกlia do Sul, as escolas primรกrias e catรณlicas do governo implementaram este curriculum, mas apenas algumas Escolas Independentes o fazeram. Escolas secundรกrias do sul da Austrรกlia introduziram isso em 2014 nos anos 8 e 9. New South Wales delve permitir implementaรงรฃo optional em escolas primรกrias em 2015 com implementaรงรฃocomplete em 2016, quando para o setor secundรกrio, nรฃo implementar o de Histรณria, nos anos 7-9, em 2014 e nos anos 8-10 em 2015.

Neste interim, com a vitรณria da coalizaรงรฃo que elegue o Partido Liberal, em setembro de 2013, o debate em torno do novo curricular Nacional se characterizou por tenรงรตes polรญticas e ideolรณgicas. Em janeiro de 2014, em plenoprocesso de implementaรงรฃo, a ministra da Educaรงรฃo indicaรงa pela coalizaรงรฃo liberal eleita, encomendou uma revisรฃo do curricular, chamada de Revisรฃo de Donnelly-Wiltshire4, nome dosdos revisores escolhidos para produzir o documento.

Por aspectos, como el encasado de la revista, se refilquรณ a la publicaciรณn. Por other words, the publication of the journal was also a challenge to the editors and the editors were not only asked to do so but also to do so in order to make it more accessible to the general public. In this case, the editors had to be able to do so by making the journal available to all people who read it. This was done by using a special system of information that allowed for the circulation of the journal in all parts of the world. The system of information that allowed for the circulation of the journal was called "publicaciones".

Em que pese a continuidade dapoliticala elaborada a partir de 2008 no governo trabajoista, a

Revisรฃo de Donnelly-Wiltshire (2014) รฉ um documento bastante interessante porque assimila de forma explicรกta a nova conjunturaรฉtica e ideolรณgica. O documento diverge da Declariaรงรฃo de Melbourne (2008) em pontos importantes referentes aos princรญpios, aos objetivos e aos conheรงimentos selecionados. Sรณ para exemplificar, a Revisรฃo de Donnelly-Wiltshire incisa argumentando que o Curriculum Australiano nรฃo prestou atenรงao sufficiente ao impacto da civilizaรงรฃo ocidental e da cultura judaico-cristรก no desenvolvimento da Austrรกlia, em suas instituiรงรตes, ou estรก, na sociedade australiana e em sua cultura geral. O texto da Declariaรงรฃo de Melbourne, por, evoca o respeito ร  diversidade social, cultural e religiosa, especialmente em relaรงao ร  historiรกria e ร  cultura dos povos aborรญniges e dos povos das Ilhas do Esteiro de Torres e da relaรงao da Austrรกlia com a รsia. Os autores da revisรฃo atruem adjetivos como "simplicitร " e "politizado" ao curriculo australiano. Outro ponto de divergรชncia รฉ a perspectiva-curricular para o sรฉculo 21 adotada pela Declariaรงรฃo de Melbourne: o tom adotado na Revisรฃo Donnelly-Wiltshire em relaรงao ao "curriculum para o sรฉculo 21" foi de ceticismo e critica5.

O documento รฉ mais contundente comrolledao comparacao com modelos internacionais, ou melhor, a comparacao com os paises comcontexto semelhante ao da Australia โ€” o caso da lingua Inglesia, porexample โ€”, que aparecem bom desempenho em testes internacionais. Nesse sentido, a Inglaterra foi tomada como um Modelo de referencia,arethreduras Razoes,pela similaridade entre a Australia e ocontexto inglรชs, conforme o texto:

Como um elemento-chave esta revisรฃo, foi realizada uma Pesquisa abrangente sobre a experiencia internacional, especialmente em relaรงรฃo aos sistemas de alto desempenho e aqueles com um(contexto semelhante ao da Austrรกlia (grifos eles). Isso incluiuerviewas com funcionรกrios-chave da OCDE em Paris eerviewas em Londres com uma sรฉrie de especialistas e funcionรกrios envolvidos com a recente revisรฃo do curriculo na Inglaterra (AUSTRรLIA, 2014, p. 32, traduรงรฃo)nossa).

Para Savage (2016), por elesvemento mais como um "modelo mais colocado de federalismo", com definiรงรตes mais claras das responsabilitรกdes entre os governos federal e estaduais; o objetivo sera garantir tanto quanto possรญvel a soberania dos Estados e territorios. Alรฉm disso, entre as propostas de revisรฃo aparecidas pelo novo govenho, colocaram-se em discussao a estrutura e o papel da ACARA, retratada como ineffiente, obscura, esbanjadora de recursos e autorรกria. Como recomendaรงao, a revisรฃo sugeriu a reconstrucao da ACARA como uma Empresa independente distant do ministro da Educaรงรฃo e dos departamentos deeducatedao.

Em 2015 o Conselho de Educaรงรฃo encaminhou as propostas, e a ACARA considerou as 30 recomendaรงรตes. Conforme Reid (2018), ocorrem mudanรงas no texto de algumas e disciplinas. Entre as mudanรงas, destacam-se o "aumento da presence de fonรฉtica e a 'desmotivaรงรฃo' do curriculum, combinando historia, geografia, Educaรงรฃo cรญvica e de cidadaniai eogrados em um assunto nos primeiros anos a ser chamado de humanidades e ciรชncias sociales" (REID, 2018, p. 14, traduรงรฃoypassa). Contudo, para o autor, a ACARA e o Conselho Educationalsignoraram a grande maior das recomendaรงรตes da revisรฃo. Em suasPALAVRAS, "todoo processo - de revisรฃo - รฉ uma historia paralela na jornada rumo ao primeiro curricular nacional da Austrรกlia" (p.14, traduรงรฃo)nossa).Mesmo assim, tratouse de exerciciopoliticale nรฃo educacionaldo omomento inappropriado, ainda noprocesso de implementaรงรฃo,e a filiaรงรฃo ideolรณgica dos revisores que jรก indicavam de antemรฃo um resulto em desacordo com as orientaรงรตes da ACARA.

Porquanto o processo de implementaรงรฃo e monitoramento do curriculum nacional continuassem em andamento, aproxima revisรฃo do curriculo australiano estรก prevista para 2020. De acordo com Reid (2018), todavia, o entusiamo รฉ menor,ippo que, em muitos estados โ€” ele cite Victoria e New South Wales em particular โ€” a abordagem nacional vem sendo diluidae/ ou adaptada acos curriculos locais.

A partir da provocaรงรฃo do autor, verificamos que o estado de New South Wales, em 2019 nรฃo estรก emprocesso de implementaรงรฃodo curriculumasolas.รrea deaprendizagemdeIngles e Matemรกtica para o Secundรกrio Sรฉnior,anos 11 e 12,oiimplementadaapenas em 2017;Ciรชncias para os anos 7 ao 10, em 2018; naarea de Sociedade humana e seu ambiente, o componente Geografia estรก emprocesso de incorporaรงao em 2019, ja no caso da area de Artes criativas, oprocesso de incorpORAรงรฃo ainda estรก para acontecer.Ver Tabela1.

Tabela 1: Implementaรงรฃo do Currรบculo Nacional no Estado de NSW

Currรบculo Australiano รrea(disciplina)/AnoAno da publicaรงรฃo do programa NSW, que incorpora o conteรบudo do currรบculo australiano
Matemรกtica (F โ€“ 10)2012
Matemรกtica Essencial (Secundรกrio Sรชnior)2017
Matemรกtica Geral (Secundรกria Sรชnior)2017
Mรฉtodos Matemรกticos (Secundรกrio Sรชnior)2017
Especialista em Matemรกtica (SecundรกrioSรชnior)2017
Inglรชs (F โ€“ 10)2012
Inglรชs (Secundรกrio Sรชnior)2017
Inglรชs como idioma ou dialeto adicional(ensino medio)2017
Inglรชs Essencial (Secundรกrio Sรชnior)2017
Literatura (Secundรกrio Sรชnior)2017
Ciรชncias Humanas e Sociais (Fโ€“6/7)Histรณria (7โ€“10)2012
Economia eunistos (7-10)Educaรงรฃo tรญcica e cidadania (7-10)2015
Estudos do Trabalho (7-10)2019
Histรณria Antiga (Secundรกria Sรชnior)2017
Geografia (Secundรกrio Sรดnior)Atualmente em desenvolvimento
Histรณria Moderna (Secundรกria Sรดnior)2017
Artes-Danรงa, Drama, Media Arts, Mรบsica eArtes Visuais (F โ€“ 6)Atualmente em desenvolvimento
Artes - Danรงa (7-10)O desenvolvimento nรฃo estรก para ocorro
Artes - Drama (7-10)O desenvolvimento nรฃo estรก para ocorro
Artes - Mรบsica (7-10)O desenvolvimento nรฃo estรก para ocorro
Artes - Mรบsica (7-10)O desenvolvimento nรฃo estรก para ocorro

Os dados sobre todas as รreas ou disciplinas estรก disponible em: https://educationstandards.nsw.edu.au. A letra F (Fundaรงรฃo/foundation) deu lugar ao termo 'Jardim de Infรบncia' em outubro de 2010. NestaCESSA o termo foi traduzido para Educaรงรฃo Infantil. Dados atualizados em dezembro de 2022, conforme informaรงรตes do site.

Diente desse quadro, surgiram varias questiones que, embarra estejam alรฉm do escopo deste estado, evocam novas pesquisas que se relacionam principalmente com a questรฃo aparenda pelo professor Reid (2018) sobre a existรชncia de um curriculum nacional ou de diversos curriculos com algumas caracteristicas em comum. "Se a Austrรกcia tem um curriculumacional ou uma diversidade de curriculos oficiais com algumas caracteristicas comuns" (p. 15, traduรงรฃo)nossa),รฉ,segundo o autor,uma {?que merece ser explorada com dificuld.

IV. A ORGANIZAZรฃo CURRICULAR

Como exposto, a ACARA รฉ responsavel pelo desenvolvimento do curriculum nacional, mas a implementaรงรฃo do curriculum australiano, incluindo as horas de ensino6, estรก sob a autoridade de cada jurisdiรงรฃo estadual ou territorio. De modo geral, o governo federal australiano apoia a implementaรงรฃo do curriculum australiano fornecendo projetos e programas direcionados e alinhados ao curriculum nacional. A<tuldode ilustraรงรฃo a Quadro 1 descreve a organizaรงรฃo doSYSTEMA de ensino da Australia.

Quadro 1: A formaรงรฃo escolar na Austrรกlia

Nรญvel escolarDuraรงรฃoAnos
Educaรงรฃo primรกria, incluindo um ano anterior ao 1o anosete ou oitoanoscomeรงando no Jardim da Infรบncia/Preparatรณrio atรฉ o Ano 6 ou 7
Educaรงรฃo secundรกriaTrรชs ou quatro anosDo Ano 7 ao 10*
Educaรงรฃo secundรกria sรชniorDois anosAnos 11 e 12

Dos anos iniciais - Educaรงรฃo Infantil - ao ano 10, o atual Currico Nacional Australiano estรก organizado em eixos:

  1. As de conhecimiento: disciplinas - Inglรชs, Matemรกtica, Ciรชncias, Saรบde e Educaรงรฃo Fรญsica, Artes, Humanidades e Ciรชncias Sociais - que comprehendem Histรณria e Geografia.
  • O conheimento disciplinar, as habilidades e compreendรฃo sรฃo descritos nas oito de aprendizado. Em cada area ou assunto de aprendizagem, as descriรงรตes de conteudo especรญfico o que os jovens aprendeรงรฃo, e os padrรตes de desempenho descrevem a profundidade doentendimento e a Sofisticaรงรฃo do conheimento e da habilidade esperados dos alunos no final de cada ano ou faixa de anos. As ultimas quatre de aprendizagem: Artes, Tecnologia, Saรบde e Educaรงรฃo Fรญsica e Idiomas foramisas para incluar varรญas disciplinas, refletindo costumes e prรกcticas na disciplina (ACARA/Australian Curriculum, 2019, traduรงรฃo)nossa).
  1. Capacidades GERais: Letramento, Alfabetizaรงรฃo matemรกtica, Capacidade em Tecnologia da informaรงรฃo e da comunizaรงรฃo (TIC), Pensamento critico e criativo, Capacidade social e pessoal, Comportamento รฉtico e Entendimento intercultural.
  • As competรชncias gerais comprehendem um Conjunto integrado e interconectado de conheรงimentos, habilidades, comportamentos e dispositions que os alunos desenvolvimento usam em sua aprendizagem atraves do curriculum. Sรฃo tratadas por meio das de conheรงรฃo e sรฃo identificadas sempre que sรฃo desenvidas ou aplicadas em descriรงรตes de conteudo. Nรฃo semรฃo identificadas onde oferecem๏ฟฝ๏ฟฝunjidades para acrescentar profundidade ou riqueza ร  aprendizagem do aluno em elaboraรงรตes do conteudo. (ACARA/Australian Curriculum, 2019, traducao minha)
  1. Trรชs Prioridades Transversais: a) Histรณrias e culturas dos aborรญgenes e dos nativosdo estreito de Torres; b) รsia e o engajamento da Austrรกlia com a รsia;

c) Sustentabilitรฉdade. "As prioridades transversais estรก representadas em todas as de conheรงimento/disciplinas. Terรฃo uma Presencevariavel, mas forte,DEPENDENDO de sua relevรขncianas de conheรงimento" (ACARA/Australian Curriculum, 2019, traduรงรฃo)nossa).

O Quadro 2 ilustra esta organizeรงao:

Quadro 2: Estrutura e elementos do Currรบculo Australiano da Educaรงรฃo Infantil ao ano 10

รreas de aprendizagem DisciplinasDisciplinas Secundรกrias
InglรชsInglรชs como idioma ou dialeto adicional, inglรชs essenciale literatura.
MatemรกticaMatemรกtica Essencial, Matemรกtica Geral, Mรฉtodos Matemรกticos, Matemรกtica Especializada.
CiรชnciasBiologia, Quรญmica, Ciรชncias da Terra e do Ambiente e Fรญsica.
Ciรชncias HumanasEducaรงรฃo Infantil - 6/7 Ciรชncias Humanas e Sociais, 7-10 Cรญvica e Cidadania, 7-10 Economia e Negรณcios, 7-10 Geografia e 7-10 Histรณria*.
ArtesDanรงa, Teatro, Artes Mรฉdicas, Mรบsica e Artes Visuais
TecnologiaDesign e Tecnologias e Tecnologias Digitais
Saรบde e Educaรงรฃo FรญsicaSaรบde Pessoal, Social e Comunitรกria e Movimento e Atividade Fรญsica
IdiomasEstrutura para as linguas aborรญniges e as linguas das ilhas do Estreito de Torres, Francรชs, Alemรฃo, Italiano, Indonรฉsio, Japonรชs, Coreano, Grego, Turco, entre outros.

Conforme documents da ACARA, nos anos 9 e 10 a aprendizagem em todo o curriculumpreparao os alunos para atividades civicas e sociais e para participacao econรดmica fora da escola.Os alunos tem a opportunidade de fazer escolhas sobre o aprendizado e especializar-se em que lhes interessam. Ainda segudo a instituiรงรฃo, nesse punto, os alunos reรบnem seuis reconhecimentos e experiรชncias para considerar possรญveis caminhos para o estudo no secundรกrio senior (que se aproxima do Ensino Mรฉdio no Brasil) e na Educaรงรฃo profissional. Nos anos 9 e 10 o curriculo inclui um componente optional denominado Estudos do trabalho que, segundo o documento oficial, visa garantir desenvolvimento do "conhecimento do mundo do trabalho e a importante das capacidades de aprendizagem ao longo da vida para gerenciari carreiras, mudanรงas e transiรงรตes em um futuro incerto e em mudanรงa" (AUSTRALIAN CURRICULUM, 2019, tradรงรฃoypassa). Alรฉm disso, nos Anos 9 e 10 os alunos tem a orientaรงรฃo de especializar-se em assuntos de seu propre intereste, a partir de um Conjunto de disciplinasopcionais.

A)tuito de ilustracao,apresentaremos a seguir a organizaรงao do curriculo no estado de New South Wales,o estado que possui o maior numero de estudiantes. Como segue:

  • A maioras das escolas primarias de New South Wales segue um continuum baseado em estagios de aprendizao:

Fase 1: Educaรงรฃo infantil/Jardim de Infancia Etapa 1: Anos 1 e 2

Etapa 2: Anos 3 e 4

Etapa 3: Anos 5 e 6.

  • Na maioria das escolas secundarias, os estagios de aprendizagem sรฃo: Etapa 4: Anos 7 e 8

Etapa 5: Anos 9 e 10

Etapa 6: Anos 11 (Preliminar) e 12 (Certificado de Ensino Superior, ou 'HSC'). No Quadro 2 estรกpresentados os conteudos ano a ano:

Quadro 3: Conteudos por ano

AnosConteudos
Educaรงรฃo Infantil ao ano 6Inglรชs, Matemรกtica, Ciรชncia e Tecnologia, Sociedade humana e seu ambiente - HSIE (Histรณria e Geografia), Artes Criativas,PDHPE (Desenvolvimento Pessoal, Saรบde e Educaรงรฃo Fรญsica)e programas de idiomas.
Ano 7 ao ano 12Inglรชs, Matemรกtica, Ciรชncia, Tecnologia, Sociedade humana e seu ambiente - HSIE, Artes Criativas, PDHPE (Desenvolvimento Pessoal, Saรบde e Educaรงรฃo Fรญsica), programas de idiomas e Educaรงรฃo e treinamento vocacional - VET11.

A implementaรงรฃo de um programa de idiomas รฉ optional na escola primรกria - Educaรงรฃo Infantil ao ano 6.

A Autoridade Curricular de NSW fornece um guia para alocacoes do tempo que as escolas devem usar de acordo com suas proprias polรญticas, mas respeitando as orientaรงรตes da NESA.

Figura 1: Guia para alocaรงรตes do tempo atรฉ o ano 6 Fonte: NSW, 2020

Legenda:

6-10% รฉ de aproximadamente 1,5 a 2,5 horas em umamana tรญpica de ensino.

O estado de NSW estabelace conteudos obligatorios do curriculo, conforme listedados abaixo:

  • Estudo da matemรกtica รฉ obligatรณrio, do jardim de infรขncia ao ano 10.

  • Estudo de Inglรชs รฉ obligatรณrio do jardim de infรขncia ao ano 12.

  • Artes criativas รฉ disciplina obligatรณria para alunos do jardim de infรบncia ao ano 6.

  • Na sociedade humana e seu ambiente (HSIE), os assuntos de historia e geografia sรฃo obligatรณrios, do jardim de infรบncia ao ano 10, onde os alunos estudam conceitos e habilidades histรณricas e geograficas espรฉcicas.

  • A ciรชncia e a Tecnologia sรฃo obligatorias para todos os alunos, do jardim de infรบncia ao ano 6.

a) Ensino secundรกrio sรฉnรฉior

O currรบculo do Anos 11-12, ensino secundรกrio sรฉnรฉior, รฉ organizado em 8ๅ’ŒๅœฐๅŒบ de aprendizagem:

Inglรชs, Matemรกtica, Ciรชncias, Histรณria e Geografia, distribuรงรตes em 15 disciplinas denominadas de secundรกrias. Assim nos revela o Quadro 3:

Quadro 3: รreas de aprendizagens e disciplinas

รrea de aprendizagem/DisciplinaDisciplinas Secundarias
Inglรชs1. Inglรชs 2. Inglรชs contรฝngua Adiconal ou Dialeto 3. Inglรชs Essencial 4. Literatura
Ciรชncias Humanas e Sociais5. Histรณria Antiga 6. Geografia 7. Histรณria Moderna
Matemรกtica8. Matemรกtica Essencial 9. Matemรกtica Geral 10. Mรฉtodos Matemรกticos 11. Matemรกtica Especialista
Ciรชncia12. Quรญmica 13. Biologia 14. Terra e Ciรชncias Ambientais Fรญsica

No Currรบculo do Ensino Secundรกrio Sรฉnรฉior, anos 11 e 12, as 15 disciplinas secundรกrias sรฃo organizadas em 4 unidas, sendo que as 2 unidas finals sรฃo projetadas para terem um[nรญvel de dificuldade maior em termos de desenvolvimento do que as 2 primeiras: 1 unidade รฉ um componente do conteรบdo que pode ser ensinado em de metade do ano escolar (50-60 horas), incluindo avaliรงรตes e exames. Os estados e os territorios determinam a organizeaรงรฃo das disciplinas e a forma como os conteudos e os padrรตes de desempenho sรฃo integrados.

A Educaรงรฃo Profissional ou Educaรงรฃo e Treinamento Vocacional - VET - รฉ inclua nos programas de Certificado de Ensino Secundรกrio Sรฉnior. Os estudiantes podem optar pelaeducatedaรงรฃo profissional, como parte de um Certificado Secundรกrio Sรฉnior, e sua conclusรฃo fornece๏ฟฝ๏ฟฝo para outras certifications dentro da Estrutura de Qualificaรงรตes Australiana (AQF). Segundo o documento Visรฃo Geral do Secundรกrio Sรฉnior (Senior secondary overview),algem de obter o certificado de Ensino Mรฉdio, o acesso ao VET durante este nรญvel de ensino oferece acos alunos OPPORTUNITร‰S de obter uma qualificaรงรฃo profissional reconhecida pelo setor produto ou um progresso substancial para consigui. O treinamento vocacional duranteo Ensino Mรฉdio possibila, segundo os documents examinados, uma diversidade de OPPORTUNITร‰S.

A Estrutura Australiana de Qualificacao (AQF) foicriada em 1995eagrega todasas qualificacoes do setor de ensino superior (ensino superior e ensino e treinamento vocacional). Entre os objetivos da AQF destacam-se a unificacao da formaรงรฃo profissional e da certificacao profissional em todo o territorio nacional, facilitatingo nรฃo apenas as transferรชncias, mas tambem a elevacao doรญvel de formaรงรฃo (AUSTRALIAN QUALIFICATIONS FRAMEWORK, 2013).

O curricula prรฉvรช uma flexibilitadade para que os alunos se movimentem entre as disciplinas. Todavia, a flexibilitadรฉ de escolha dos alunos รฉ regulamente pelas escolas, pelas autoridades e pelas agรชncias curriculares de cada estado e territorio, incluindo aconselhoamento sobre pontos de entrada e saรญda e๏ฟฝ๏ฟฝto para o estudo conclusรฃo (AUSTRALIAN CURRICULUM, 2019, tradรงรฃo)nossa)9.

Alรฉm disso, os estados e os territorios determinam as espรฉcicaรงรตes da avaliaรงรฃo que concede uma certificaรงรฃo aos estudantes que o Ensino Mรฉdio com รฉxito, o Certificado de Ensino Secundรกrio Sรฉnรฉior. Cada Autoridade Curricular estabelece um Conjunto de disciplinas necessarias para certificaรงรฃo, devendo incluar ou adaptar as disciplinas estabelecidas no Curriculum Nacional.

O Estado de Queensland รฉ o que Offerece a maior flexibilidade curricular nos anos 11 e 12. Os alunos podem escolher entre disciplinas academicas, disciplinas eguided de formaรงรฃo profissional, incluindo estรกgos e aprendizados, estudos reconhecidos e disciplinas universรฉtarias realizadas na escola.

Em sinta se, na Austrรกcia as escolas Pรบbicas sรฃo reguladas pelos Estados que determinam o salรกrio e as condiรงรตes dos professores, monitoram o desempenho das escolas e, nos casos de NSW e Victoria, desenvolve seu propre curriculum - em tese, alinhado ao curriculum nacional. No que tange ร s escolas privadas, os ministros estaduais tem poder limitado,ippo que estas tomagas suas proprias decisรตes sobre quem contratar e como ensinar.

ร‰ importante encontrar que, conforme previsรฃo, o curriculum nacional foi revisado: segundo informaรงรฃo no site da Australian Curriculum, o processo de revisรฃocameรงou em junho de 2020 e foi conclusรฃo no final de 2022. A nova versรฃo do curriculum pode ser consultadano referido site,sendo um importante objecto para novas pesquisas.

V. CONCLUSรฃo

Como apontado na introduรงรฃo deste artigo, os dadosquiry aparecimentos fazem parte de uma pesquisa que teve como objetivo investigar a reforma curricular australiana, aprovada em 2012 durante o governo do Partido Trabalhista. Tembem foram objetivos de analise a organizaรงรฃo e a estrutura do Sistema de ensino australiano. A titulode informaรงรฃo destacamos o artigo publicado em 2022, no qual incluimos a forma como sepresentam as desigualdades nos sistemas de ensino da Australia (SANTOS; ZAN, 2022). No que tange ao objetivo deste textobuscamos, mais especificamente,apurantar a organizaรงรฃo curricular e explicitar oprocesso de construcรฃo do curriculo nacional daAustralรญa, identificando as dinamicas e osfundamentosda atual reforma curricular desenvolvida no pรกis.

Com base nos documents legais e nas pesquisasquiry examinados, pode-seconcluirqueare reformacurricular australiana decorre de um longoprocesso de disputase divergencias politicas eideologicas em torno do currculo,embasada nosprojetos sociais e educacionais ligados ao governosdo Partido Liberal e do Partido Trabalhista. Uma disputa em torno do quedeveria ser ensinado para as crianรงas eos jovens na Australia.Parece-nos,pois,legitimo affirmar que os interesses economicos foram centraispara as tomadas de decisao.Observa-se umarrefecimento da concepcao de igualdade,emdetrimento da ideia de equidade capturada pela lรณgicaneoliberal.Nesse sentido,podemos affirmar que areformacurricular na Australia foi fortemente marcapeloe ideรกrio neoliberal.

Sem desconsiderar os avanรงos e os benefรญรงos relativos ร  implementaรงรฃo do curriculum nacional, as pesquisas analisadas apontam para importantes crรญticas ao processo de elaboraรงรฃo do curriculum australiano que retomamos lรกqu: a desconexรฃo entre os objetivos e as metas declarados; a repetuiรงรฃo do "curriculum do passado"; a falta de quadro conceitual coerente; a falta de compreensรฃo das questiones de equidade e curriculo (REID, 2009). O possรญvel ofuscamento do debate sobre as bases conceitualais quedeeriamsustentarocurriculo,easconsequencias da ausรชncia dessas discussรตes para efetivizaรงรฃo do curriculo nas escolas peloprocessopoliticalo(SCARINI, 2018).Em especial,a descรชncia na capacidade de superaรงรฃo das desigualdades apenas por meio do curriculo (DRABSCH, 2013).

Uma que nรฃo que nos parece bastante significativa foi levantar da vez (2018) e por Savage (2016): na Austrรกlia รฉ possรญvel affirmar que existe um currรณculo nacional na pratica? ร‰ importante considerar a complexidade do terrenoรญstico, que envolve, entre outras coisas, interesses e finalidades ideolรณgicas, lembrando que o processo de desenvolvimento do currรณculo foi de responsabilitรฉ da ACARA, mas que oprocesso de implementaรงรฃo tem sido de responsabilitรฉ dos Estados e territorios. Alรฉm disso, o desinho oficial do afinidade entre o governo federal e os Estados e territorios, que possibilou o desenvolvimento do currรณculo nacional, mudou durante oprocesso de implementaรงรฃo. Vimos que o cronograma de implementaรงรฃo do currรณculo nacional variou de estado para estado: em NSW as de Inglรชs e Matemรกtica para Educaรงรฃo primรกria -anos iniciais ao ano 10 - foi incorpORA em 2012, mas, naedinha secundรกria sรชnior -anos 11 e 12 -so foi incorpORA em 2017, e a area de Artes ainda nรฃo foi incorpORA ao currรณculo do estado atรฉ o momento.

Concluรญmos com questiones levantas das por Reid (2018) sobre as evidรชncias relativas ร s justificativas para o desenvolvimento de um curriculum nacional,/tsais como:porque um curriculo nacional afetaria a taxa de retenรงao?Existem indรญciOs de que um curriculo nacional possa ser mais eficiente do que um curriculo local?Oqueha na Austrรกlia que torna um curriculo nacional nรฃo importante nocontexto da globalizaรงรฃo? (REID, 2018,p.15).Eaquestao mais importante e duradoura,segundo o autor: em que medida a estrutura e o conteudo do curriculo nacional contribui para o desenvolvimento de jovens capazes de desempenhar um papel produtoivo e ativo nos esforรงos pessoais e collaborativos necessรกrios para enfortar os desafios dos tempos contemporaneos em nivel local, nacional, regional e global? (REID, 2018).Para o autoreste รฉ um debate que ainda precisa ser feito e incorporedao aocontexto educacional da Austrรกlia.

Por fim, cabenos destacar a necessidade de olhar para os modelos indicados como exemplos de Successo, como no caso da reforma curricular australiana, desvelando seuis limites e contradiรงรตes, de modo a nรฃo cair na armadilha das discussรตes que desconsideram ocontexto sociopolรญtico das differsentes realidades nationais.

Footnotes

  1. Conforme Halasz & Michel (2011), um 'curriculum para o Sรฉculo 21' reflete um forte discusso global, mobilizado pela OCDE a partir de 2003, segundo o qual o "curriculum para o sรฉculo 21" refere-se as competรชncias necessariasna formaรงรฃo dos jovens do Sรฉculo 21. (p.3) โ†ฉ

  2. Estudo sobre a producao e implementacao da politica curricular na Australia, mais especificamente do denominado "Curcioo para o sรฉculo 21"; entre outros achados, a autora destacafewgunlos elementos que motivaram/mobilizaram a reforma do curcioo na Australia. (p.3) โ†ฉ

  3. A Declariaรงo de Adelaide sobre os Objetivos Nacionais para a Escolaridade no sรฉculo 21, elaborada em abrille de 1999 pelo Conselho Ministerial de Educacao, Emprego, Treinamento e Assuntos da Juventude - MCEETYA (sigla em inglรชs), รฉ descrita por diferentes estudos como um dos Marcos iniciais do atual curriculum australiano. (p.3) โ†ฉ

  4. Kevin Donnelly era pesquisador sรฉnior da Catรณlica Australiana Universidade, em 2004, ele รฉ o chefe de gabinete do Partido Liberal. Ken Wiltshire occupou uma posรงรฃo acadรฉmica na Universidade de Queensland Business School e mostrou apoio ao governo de coalizaรงรฃo que elegue o Partido Liberal em 2013. (KUNH, 2019 p.11, traduiรงรฃo)nossa) (p.6) โ†ฉ

  5. Para saber mais, ver Kunh (2019). (p.6) โ†ฉ

  6. O documento Curriculum Design Paper (Documento sobre o desenvolvimento do curricular) de 2013, apareรงa as Areas de aprendizagem ou disciplinas para os relatos, um indicativo das (horas) que orientou a elaboraรงรฃo do curricularonacional. (p.8) โ†ฉ

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Funding

No external funding was declared for this work.

Conflict of Interest

The authors declare no conflict of interest.

Ethical Approval

No ethics committee approval was required for this article type.

Data Availability

Not applicable for this article.

How to Cite This Article

Danielle Santos, Dirce Zan. 2026. "The Australian National Curriculum: The 2012 Reformation". Global Journal of Human-Social Science - G: Linguistics & Education GJHSS-G Volume 23 (GJHSS Volume 23 Issue G2).

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Research Curriculum Education in Australia.
Journal Specifications

Crossref Journal DOI 10.17406/GJHSS

Print ISSN 0975-587X

e-ISSN 2249-460X

Keywords
Classification
GJHSS-G Classification DDC Code: 320.54 LCC Code: JC311
Version of record

v1.2

Issue date
March 28, 2023

Language
Portuguese
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The Australian National Curriculum: The 2012 Reformation

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