The main aim of this article is to analyze how gender relations, power and violence are manifested in the literature of Galician writer Claudio Rodríguez Fer, through some significant texts in prose and verse: the short story “A muller loba”, from the book Contos e descontos, and some poems with erotic and social themes. In 2011, the author titled a collection of his poetic work Amores e clamores (Loves and cries), because these are the two great themes that run through his literature and his life. On the one hand, erotic passion, and on the other, cries against injustice, oppression, dictatorships, and his vital and poetic solidarity with the victims of all kinds of repression and with the integral freedom of all beings.
### Introduction
á alguns anos me pediram para participar em um evento sobre gênero, transgressão e violência na literatura, na Universidade Federal do Amazonas. O principal objetivo do simpósio era:
trazer à comunidade acadêmica e aos egressos uma discussão a partir do texto literário no processo de despertar dos saberes viabilizadores de discussões a respeito da sociedade, com temas como a opressão de gênero, os variados tipos de violência a que grupos não hegemônicos são submetidos e como esse discurso literário pode ser transgressor.
Sobre estas diretrizes, revisei a obra de Claudio Rodríguez Fer, um dos autores que mais me interessam e que, certamente, mostra uma preocupação constante por vários dos temas abordados nos Grupos de Trabalho daquele simpósio: Relações de gênero na literatura; Corporeidade e transgressão; Memória e trauma na literatura do século XX; e poder e resistência na literatura.
### O AUtoR
Fer (Lugo, 1956) é um poeta, narrador, dramaturgo e ensaísta de Galícia, autor de uma extensa obra poética e narrativa em língua galega, assim como de mais de trinta livros de estudo literário em galego e espanhol. Foi professor em universidades de Nova York, Bretanha e Paris e é professor na Universidade de Santiago de Compostela, onde dirige a Cátedra José Ángel Valente de Poesía e Estética e a revista filológica Moenia - Revista Lucense de Linguística & Literatura. Sua obra poética está traduzida ao espanhol, catalão, francês, italiano, romeno, inglês, alemão, bretão, russo, grego e árabe. Em português, a editora Valer publicou seu livro Uma temporada no paraíso e, em 2024, sairá à luz a tradução de seu último poemário, DNA do infinito.
Oprincipal objetivo deste trabalho é analisar como se manifestam as relações de gênero, poder e violência na literatura de Claudio Rodríguez Fer através de alguns textos significativos em prosa e em verso. Em 2011, como foi falado, o autor titulou a reunião de sua obra poética verbal como Amores e clamores. Efetivamente, estes são os dois grandes temas que vertebram a literatura e a vida de Claudio Rodríguez Fer. Por um lado, a paixão erótica, e, por outro, os clamores contra as injustiças, as opressões, as ditaduras, e sua solidariedade vital e poética com as vítimas de todo tipo de ditadura e com a liberdade integral de todos os seres, como ele mesmo afirmou em uma entrevista realizada pela televisão de Galícia em abril de 2018.
Convém lembrar que a poesia galega tem uma raiz linguística e literária comum com a literatura em língua portuguesa: as cantigas galego-portuguesas medievais que, por outra parte, em diversos momentos Rodríguez Fer homenageia em sua obra. Pela proximidade linguística, as palavras em língua galega não serão traduzidas ao português neste artigo.
#### ANÁLISE
### a) Conto
Ainda que haja muitos contos que podem considerar-se desde esta perspectiva, a lógica limitação do espaço e meu gosto pessoal me inclinam a tomar como exemplo paradigmático "A muller loba". Este conto foi incluído em um livro de sugestivo título, Os paraísos eróticos, e publicado em 2010. Não tenho a ambição de me aprofundar na análise deste texto, senão unicamente assinalar os posicionamentos literários relacionados com o gênero, a transgressão e a violência.
"A muller loba" começa como uma típica lenda tradicional galega:
Todos sabemos que en Galicia houbo sempre lendas sobre lobos, lobishomes e alobados, pero tamén as houbo sobre mulleres lobas. A mim mesmo, por exemplo, contáronme a historia dunha da que, maldicida no momento de nacer por motivos de envexa, se dicía que andara de moza libre cunha grea de lobos polo monte e que, nas noites de lúa chea, se volvía loba e se apareaba con aqueles. Chegou a ter sete fillos, dos que só a sobreviviron dous, pero nunca casou nin viviu con ningún home (RODRÍGUEZ FER, 2011: 199).
Neste primeiro parágrafo já se abordam dois jogos de poder: a independência vinculada ao género a mulher vital e sexualmente livre que nunca quis casar nem viver com nenhum homem e a transgressão que supõe a metamorfose sobrenatural do corpo: mulher durante o dia e loba que se emparelhava com os lobos nas noites de lua cheia.
A protagonista do conto e a personagem que experimenta o terceiro jogo de poder, a violência, é Ruth, a neta da mulher loba. Ao ficar viúva, sua mãe casa com um alcoólatra que em diferentes ocasiões tenta abusar da menina, até que um dia, ante uma nova tentativa de estupro, morde com fereza o pescoço do padrasto e foge para sempre da casa familiar, com a maldição ainda no ar: "-Loba te volvas, loba te volvas, fera furiosa! Loba te volvas coma túa avoa, loba te volvas" (RODRÍGUEZ FER, 2011: 200).
Durante três dias e três noites recebe as atenções de sua avó, quem posteriormente a leva a uma cova coberta por peles de lobo, onde a menina compreende as suas origens e seu fado: "Fóra da cova, no alto das silveiras, podía escoitarse o ouveo longo e antigo, telúrico e feraz, como se viñera do mesmo centro da terra. E todo o monte ficou cuberto por unha negrura loba" (RODRÍGUEZ FER, 2011: 201).
A aceitação da transgresão do corpo se produz, portanto, por um processo de subjetivação advindo de fatores internos (a aceitação e assimilação da herança familiar) e externos (a violência sexual que sofre por parte de um membro do grupo hegemônico que a empurra a se defender como pode: como uma loba). Portanto, a enunciação dos três jogos de poder mencionados - gênero, transgressão e violência - são as colunas sobre as que se erige a apresentação do relato.
Superado o trauma que provoca a metamorfose, Ruth decide viajar a Nova York, onde mora um dos seus tios, e trabalhar com ele limpando os cristais dos arranha-céus. A altura de Manhatthan Ihe provoca tal euforia "que volveu ouvear cunha forza sobrecolledora, tras encher de ar o seu peito e abrir os brazos liberada" (RODRíGUEZ FER, 2011: 202). A existência sobrenatural de Ruth nas alturas de Nova York simboliza um sonho de poder, que não é outro que o da liberdade de ser em uma dimensão ampla e fundamental.
Neste espaço urbano, a protagonista conhece um galego que sacia sua ansiedade carnívora recémdescoberta:
Fose polos seus gustos gastronómicos ou fose pola súa relación con aquel mozo, a voracidade carnívora da rapaza incrementouse desmesuradamente durantes as longas esperas, nas que consumía, prato tras prato, toda clase de carnes á grella: chuletóns con chimichurri, moegas con chinchulines, matambre, chourizos crioulos, leitóns ou cabritos. Apenas comía nada polo día agardando aquel momento, que gozaba con, gruñidos de satisfacción e acenos de ferocidade (RODRíGUEZ FER, 2011: 202-203).
Segundo Fred Botting (1996), o excesso é também uma forma de transgressão dos limites da realidade e da possibilidade. Descoberto o prazer, a vontade de ingerir carne irá aumentando gradualmente até que Ruth decide se alimentar só de cadáveres, inclusive de um animal cru, como se lerá nas últimas páginas do conto.
Passeando pelos montes de Catskills, o apaixonado galego propõe a Ruth que case com ele. Isto é, que adequem seu relacionamento à lei estabelecida socialmente: a construção de uma estrutura familiar. Decidida a preservar sua independência, a menina se nega, o que, além da dor justificada, provocará o assédio agoniante do homem:
Esquiva como un esquío agora resultáballe agobiante a insistencia daquele mozo que recorría a todo subterfuxio para presionala, dende convencer ao tío para que mediase entre eles a, finalmente, ameazala con toda clase de violencias (RODRÍGUEZ FER, 2011: 203).
Em circunstâncias estranhas e nunca esclarecidas, o perseguidor morre. O narrador do relato expressa o sentimento de liberação e de independência da menina que esta morte lhe provoca com um gesto significativo: "As noites de lúa chea saía a pasear polos Altos de Brooklyn, abrindo os brazos ao bris e, cando non había xente preto, ouveando orgullosamente cara ás vidrieiras traslúcidas dos rañaceos de Manhattan, limpadas coas súas propias mans" (RODRíGUEZ FER, 2011: 204).
Seu seguinte relacionamento foi com o proprietário de um açougue: um homem casado e com filhos que lhe proporcionou um cartão de residência no país e que a alimentou durante messes quando ela ficou sem trabalho: "-Máis carne para miña loba" (RODRÍGUEZ FER, 2011: 204). A tranquilidade de Ruth terminou quando o açougueiro pretende deixar a família para morar com ela, o que ela interpreta como uma armadilha na que não quer cair:
cando ao día seguinte da súa proposición compareceu na casa cun cabrito como quen leva un cebo, disposto a cebar a presa antes de engulila, ela relambeu o seu carnoso fociño, chasqueou coa lingua dende o máis escuro da boca e, arregañando os beizos, amosou a súa dentamia incisiva e enorme. Entón lanzouse literalmente sobre a carne crúa, despedazándoa coas mans ao tempo que devoraba as súas entrañas. O carniceiro fuxiu arrepiado escaleiras abaixo, sentindo sobre a caluga unha tensión imantada aos sanguinolentos cairos de loba que parecían perseguilo de preto (RODRÍGUEZ FER, 2011: 205).
Apavorado, o homem sai a rua e é atropelado por uma motocicleta que passava a grande velocidade. Depois desta morte, Ruth decide não ter mais relações amorosas, pois entende que, chegado um ponto, "praticamente ningún home acepta a independencia dunha femia" (RODRÍGUEZ FER, 2011: 205). Provavelmente, esta frase é a que melhor sintetiza o posicionamento crítico do autor em relação à questão de género e identidade. Em definitiva, este conto apresenta uma dupla interdição: a transgressão da lei do casamento e a transgressão da monogamia, ambos vinculados ao tabu do sexo e das relações pretendidamente tradicionais no mundo judeu-cristã.
### b) Poesia erótica
Uma das grandes incorporações de Claudio Rodríguez Fer a literatura em língua galega é a temática erótica, que tanto me interessa e sobre a que escrevi em diversas ocasiões. Assim mesmo, a presença de Galiza, como motivo poético ou como lugar de aparecimento da palavra, é uma constante em sua produção literária', como no poema "A cabeleira", um texto dum surpreendente sucesso internacional, pois está traduzido a mais de oitenta línguas:
### A CABELEIRA (FRAGMENTOS)
Eu nacín nun país verde fisterra que vagou errante tras manadas de vacas.
Incerto fillo son das tribos móbiles que só se detiveron cando se lles acabou o mundo.
Non teño outras raíces que as da espora nin outra patria habito que a do vento.
Síntome da estirpe daqueles pobos nómades que nunca se constituíron en estado.
O noso espírito coñeceu o abismo e o sentido telúrico do contorno natural.
A nosa historia é a dun pobo que perdeu o norte e se confundiu cos bois.
Pero eu recuperei o norte no medio do naufraxio fluíndo sensualmente da cabeleira da lúa.
E a inmensa cabeleira é labirinto no que soamente falo a quen eu amo.
Em relação com o estilo, o poeta serve-se de recursos próprios da tradição poética culta e popular como paralelismos, símiles, metáforas, antíteses, sinestesias, aliterações etecetera. Sirva como mínima mostra do dito a aliteração sublime de "O labirinto das vulvas", onde o mesmo ritmo dos versos acaricia com nossa própria língua o paladar que devesse ser vulva:
Útero labirinto das vulvas, labarada de lábiles labios
en limiares de limiares sen límites.
Convém não passar por alto o emprego dos neologismos antitéticos que penetram na matéria erótica, no corpo da mulher, liberada ao fim da violência de uma sociedade e de uma cultura patriarcais e machistas, como em "A bomba con pétalas de rosa":
Déixame docemente desviolarte, reparar a túa rosa maltratada
cunha chuvia de bicos ou de nada.
Quixérate vestir de desvestidos, quixérate calzar de desandalias,
herba ou brisa por toda indumentaria, e así amorosamente deslinguarte,
desocupar o idioma da intenrura e desdicir
dicindo a verba núa.
Desexo desferirte e infrustrarte, proclamar o amor a mar aberta
porque ti me ensinaches tristemente que tamén pode nevar en primavera.
Desorballando bálsamo en ti dentro ser nube quixera na túa boca
e así desactivar a húmida bomba que ocultas con pétalos de rosa.
Eu teño o corazón conectado a unha bomba.
e daría a poesía por que estoupase en rosa.
Em A muller sinfonía (Cancioneiro vital) pode se ler o genesíaco e amoroso poema "Nós somos dous", cuja temática dialoga perfeitamente com o assunto deste artigo, pois canta as uniões livres e o amor louco de Breton, e as mulheres livres e libertárias, germens da paz, da justiça e da liberdade no mundo:
En primeiro lugar todo foi Caos, e del xurdiron Noite e Escuridade en tebras. Mais Eros primordial brotou da sombra e resultamos dous xa no comezo.
Nós fomos dous, e fomos tres, e fomos múltiplos de tres: unión libre de máis en máis aló de nós.
Amando a quen ama e a quen soña, soñando por quen soña e por quen ama: ti amas dicindo "amo, mais non teño amo" e eu nunca fun máis eu que cando amei.
Mulleres que escriben coas libres linguas de Lilith sobre os lindes de Gaia, integrais estranxeiras cal cantares, eróticas sempre heréticas e sempre heteroxéneas, amores dos amores, xermolos de máis paz, xustiza e liberdade, lugares de todos os tempos sen lugares, exilios nos exilios, creacións ceibes, meus amores celtas, teus amores lobos, mariña, noso amor máis tolo..
E diverxentes converxemos con Heráclito na harmonía exponencial do iris infinito tensando arcos apaixonadamente ácratas en liras docemente libertarias.
Por tanto, o poeta parte da tradição temática e estilística europeia, mas transcende quanto toca na escritura apaixonada de um Eros libertário que canta as uniões livres com voz vital de sonho e compromisso moral.
### c)Poesia social
O último grupo de textos dos que vou falar são os de temática social. Em relação com seu compromisso cívico, penso que é importante saber que Claudio Rodríguez Fer exerce a Presidência de Honra da Associação Memória do Exílio dos Republicanos Espanhóis em Brest e recebeu o Prêmio Galiza Mártir da Fundação Alexandre Bóveda.
Devido à certeza de que "O lugar do amor é sempre o lugar da paz", a poesia claudiana se esforça para restabelecer a dignidade e a memória histórica das vítimas do fascismo, como em Lugo blues, A loita continúa ou Ámote vermella. Este último livro consta de três partes: "No corazón da besta", "Na besta do corazón" e "Memoria contra a morte". Os poemas da primeira seção são, provavelmente, os que encaixam melhor no assunto deste estudo, pois homenageiam a memória de muitas das mulheres vítimas da guerra civil espanhola de 1936: algumas eram esposas de figuras políticas, como Juana Capdevielle, casada com o governador republicano de A Corunha Francisco Pérez Carballo; outras eram professoras - um dos grémios que mais padeceu durante a guerra civil e a pós-guerra -, como María Vázquez Suárez, Mercedes Romero Abella ou Erundina Álvarez Pérez; também se recupera o rosto e a história de mulheres libertárias, como Josefa Barreiro González ou Dolores Blanco Montes, e seres anônimos como as trabalhadoras das indústrias de conservas do Morrazo. Todas foram assassinadas.
Um dos poemas mais comovedores é o primeiro do livro, titulado "Ámote, anarquista", pois recupera a memória pessoal e as circunstâncias que propiciaram o terrível fuzilamento de algumas destas pessoas. Uma solidária epígrafe indica que foi escrito como homenagem "às mulheres libertárias assassinadas em Galícia desde julho de 1936":
Con abraio crían ás veces que chegaría a existir a utopía libertaria e ás veces crían que non, aínda con máis abraio..
Era entón a Galicia anarquista unhas cantas vivendas obreiras como mapoulas moi abertas nos barrios proletarios das Atochas, unha casoupa clandestina en Cea sobre as raíces do fento dentabrún, unhas humildes moradas campesiñas con liques de Badiña ou de Marselle, onde non había moito que comer, mais tampouco poder.
Era a Galicia corsaria sen estado, nin deus nin amo de dentro nin de fóra [...]
Ocultáronnos ás mulleres máis libres e, non obstante, fórano ata a fin.
Din que algunhas morreron por amor aos anarquistas que agachaban, o que é morrer tamén muller e ácrata.
Borráronas da historia e malia todo setenta anos despois hai quen as ama. Sardiñas para elas e unha libra de cereixas vermellas como a súa primavera libertaria e para sempre ámote anarquista ou nada.
Oelegíaco "Amada Amada" recupera a memória e o trauma da comunista Amada García, encarcerada durante sua gravidez e fuzilada em 1938, depois de se despedir de seu pai, seu esposo e seu filho recém-nascido. Este cruel episódio é ainda mais indignante se sabemos que Amada foi vítima da vingança de um homem ao que ela não quis. Poder e resistência na vida de Amada García e na literatura de Claudio Rodríguez Fer:
- Pecharon a amada Amada de costas á libre ría. Baluartes de hornabeque aprisionaron á cría.
- Escoitaron os disparos os tres que tanto a querían. Filliño, marido e pai no barco que a despedía.
- Mataron a filla de un e a nai do que entón nacía. Mataron a compañeira de nome Amada García.
- Foi vítima da vinganza de quen para si a quería. O prezo da súa beleza encheu de sal a baía.
- Ata o polbo de Mugardos ergue os seus brazos na ría. Para todos será praza da vila mortal un día.
- Loitou por social xustiza co puño que o pobre erguía. Cría na fraternidade e na igualdade ela cría.
- Lembramos os compañeiros que con ela alí morrían. Mataron a amada Amada, mais vive Amada García.
Desejo terminar esta breve aproximação à transgressão vital de Claudio Rodríguez Fer com um poema da terceira parte do libro, "Memoria contra a morte". "Pai meu (amém, camarada)" é a emocionada homenagem que o poeta faz ao seu próprio pai, Claudio Rodríguez Rubio, encarcerado durante a ditadura franquista e que sofreu represálias na pósguerra, e, por extensão, a todos os seres reprimidos e que sofreram a falta de liberdade e o terror de qualquer tipo de ditadura. Contra o esquecimento e o silêncio ilícito, o poeta escreve sua particular versão do "Pai nosso" cristã:
Pai meu que estiveches na Terra: solidario sexa o teu nume, veña a nós o teu reino sen reis e fágase a túa xenerosa vontade aquí na Terra, e nos astros do ceo a dos cosmonautas rusos nos que ti criches contra todo deus. Que o pan noso de cada día o poidamos gañar coma ti honradamente e perdoa que aínda non teñamos feita a revolución da conciencia que traia paz, xustiza e liberdade a este mundo dominado por quen as destrúe. O teu exemplo non nos deixará caer na tentación do esquecemento ou da indiferenza para librarnos do mal por nós mesmos. Amén, camarada.
Com este artigo pretendi aproximar aos leitores de língua portuguesa à obra e o compromisso - a transgressão vital - de um dos intelectuais mais transcendentes do panorama artístico-literário espanhol, que, como um de seus traços mais caracterizadores, desenvolve sua obra literária em língua galega e que, com a irrupção de sua poesia de signo erótico, renovou a estética da literatura galega dos anos 80.
- 1.BOTTING, F. Gothic. New York: Routledge, 1996.
- RODRÍGUEZ FER, C. Amores e clamores. Santiago de Compostela: Edicios do Castro, 2011.
-.RODRÍGUEZ FER, C. Contos e descontos. Santiago de Compostela: Editorial Toxosoutos, 2011.
4. RODRíGUEZ FER, C. A muller sinfonía (Cancioneiro vital). Ourense: Ouvirmos, 2018.
5. RODRÍGUEZ FER, C. ADN do infinito. Santiago de Compostela: Andavidar editora, 2021.
6. WAA. Modalidades da transgressão: discursos na literatura e no cinema/organização Nilton Milanez, Jamille da Silva Santos. Vitória da Conquista: LABEDISCO, 2013.
REFERÊNCiaS BibLiOgrÁFICaS dE Sites
- Entrevista na Televisión de Galicia: "Corpoética": a poesía verbal e visual de Claudio Rodríguez Fer - 2018 - htp://www.crtvg.es/informativos/corpoeticaa-poesia-verbal-e-visual-de-claudio-rodriguez-fer-37 38172 em 24/04/2018.
2. Grupo de Pesquisa realiza simpósio nacional sobre gênero, transgressão e violência na literatura 2018 https://ufam.edu.br/eventos/8528-grupo-de-pes quisa-realiza-simposio-nacional-sobre-genero-trans gressao-e-violencia-na-literatura 24/08/2018.
[^1]: Se o leitor tivesse interesse em aprofundar neste assunto, sugiro a leitura do artigo “La Galicia erótica de Claudio Rodríguez Fer" (2021), onde realizo uma análise aproximativa sobre a poesia de temática erótico-galaica do autor e reflito sobre as manifestações mais habituais da mesma. _(p.3)_
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References
9 Cites in Article
Referências Bibliográficas Unknown Title.
F Botting,Gothic (1996). Unknown Title.
C Rodríguez Fer (2011). Santiago de Compostela.
Xosé López-García,María-Cruz Negreira-Rey,Ana-Isabel Rodríguez-Vázquez (2011). Cibermedios hiperlocales ibéricos: el nacimiento de una nueva red de proximidad.
C Rodríguez Fer (2018). A muller sinfonía (Cancioneiro vital).
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Vvaa (2013). Modalidades da transgressão: discursos na literatura e no cinema / organização Nilton Milanez, Jamille da Silva Santos. Vitória da Conquista.
Corpoética": a poesía verbal e visual de Claudio Rodríguez Fer -2018.
Carina Silva (null). Levantamento de artigos sobre telefonoaudiologia publicados na literatura nacional.
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Data Availability
Not applicable for this article.
How to Cite This Article
Prof. Dr. Saturnino Valladares. 2026. \u201cThe Vital Transgression of Claudio Rodríguez Fer\u201d. Global Journal of Human-Social Science - A: Arts & Humanities GJHSS-A Volume 23 (GJHSS Volume 23 Issue A7).
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