introdução
O projeto busca resgatar, catalogar e preservar vestígios arqueológicos na mesorregião Oeste de Santa Catarina, Brasil, através da arqueologia preventiva. Estão sendo estudados artefatos arqueológicos líticos: pontas de flechas, lanças, e as “mão de pilão”. Também foram encontrados na mesorregião vários amuletos e pingentes em forma de batráquias. A finalidade desses objetos ainda são um mistério. Será abordado na primeira parte, a identificação dos artefatos arqueológicos líticos. As casas subterrâneas e a relação com as cerâmicas.
As cavernas localizadas no interior do município de Tangará. Em Santa Catarina, no
Brasil. Serão abordadas as hipóteses de suas construções. A caverna da comunidade de
“São Miguel”, apresenta traços de que foi escavada por preguiças gigantes no final do Pleistoceno e inicio do Holoceno. Posteriormente adaptado pelos grupos humanos que habitaram a região Oeste do estado catarinense. E a caverna da comunidade de Irakitan, que foi uma moradia dos grupos pré-históricos, que adaptaram formações rochosas, em abrigos.
Na segunda parte será abordado o projeto: “Guardiões dos Vestígios Arqueológicos do Oeste do Estado de Santa Catarina. Brasil”. Esse trabalho busca a preservação dos vestígios arqueológicos. A criação de uma identidade voltada a importância da formação populacional da região. No projeto de “Educação Patrimonial”, apresento os guardadores de bens arqueológicos, os quais ainda não tem a sua importância reconhecida. E também um local apropriado para guarda-los.
E a terceira parte apresenta a contribuição das empresas: ARQUEOPROJECT. Projetos e Pesquisas. Que realizou a avaliação do impacto ao patrimônio arqueológico na região nos municípios de Tangará, Videira, Abdon Batista, Barra Grande e Anita Garibaldi. O projeto: “Pitiguari”. LT230kV, Abdon Batista –Videira C1 E C2-CD; LT 230 kV Abdon Batista- Barra Grande C3-CS.
A SCIENCIA Consultoria Científica com o projeto “Graúna”: Relatório de Impacto do Patrimônio Arqueológico da Lt525kV. Abdon Batistab2- Curitiba. Oeste C1, CS-SC/PR.
O projeto não apresenta uma sequência cronológica em relação aos locais e artefatos localizados na região. Apenas levanta algumas hipóteses de quais povoadores habitaram anteriormente aos povos ceramistas, ou se esses artefatos líticos e moradias, como as cavernas, tenham sido do mesmo período.
Apresentação
Os primeiros habitantes de todo o território brasileiro deixaram suas marcas, mostrando o seu modo de vida, através de seus utensílios, instrumentos de caça, pesca e coleta. Seus abrigos e seus objetos de rituais religiosos.
O período pesquisado abrange o Pleistoceno e o início do Holoceno.
Devido ao fato de essas construções estarem localizadas às margens da bacia do rio do Peixe, esses povos tenham navegado subindo a bacia do rio Uruguai, em pequenas embarcações, ou andando pelas margens dos rios.
Os vestígios encontrados na mesorregião Oeste catarinense são diretos, como os machados, as “mós”, conhecidos como mão de pilão e as cerâmicas. E também os vestígios indiretos, como um machado lítico polido confeccionado em rocha granítica. Esse machado foi encontrado na comunidade do Passo da Felicidade, próximo à igreja da localidade, no município de Tangará. O granito não é encontrado na região, portanto, esse machado não foi confeccionado onde foi encontrado, esse machado provavelmente pertencia a algum grupo de nômades que passaram pela região.
Acredita-se que a civilização pioneira em Santa Catarina foi ainda antes da civilização ceramista. Da Era da Pedra, denominada “Araucácia”, uma das mais antigas do Brasil. Reconhecida pelos instrumentos de pedra lascada, supõe-se que esse povo deslocava-se seguindo um ciclo anual, fixando-se mais tempo nas regiões ricas em matéria-prima, como o sílex, utilizado para confecção de flechas, e onde houvesse abundância de caça e alimentos vegetais. Seriam nômades e viviam em pequenos grupos de famílias aparentadas entre si. Conheciam o fogo e desconheciam a escrita. Eram caçadores e coletores.
Esses povos habitavam as cavernas, que foram colocadas em abrigos naturais, algumas dessas cavernas foram escavadas por preguiças-gigantes. Essas cavernas eram aclimatadas, por serem quentes no inverno e frescas no verão.
Os “Araucácios” habitavam extensas faixas geográficas ao longo da bacia do Uruguai. Durante o período Paleolítico, o homem pré-histórico do Oeste catarinense teve uma vida intensa e longa por aqui. Viveu nos pontos altos, formados pelas elevações, e os vales cheios de caça. E no frio intenso, para se aquecer, escavou buracos e furnas e lá se abrigou. Reunindo todos os que pertenciam ao seu grupo, dentro desses buracos, com a aproximação de seus corpos e o local parcialmente fechado, ficando abrigados das intempéries e dos animais predadores. Esse período, provavelmente corresponda há mais de 4.000 anos, e ainda hoje podemos encontrar seus vestígios sobre o solo, estudar seus artefatos e elaborar hipóteses de como viviam esses povos que habitaram a Mesorregião Oeste do Estado de Santa Catarina.
Alguns estudos indicam que não houve mais imigrações intercontinentais, pelo menos de cerca de 3.000 a.C. até a época da chegada dos portugueses no Brasil em 1500, fato que se observa pela ausência de metal. Considerando a característica da cumulatividade da cultura, se nesse período tivessem ocorrido novas levas migratórias da Ásia para o Sul do nosso continente, teriam trazido o metal, e hoje, junto com às pedras, encontraríamos peças de metal.
Existem várias hipóteses para o desaparecimento da civilização primitiva da Mesorregião Oeste de Santa Catarina. Parece que, ao invés de evoluir naturalmente ao longo dos milênios, multiplicando as gerações, ela desapareceu. Pode ser que alguns remanescentes vieram dar origem à civilização ceramista, que surgiu depois na região, apresentando uma tímida evolução cultural.
O padre e arqueólogo João Alfredo Rohr concluiu: “Os homens das cavernas nada tem a ver com os indígenas conhecidos na época da conquista dos europeus, pois, segundo ele, os primeiros eram muito mais inteligentes e trabalhadores, conforme testemunham suas construções e as milhares de peças encontradas.”
Localização geográfica

Vista da Bacia Hidrográfica do Rio do Peixe no município de Rio das Antas, SC.
Os municípios destacados são: Tangará, Videira, Rio das Antas, Campos Novos, Abdon Batista e Anita Garibaldi.
A Bacia Hidrográfica do Rio do Peixe fica a uma altitude da foz 387 metros. A área da Bacia é de 5.238 km.
A Bacia Hidrográfica do Rio do Peixe tem 876 metros de altitude média e as coordenadas geográficas que a delimitam são:
- Latitude S 26 36’ 24” e S 27 29’ 19” e longitude W 50 48’ 04” e W 51 53’ 57”.
Ela conta com uma área territorial de 5.238 km, um perímetro de 425 km e abrange uma população de 385.160 pessoas, somando zona rural (21%) e urbana (79%).
Os valores médios anuais, do período de 1977 a 2007, correspondem a 1.796 mm de precipitação na Bacia Hidrográfica do Rio do Peixe.
A vegetação da região é formada por cobertura florestal característica da floresta Estacional Decidual e floresta Ombrófila mista. Devido principalmente aos desmatamentos para a ocupação agrícola e pecuária, exploração madeireira e abertura para a formação de vilas, em quase todas as áreas em torno da bacia hidrográfica do Rio do Peixe deu lugar a florestas secundárias, como as capoeiras, pastagens, agricultura e reflorestamento exótico. O pinus é um exemplo desse tipo de reflorestamento, muito utilizado em toda região.
A bacia apresenta morfologia formada por vales e montanhas, com drenagens encaixadas em fraturas geológicas.
Na Bacia Hidrográfica do Rio do Peixe também encontramos o aquífero Guarani, que está a uma profundidade média de 600 metros e apresenta grandes vazões de água.

Imagem do Rio Bonito na comunidade do Passo da Felicidade, Tangará, SC, BR.
O rio Bonito, afluente do rio do Peixe, localizado à margem esquerda do rio do Peixe, também apresenta as marcas de construções de casas subterrâneas.
Devido ao fato de essas construções estarem localizadas às margens da bacia do rio do Peixe, esses povos tenham navegado subindo a bacia do rio Uruguai, em pequenas embarcações, ou andando pelas margens dos rios.
Os “Araucácios” habitavam extensas faixas geográficas ao longo da bacia do Uruguai. Durante o período Paleolítico, o homem pré-histórico do Oeste catarinense teve uma vida intensa e longa por aqui. Viveu nos pontos altos, formados pelas elevações, e os vales cheios de caça. E no frio intenso, para se aquecer, escavou buracos e furnas e lá se abrigou. Reunindo todos os que pertenciam ao seu grupo, dentro desses buracos, com a aproximação de seus corpos e o local parcialmente fechado, ficando abrigados das intempéries e dos animais predadores. Esse período, provavelmente corresponda há mais de 4.000 anos, e ainda hoje podemos encontrar seus vestígios sobre o solo, estudar seus artefatos e elaborar hipóteses de como viviam esses povos que habitaram a Mesorregião Oeste do Estado de Santa Catarina.
Alguns estudos indicam que não houve mais imigrações intercontinentais, pelo menos de cerca de 3.000 a.C. até a época da chegada dos portugueses no Brasil em 1500, fato que se observa pela ausência de metal. Considerando a característica da cumulatividade da cultura, se nesse período tivessem ocorrido novas levas migratórias da Ásia para o Sul do nosso continente, teriam trazido o metal, e hoje, junto com às pedras, encontraríamos peças de metal.
Existem várias hipóteses para o desaparecimento da civilização primitiva da Mesorregião Oeste de Santa Catarina. Parece que, au invés de evoluir naturalmente ao longo dos milênios, multiplicando as gerações, ela desapareceu. Pode ser que alguns remanescentes vieram dar origem à civilização ceramista, que surgiu depois na região, apresentando uma tímida evolução cultural.

Fotografia: Vera Lúcia Breyer. A Estação Ferroviária do município de Tangará, construída em 1910 com a ferrovia SP–RS.
O município de Tangará
O município de Tangará está localizado no Meio Oeste do estado de Santa Catarina, Brasil.
Área: 483 km Latitude: 27 06’ 17” S
Altitude: 630 m Longitude: 51 14’ 50” W
Clima: Mesotérmico úmido, sem estação seca, com verões quentes. Temperatura média anual: 17,5 C. Precipitação pluviométrica anual: 1.900 mm aproximadamente.
Relevo: Constituído de um planalto de superfícies montanhosas e onduladas, de formação basáltica.
O município de Tangará é composto pelos distritos de: Tangará (sede), Marari e Irakitan.
Até 1910, a região que abrange o município de Tangará era conhecida como: “Rio Bonito”.
Os primeiros imigrantes de origem portuguesa chegaram em 1910 com a construção da Estrada de Ferro São Paulo/SP até o Rio Grande do Sul/RS.
Nesta época a região do vale do “Rio Bonito” era habitada por remanescentes indígenas, já muito desestruturados pela ação dos “bugreiros” que atuavam em toda a região Oeste catarinense. Com a devastação dos povos nativos conhecida como: “Operação Terra Limpa” (descrição na unidade posterior), alguns caboclos haviam se instalado na região.
Em 1918, italianos e alemães iniciaram a colonização da então Rio Bonito, que se emancipou em 1949 e passou a se chamar Tangará.
O recém-criado município seria chamado de “Rio Bonito”. E por força da Legislação Federal relativa à duplicidade de topônimos das vilas e cidades brasileiras, passa a chamar-se Tangará, em virtude da existência da Comarca de Rio Bonito, no Estado do Rio de Janeiro, homônimo que tinha prioridade no país.
A troca do nome foi motivo de descontentamento entre a população, uma vez que o pássaro tangará não existe na região. Passou-se a justificar o nome em função da índole alegre e festeira dos habitantes de Rio Bonito, para os quais todos os acontecimentos eram motivos para reuniões dançantes, cantorias e festas. O tangará (ave), também chamado “fandangueiro”, tem o peculiar hábito de em grupos de oito a dez pássaros executar uma bela e curiosa coreografia, sempre acompanhando o canto estridente de um deles, o maestro.

A Estação Ferroviária do município de Tangará.

Na imagem da Estação Ferroviária de Tangará, está a médica veterinária Andréia Cristina Valer, que auxiliou a pesquisa dos estudos de Paleontologia sobre as preguiças gigantes que habitaram o Oeste catarinense.

Imagem atual da ferrovia.

Imagem do Morro Agudo, atualmente utilizado para praticar o voo livre na região.
A Caverna de São Miguel
A caverna de São Miguel está localizada no município de Tangará, na divisa com o município de Ibicaré e às margens do rio do Peixe.

A imagem mostra o Rio do Peixe, que serve como divisa dos municípios de Tangará e Ibicaré. Local onde está localizada a Caverna de São Miguel.
Essa caverna apresenta grande variação adaptativa nas estruturas habitacionais devido ao seu tamanho. O interior da caverna corresponde a aproximadamente 200 m divididos em várias galerias. Devido ao seu tamanho, foram elaboradas algumas hipóteses quanto à sua construção. A mais aceita atualmente é que as preguiças-gigantes tenham feito essa escavação, no Pleistoceno, há aproximadamente 10.000 anos. Trata-se de um abrigo artificial, onde esses povos aproveitaram a escavação que as preguiças-gigantes escavaram, transformando em habitação.
A comprovação de que essa caverna foi adaptada é a presença de uma saída para a fumaça de suas fogueiras localizada no centro da caverna, a uma altura de aproximadamente 30 metros de altura.
A caverna é aclimatada pelas condições climáticas hibernais no rigoroso inverno da região, e no verão ela mantém uma temperatura agradável. A entrada da caverna é pequena, o que possibilitava a proteção do grupo, pois era fácil vigiar e se defender dos grupos rivais e animais.
A caverna de São Miguel é indicada como patrimônio arqueológico da humanidade pelo relatório de impacto ambiental realizado pela THERMOAZUL Usina de Energia LTDA.

Imagem da entrada da caverna.

Imagens do interior da Caverna.






As imagens destacam a possível adaptação dos primeiros povoadores da região, que utilizaram essa caverna como moradia nos períodos do Pleistoceno e Holoceno.
A escavação da Caverna de São Miguel, em Tangará, apresenta características de que foi escavada por preguiças-gigantes.
As modificações faunísticas na América do Sul, a evolução da cobertura vegetal, os fatores geológicos e evolutivos desempenharam papel decisivo.
O isolamento do continente sul-americano até o Terciário favoreceu o desenvolvimento de uma fauna endêmica, como a preguiça-gigante. Mais tarde, o mesmo fenômeno permitiu a sobrevivência até o Pleistoceno final de mamíferos placentários que invadiram a América do Sul pelo Panamá no decurso do Quaternário, os quais a maior parte já tinha desaparecido no Velho Mundo há mais de 500 anos. A presença de grandes animais indefesos e lentos, como as preguiças-gigantes a espécie que habitou no Brasil foi a Megatherium, caracteriza esse período. Eram terrestres, chegavam a medir até 6 metros de comprimento e pesar cerca de 5 toneladas. Viviam em manadas e ficavam sobre as patas traseiras para alcançar o topo das árvores.
As preguiças-gigantes eram predominantemente terrestres. Possuíam diversos tamanhos, adaptando-se aos diversos habitats e pressões ecológicas. Eram herbívoros, alimentavam-se de folhas, galhos e frutos.
As preguiças-gigantes se moviam em quatro patas, ficando de pé apenas para alcançar os alimentos. Pesavam até 4 toneladas, mediam 4,5 metros. A tíbia e a fíbula eram fundidas, as pernas eram mais largas para suportar o peso elevado, e a pisada ocorria na lateral dos pés. Unhas compridas impediam que as patas inferiores ficassem retas no chão. O lábio superior era em formato de “U” e pênsil, permitindo a manipulação vegetal. Os dentes estavam em crescimento contínuo, ingerindo até 300 quilos de vegetais por dia.
As preguiças-gigantes foram extintas há cerca de 10.000 a 11.000 anos durante o final da última "Era Glacial". Vestígios fósseis sugerem que os primeiros seres humanos e as preguiças-gigantes sugerem uma possível interação e caça por parte das populações humanas primitivas.
A Caverna de São Miguel, apresenta características de ter sido escavada por preguiças-gigantes, (Paleotocas), que posteriormente, foi adaptada como como abrigo de grupos humanos primitivos. Essa caverna, no seu interior apresenta uma adaptação para a saída da fumaça das fogueiras. Não é possível afirmar que os primeiros povoadores do Oeste catarinense tenham convivido com as preguiças gigantes. Mas que utilizaram e adaptaram as “Paleotocas”, como suas moradias.
Caverna do Distrito de Irakitan
O nome do distrito de Irakitan tem origem indígena. Ira- significa mel; Kitã- significa verde; Irakitan = mel verde.
A caverna era um abrigo natural, que foi transformada em um abrigo artificial. Ela apresentava um diferencial. O chão da caverna foi adaptado pelos grupos humanos encontrados em abundância na região. Ele foi trabalhado, formando um piso muito que a transformaram em moradia. O chão da caverna era formado por cristais, que são abundantes na região. Onde esse era o seu grande diferencial. Também observamos que essa caverna possui uma chaminé para a saída da fumaça, construída pelos povos que a habitaram. Era aclimatada, como as demais encontradas em todo o vale do Rio do Peixe. No inverno elas se mantinham aquecidas e no verão eram agradáveis. Essa caverna tem aproximadamente 10 metros de comprimento por 4 metros de largura.
A caverna de Irakitan tinha um diferencial, o chão da caverna era formado por cristais, eram formações geológicas, que esses habitantes no período Pré-Histórico, poliram e formaram o chão da caverna. O que dava um aspecto muito diferenciado, comparando com as demais cavernas da região. Atualmente esse chão está destruído pela ação humana. Caçadores de tesouros, achavam que poderia existir ouro ou algum tesouro embaixo do chão e destruíram grande parte dela.
Atualmente esse chão da caverna foi destruído pela ação humana. Alguns caçadores de tesouros achavam que ali poderia existir ouro ou algum tesouro escondido e destruíram grande parte dessa caverna.

A paisagem natural, onde estão localizadas as cavernas são de uma beleza única.



A caverna de Irakitan.


Imagens do interior da caverna

Imagem de fragmento de cristal, que foram utilizados para adaptar o chão da caverna.
As casas subterrâneas (furnas) do Oeste de Santa Catarina
Os primeiros povoadores de todo o território brasileiro deixaram suas marcas, mostrando seu modo de vida através de utensílios, instrumentos de caça e moradias.
As primeiras informações sobre as furnas localizadas na Mesorregião Oeste de Santa Catarina contam com alusões etnográficas que ajudam a localizar os povos pré-históricos extintos que construíram essas moradias conhecidas como “casas subterrâneas”.
Na região do Meio Oeste de Santa Catarina, encontramos as furnas, que podem ser classificadas em:
Abrigos temporários;
Abrigos permanentes.
Os municípios destacados são Tangará, Videira, Rio das Antas, Campos Novos, Abdon Batista e Anita Garibaldi.
As furnas temporárias e permanentes estão localizadas na Bacia Hidrográfica do rio do Peixe, cujas nascentes ficam no município de Calmon e a foz no município de Marcelino Ramos (RS), na Bacia Hidrográfica do Rio Uruguai.
A Bacia Hidrográfica do Rio do Peixe fica a uma altitude da foz 387metros. A área da Bacia 5238 km².
A Bacia Hidrográfica do Rio do Peixe tem 876 metros de altitude média e as coordenadas geográficas que a delimitam são: uma área territorial de 5.238 Km², um perímetro de 425Km² e abrange uma população de -Latitude S26º 36’ 24” e S 27º 29’ 19” e longitude W50º 48’04’ e W51º 53’ 57’. Ela conta com 385.160 pessoas, somando zona rural (21%) e urbana (79%).
Os valores médios anuais, do período de1977 a 2007, correspondem a 1.796mm de precipitação na Bacia Hidrográfica do Rio do Peixe.
A vegetação da região é formada por cobertura florestal características da floresta Estacional Decidual e floresta Ombrófila mista. Devido principalmente, aos desmatamentos para a ocupação agrícola e pecuária, exploração madeireira e abertura para a formação de vilas, em quase todas as áreas em torno da bacia hidrográfica do Rio do Peixe deu lugar a florestas secundárias, como as capoeiras, capoeirões, pastagens, agricultura e reflorestamento exótico. O pinus, é um exemplo desse tipo de reflorestamento, muito utilizado em toda região.
A bacia apresenta morfologia formada por vales e montanhas, com drenagens encaixadas em fraturas geológicas.
As casas subterrâneas são conhecidas localmente como “furnas”, “bocas de fogo” ou “buracos de índio”.
As furnas encontradas na divisa dos municípios de Videira e Tangará, às margens do Rio Bonito (afluente da margem esquerda do Rio do Peixe), apresentam em sua maioria características de abrigos temporários.
Os homens pré-históricos dependiam das condições geográficas para suas andanças. Os construtores das furnas provavelmente chegaram à região pela bacia hidrográfica do rio Uruguai, adentrando pela bacia do rio do Peixe até as nascentes dos rios, como provavelmente a chegada a nascente do rio bonito. No município de Tangará.
No ano de 1997, uma aluna da escola relatou que na propriedade deles, haviam buracos escavados na margem do rio Bonito. Na divisa dos Municípios de Tangará e Videira. Ela disse que “achava que poderia ser um disco voador que teria pousado ali, só que ele tinha só três bases de apoio e tentado pousar várias vezes. E com essa informação iniciei uma pesquisa e identifiquei as primeiras furnas temporárias na região.
O deslocamento dos homens pré-históricos, seguindo às margens dos rios, ou navegando rio acima, foi pela abundância de caça, pesca e coleta. O rio do peixe apresenta uma grande diversidade de peixes. Os animais também eram encontrados em abundância. E os vegetais, como por exemplo: o pinhão que amadurece no outono e início do inverno, bastante rigoroso na região. Os homens pré-históricos desenvolveram técnicas de conservação do pinhão. Eles derrubavam as pinhas, antes de elas soltarem os pinhões ao solo, colocando-as no rio, onde elas eram preservadas, provavelmente, as pinhas eram amarradas por redes feitas de cipó. Essa técnica ainda é utilizada por coletores na região, para conseguir melhores preços após a safra.
As casas subterrâneas temporárias foram construídas no final do Pleistoceno e no início do Holoceno. Estão localizadas às margens dos rios, como a que está localizada no município de Tangará, as margens do rio Bonito, na comunidade do Passo da Felicidade. Para se abrigarem dos ventos gelados do inverno rigoroso da região. Elas estão quase sempre agrupadas em números múltiplos de três. Não é possível identificar o motivo dessa forma de construção. São escavações circulares na vertical com uma Essas furnas foram construídas para os grupos humano, que estavam na região, pequena inclinação. De diâmetro variável entre três a quinze metros, com média de dois a três metros de profundidade.



Imagens das Furnas localizadas na margem do Rio Bonito, na comunidade do Passo da Felicidade. Tangará. SC. BR.
As furnas são sempre agrupadas em números múltiplos de três. São escavações circulares na vertical com uma pequena inclinação. De diâmetro entre três a quinze metros, com média de profundidade de dois a dez metros. As furnas temporárias eram construídas bem próximo aos rios, serviam de abrigo dos ventos gelados. Eram moradias temporárias. Foram construídas aproximadamente a quatro mil anos.
As furnas localizadas ás margens do rio do Peixe, no município de Rio das Antas, no estado de Santa Catarina. Apresentam características de moradias permanentes. Foram construídas em zonas altas. Podem ser classificados como sítios defensivos.


As furnas localizadas na propriedade rural de Edith Breyer, estão bem preservadas. A proprietária preserva o local e não permite a destruição desse bem do patrimônio da humanidade, para a utilização do local, como lavouras. Como está acontecendo com grande parte dos sítios arqueológicos no Oeste catarinense.
Essas furnas também foram construídas em agrupamentos de múltiplos de três. Porém nas encostas dos morros, mas próximas a fontes de água. Apresentam vestígios que foram habitados por períodos mais longos do que as furnas temporárias. A furna que apresenta uma estrutura maior, provavelmente foi revestida de argila. Até a poucos anos atrás, essa furna acumulava ás águas da chuva por várias semanas, mostrando que essas furnas tinham algum revestimento. Esse é um indício que essas furnas foram habitadas por períodos bem mais longos, que as furnas temporárias.
Outra característica dessas furnas são as construções de terraços, próximos das furnas, que possam ter servido como um local para esses grupos realizarem as suas refeições. Também existe a hipótese de que esses terraços faziam parte de construções, com o objetivo de realizar rituais religiosos. Nessa região do alto vale do rio do Peixe, foram encontrados muitos vestígios arqueológicos, que não se identificam como utensílios de caça, pesca e coleta. Nem como utensílios utilizados na prática agrícola primitiva dessas civilizações. São os amuletos.


Imagem do local próximo as Furnas, denominado: Terreiro de Índio. Também conhecido como “Terreiro de Bugre”.
Os povos construtores das furnas, eram povos eram seminômades, já apresentando traços de sedentarismo. As cerâmicas encontradas próximas as furnas indicam práticas agrícolas primitivas, a confecção de utensílios, como por exemplo: potes, tigelas, vasos e apitos feitos de argila.
Os povos que habitavam as furnas podem ser denominados, como povos “préceramistas” e “ceramistas”. Esses povos continuavam aproveitando a alimentação vegetal, como o pinhão e caçando para obter o complemento de proteínas animais.
Grande parte dos arqueólogos, afirmam que a cerâmica está ligada à fixação das populações que a utilizaram, pois se trata de uma matéria pesada, incômoda de se levar, e que costuma quebrar-se durante o transporte. Mas era muito fácil de ser fabricada. O argumento não pode ser levado em conta, o nomadismo constante. Raramente identificado nos povos nativos da região. A principal vantagem que a cerâmica leva sobre os recipientes de origem vegetal é a possibilidade de se obter vasilhas grandes para conservar grãos e líquidos. Ou sepultar seus mortos. O fato de ir ao fogo é uma vantagem suplementar, mas outros meios permitem ferver água e cozinhar rapidamente alimentos. A utilização de recipientes vegetais, e de couro, (utilizando pedras quentes, que são jogadas em água neles armazenadas). Isso explica porque a cerâmica nem sempre é muito abundante nos tempos em que a técnica aparece.
As cerâmicas encontradas na região Oeste de Santa Catarina podem ser classificadas como: Tradição Taquara/Itararé. Os achados arqueológicos do sul do Brasil integramse em dois conjuntos aparentados, definidos pela cerâmica, que seus criadores chamaram tradição Taquara, no estado do Rio Grande do Sul. E a tradição Itararé, no estado do Paraná.
Os sítios deixados pela tradição Taquara/Itararé. Ocuparam essencialmente as regiões município de Tangará, que está localizado a altitude de 641 metros acima do nível do mar. O município de Rio das Antas, que está localizado a altitude de 830 metros acima do nível do mar. E o município de Anita Garibaldi que está localizado a 885metros acima do nível do mar. A região Oeste catarinense é uma região fria, onde ocorrem geadas no inverno. Essa região forma o Planalto sul brasileiro, formado por arenito, que sofreu a influência de derrames basálticos que o transformaram, nas zonas de contato, em “arenito silicificado”. Os terrenos foram entalhados pelos rios, que correm dentro de estreitas gargantas e apresentam cachoeiras em seu curso superior. O terreno acidentado, alterna descampados com uma mata fechada rica em epífitas e orquídeas. As árvores são dominadas pela alta silhueta em candelabro das araucárias (Araucária angustifólia) - conhecido como pinheiro. Tornando a região rica em alimentos vegetais silvestres (pinhão, palmito).
Nesse ambiente natural desenvolveu-se um sistema original de moradia: as chamadas casas subterrâneas, ou furnas.
A tradição Taquara/Itararé caracteriza-se pela presença de vasilhas em cerâmica simples de pequenas dimensões, que apresentam decoração plástica. A cerâmica está associada a depressões artificiais, denominadas casas (semi) subterrâneas, ou “semi- enterradas.
As furnas localizadas no município de Rio das Antas, no estado de Santa Catarina. É possível identificar a presença de um cordão de terra periférico, mais espesso na parte mais baixa da encosta do que a montante da “furna”, que foi levantado com o material retirado durante a escavação.
Essas “furnas”, em períodos de chuvas transformam-se em piscinas. O que reforça a hipótese que essas construções, precisavam uma cobertura em bom estado, e que variavam em forma e composição. Há indicação de um poste central, com negativo da parte enterrada, circundado por blocos de pedra que o calçavam.
As fogueiras, eram laterais utilizavam nós de pinheiro, um combustível de altíssimo poder calorífero.
A maioria das atividades eram realizadas fora das furnas. Provavelmente, todas as atividades desses grupos humanos, se desenvolvesse nos taludes externos, como a preparação dos alimentos. Não existe pisos internos das “furnas”. A aproximadamente, 10 metros, tem um terreno plano, no que poderia ter sido uma cozinha externa, talvez coberta.
Essas “furnas” podem ser classificadas como as “pequenas” casas. Apresentam a sua construção, disposta na forma de múltiplos de três. Identificadas pelo menos, nove casas, também deixa implícita a hipótese de que essas “pequenas” casas constituíram agrupamentos menores e seriam mais antigas que as “grandes” casas. Essas casas já foram classificadas como armadilhas para pegar antas. Ou depressões, resultantes da queda de grandes árvores, cujas raízes costumam deixar buracos impressionantes. Essas “furnas” vêm acompanhadas com dois aterros de meio metro e aproximadamente vinte metros de diâmetro. Próximo de um desses aterros foram encontrados fragmentos de cerâmica.
Outras estruturas associadas as furnas do município de Rio das Antas são as “áreas entaipadas”, também chamadas de “terreiros de dança dos bugres”. Bugres é a palavra pela qual os brasileiros meridionais chamavam os índios, por serem esses não cristãos. (Originalmente, a palavra bugre aplicou-se, no século XII, aos hereges cátaros, cuja doutrina se espalhou pela Europa a partir da Bulgária- de onde esse nome).

Terreiro da dança dos bugres.
Essas estruturas de terra tem a forma quadrangular. São pequenos aterros de um metro de altura, no município de Rio das Antas, próximo às furnas foram identificadas duas dessas estruturas. Numa dessas estruturas, foram encontradas cerâmicas próximo do local. Sugerindo que era utilizado para a preparação de alimentos para esse grupo.
O segundo aterro identificado nunca foi utilizado como área de plantio, portanto, não é possível identificar qualquer cerâmica no local. O que o torna um local de futuros estudos sobre os povos que habitaram o vale do Rio do Peixe. Os proprietários da terra onde estão localizadas as furnas sabem da importância da preservação desses locais.
Nos sítios encontrados na região Oeste de Santa Catarina, o material cerâmico é agrupado e não esparso pelos sítios, o que vem reforçar a ideia de que os moradores das habitações subterrâneas, procuravam manter o chão limpo de fragmentos dentro das furnas.
As áreas entaipadas, são bem visíveis no município de Rio das Antas, Oeste de Santa Catarina. Na propriedade do senhor Ivo Dietrich Breyer.


As áreas entaipadas apresentam uma altura de 1 metro e 20 centímetros, onde não sofreram a ação humana na atualidade. A largura de 40 centímetros representa uma construção bastante sólida, que resistiu por muitos milênios.
Os primeiros imigrantes europeus, que chegaram a região utilizaram essas construções para a criação de porcos. Também para demarcar propriedades. Alguns afirmavam que eles foram os construtores dessas “taipas”, algo impensável, pois estes não teriam razão e utilidade nesse período histórico.
Na propriedade do senhor Ivo Breyer, próximo as áreas entaipadas, foi localizado um cemitério (túmulo) demarcado com pedras da mesma procedência da construção das taipas. O proprietário, ciente da importância arqueológica, preserva o local intacto. Não utiliza essas áreas para plantações ou construções agrícolas.
Materiais líticos.
Os artefatos líticos encontrados em toda a Mesorregião Oeste catarinense, como machados, mão- de- pilão, flechas e amuletos, não é possível associar aos povos construtores das furnas.

Nº do tombo: MLP: 01. Tipo de material: Lítico. Largura: 7cm. Comprimento: 23cm. Espessura: 61cm. Peso: 1.402kg.
Trata-se de um machado lítico polido, confeccionado em rocha granítica, a partir de um processo de polimento que envolve o uso de abrasivos para alisar e dar acabamento à superfície da pedra. O artefato apresenta uma quebra em sua extremidade.
Eu acredito que essa machadinha pertencia a um povo nômade, pelo fato de que o granito não tem na região. A peça foi confeccionada provavelmente em outra região. Ela é uma peça única e muito bonita.
O material foi encontrado na comunidade de Passo da Felicidade, próximo à igreja da localidade, no município de Tangará/SC.

Número do tombo: MLP: 02. Material lítico. Largura: 6,5cm. Comprimento: 46,5cm. Espessura: 5,5cm. Peso: 3,203g.
O artefato é uma mão de pilão de tamanho expressivo, confeccionado em rocha basáltica e polida, com marcas de arado em sua extremidade superior. Essa mão de pilão era utilizada para socar grãos e foi confeccionada na região, esse tipo de material é encontrado em grandes quantidades na Mesorregião Oeste de Santa Catarina.
Impressiona pelo seu tamanho e mostra a grande habilidade desses povos. Este material foi doado por um agrônomo que trabalhava em uma indústria madeireira, no munícipio de Tangará/SC.

Nº do tombo:06. Material lítico. Largura:5,8cm. Comprimento:33cm. Espessura: 5,8cm. Peso: 2,201g.
O artefato é uma mão de pilão polida, confeccionada em rocha ígnea em formato cilíndrico, com marcas de arado na superfície da peça. É provável que o artefato fosse maior, considerando que a sua extremidade inicial está quebrada.

Nº do tomboMLP:07. Material lítico. Largura:6,5cm. Comprimento: 15,2cm. Espessura: 4,1cm. Peso: 0, 673kg.
O artefato é um machado polido confeccionado em rocha ígnea e possui na sua superfície marcas de arado. Esta peça foi doada à escola por um aluno há cerca de 18 anos. De acordo com relatos, o objeto foi encontrado em uma área de cultivo durante atividades agrícolas. É uma machadinha utilizada na prática agrícola e caça. Aqui na região são conhecidas como: Pedras de raio. O que é um mito.

Comprimento:8,5cm. Espessura:2,0cm. Peso: 0,159kg.
Este artefato consiste em um pequeno machadinho, com marcas de arado na superfície das suas extremidades. Esta peça arqueológica foi doada à escola de Passo da Felicidade por alunos da região há mais de duas décadas.
Essa é uma machadinha bem comum. Provavelmente era utilizada em diversas atividades do dia a dia.

Nº do tombo: MLP=09. Material lítico. Largura:3,9cm. Comprimento:6,3cm. Espessura: 2,9cm. Peso: 0,130kg.
Este artefato consiste em uma machadinha polida de pequeno tamanho. Esta peça foi doada à escola por alunos há mais de 25 anos. A localização exata do achado é desconhecida, mas os relatos indicam que foi encontrada em área de cultivo. É uma machadinha pequena, utilizada para cortar e socar grãos e raízes.

Nº do tombo: MLP:10. Material lítico. Largura: 5cm. Comprimento:9cm. Peso: 2,6kg.
O artefato consiste em um pequeno machadinho polido com marcas de uso na ponta (quebra) e marcas de arado na extremidade inferior. Esta peça arqueológica foi doada à escola de Passo da Felicidade por alunos da região há cerca de duas décadas.
A origem exata do artefato é desconhecida, mas acredita-se que tenha sido encontrada em uma área de cultivo local.

Material lítico. Nº do tombo: MLP 11. Material lítico. Largura:4,2cm. Comprimento: 8,7cm. Espessura: 3,2cm. Peso: 0,210kg.
Este artefato é um machado polido de pequeno porte com marcas de uso na sua extremidade (ponta-quebras). Esta peça foi doada à escola há mais de duas décadas. A origem precisa do artefato é desconhecida, mas acredita-se que tenha sido encontrada em uma área de cultivo da região de Passo da Felicidade.

Material lítico. Nº do Tombo: MLP: 12. Largura: 4,5cm. Comprimento:7,4cm. Espessura: 4,2cm. Peso: 503g.
Esta peça é uma Mão de Pilão de médio tamanho em formato cônico com marcas de arado em seu corpo. Esta peça foi doada à escola de Passo da Felicidade há cerca de duas décadas. A origem precisa do artefato é desconhecida, mas acredita-se que tenha sido encontrada em uma área de cultivo local.

Material lítico. Nº do tombo: MLP: 13. Largura: 5cm. Comprimento: 18cm. Espessura: 4cm.Peso: 585g.
Este artefato é uma mão de pilão de tamanho médio em formato cônico, confeccionado em rocha polida ígnea com algumas marcas de arado na sua superfície. Esta peça foi doada à escola por alunos há cerca de duas décadas. A origem precisa do artefato é desconhecida, mas acredita-se que tenha sido encontrada em uma área de cultivo local.

Material lítico. Nº do tombo: MLP=14. Largura:4,8cm. Comprimento: 15cm. Espessura: 3,1cm. Peso:451g.
O artefato é um machadinho polido confeccionado a partir de rocha ígnea, com pequenas quebras em sua ponta (marcas de uso). Existem marcas de arado em seu corpo na extremidade próxima a base, além da marca de fita adesiva no corpo do mesmo. Esta peça foi doada à escola por alunos há cerca de 18 anos. A origem precisa do artefato é desconhecida.

MO artefato é um material lítico, de formato esférico, coloração marrom clara e possui 5 furos na superfície. A peça pode ter sido utilizada como boleadeira, para fins Imagem nº 12: Material lítico. Nº do tombo: 17. Largura:15cm. Peso: 124g.
Era um utensílio de caça, ou instrumento de impacto por comunidades ancestrais. Esta peça foi doada à escola de Passo da Felicidade há cerca de duas décadas. A origem precisa do artefato é desconhecida, mas acredita-se que tenha sido encontrada em uma área de cultivo. Essa pedra sempre me intrigou pela perfeição do formato esférico. Parece ter sido usada para algo muito específico, talvez em caçadas ou rituais, quem sabe até para diversão. Imagino as mãos que a moldaram e o cuidado que tiveram em sua criação. Além disso, os furos na pedra são incríveis. É uma peça muito importante na arqueologia da nossa região.

Material lítico. Nº do tombo: MLP: 13. Largura: 5cm. Comprimento: 18cm. Espessura: 4cm.Peso: 585g.
A peça é um artefato lítico alongado, com extremidades afiladas e superfície ligeiramente irregular. Apresenta formato cilíndrico e alongado, possivelmente resultado de técnicas de lascamento e desgaste manual. Sua coloração é marrom claro, com sinais de desgaste natural ao longo de sua extensão. Pode ter servido como um pilão, instrumento de moagem ou ferramenta utilizada em atividades cotidianas. Esta peça foi doada à escola de Passo da Felicidade por alunos da região há mais de 20 anos. A origem exata do artefato é desconhecida, mas acredita-se que tenha sido encontrada em uma área de cultivo local.

Material lítico. Nº do tombo: MLP: 19. Largura: 8cm. Comprimento: 18,5cm. Espessura: 40 cm. Peso: 1,073kg.
O artefato é um material lítico, com formato ovalado e superfície lisa e arredondada. A base é levemente achatada, sugerindo que a peça pode ter sido usada como instrumento de polimento, moagem ou em atividades cotidianas. Apresenta coloração marrom clara e sinais de desgaste, indicando possível uso prolongado. Esta peça foi doada à escola por alunos há cerca de duas décadas. A origem precisa do artefato é desconhecida.

Material lítico. Nº do tombo: MLP=20. Largura: 10cm. Comprimento: 53,5cm. Espessura: 100 cm. Peso: 9,905kg.
Artefato lítico alongado, com formato cilíndrico e superfície desgastada. A peça apresenta fraturas visíveis em dois pontos, sem que se saiba ao certo o que motivou tais quebras. Sua coloração varia entre marrom claro e tons esbranquiçados, e as marcas de lascamento indicam provável função como pilão ou ferramenta de impacto em atividades cotidianas. Esta peça foi doada à escola por alunos há cerca de três décadas. A origem precisa do artefato é desconhecida. Essa peça sempre chamou minha atenção pelo tamanho e peso. Quando cheguei na escola essa peça não estava quebrada em três fragmentos, na reforma realizada a dois anos, atrás ocorreu essa fragmentação.

Material lítico. Nº do tombo: MLL9 (Material Lítico Lascado) 01.Largura: 7,5cm. Comprimento: 14cm. Espessura: 2,6 cm. Peso: o,411kg.
Artefato de coloração marrom-avermelhada e formato irregular, com contornos levemente assimétricos. Apresenta superfície rugosa e marcas que sugerem lascamento intencional. Possivelmente era um machado polido que foi reutilizado para lascamento. Esta peça foi doada à escola por Cledinei Perazzoli. Segundo seu relato, o artefato foi encontrado durante atividades agrícolas em uma lavoura da região de Irakitan, no município de Tangará/SC.

Material lítico. Nº do tombo: 02. Largura: 2,2cm. Comprimento:6cm. Espessura:3,60 cm. Peso:7g.
O artefato consiste em uma ponta de flecha ou projétil bifacial com marcas de retoque. A superfície é bem trabalhada com bordas afiadas e formato simétrico, e possui um alto nível de precisão no trabalho de lascamento. Sugerindo seu uso como instrumento de caça ou arma. A peça tem coloração bege-amarelada. Esta peça foi doada à escola de Passo da Felicidade por seu ex-aluno, Gleidson Fritche, há mais de duas décadas. Conforme relato do doador, o objeto foi encontrado na comunidade de Floresta Caçador, no município de Tangará/SC.

Material lítico. Nº do tombo: MLL=03. Largura:1,7cm. Comprimento:5cm. Espessura:4,50 cm.
O artefato consiste em uma ponta de flecha ou projétil bifacial com marcas de retoque. Apresenta formato alongado com base recuada e extremidade pontiaguda, confeccionada por lascamento em material de coloração avermelhada. Sua simetria e precisão no acabamento indicam uma peça funcional utilizada em atividades de caça ou como arma. Esta peça foi doada à escola de Passo da Felicidade por seu ex-aluno, Rodrigo de Oliveira, há mais de duas décadas. Conforme relato do doador, o objeto foi encontrado durante atividades agrícolas em uma lavoura da região.

Material lítico. Nº do tombo: MLL=04. Largura:1cm. Comprimento: 5 cm. Espessura: 30 cm. Peso: 3 g.
O artefato consiste em uma ponta de flecha ou projétil produzida em quartzo leitoso com marcas de retoque. Apresenta formato alongado e pontiagudo, com entalhes laterais próximos à base. Possui uma coloração meio amarelada com nuances embranquecidas. As bordas são bem afiadas o que sugere seu uso como ferramenta perfurante. Também possui excelente simetria corroborando para a grande habilidade técnica na confecção. Está peça foi doada por Rodrigo de Oliveira. Segundo seu relato, o artefato foi encontrado durante atividades agrícolas em uma lavoura da região de Irakitan, no município de Tangará/SC. Essa flecha era utilizada na caça, onde era alvejada a veia jugular da caça. Depois da presa ser alvejada, o caçador seguia o rasto de sangue e tinha a caça e sua flecha, para utilizar posteriormente. Essa flecha é uma peça muito rara da nossa região.

Material lítico: Nº do tombo: 05. Largura: 1,9cm. Comprimento:1cm. Espessura: 30 cm. Peso 5 g.
O artefato é um fragmento lítico, possivelmente originado de lascamento. Apresenta formato curvo com bordas afiadas e superfície lisa em algumas áreas, sugerindo possível uso como raspador ou lâmina. A coloração é translúcida com tonalidade marrom acinzentada, típica de materiais como quartzo ou sílex, reforçando sua funcionalidade e utilidade. Não foi possível determinar o histórico e localização deste bem arqueológico.

Material lítico lascado. Comprimento: 7cm. Largura: 4cm. Espessura: 0,50cm. Peso: 28g.
Essa flecha foi encontrada na comunidade de Marari em outubro de 2024, pelos meus alunos Jéssica Walter da Rosa e Jean Walter da Rosa, no município de Tangará, na Mesorregião Oeste de Santa Catarina. Esse artefato a família preserva em sua propriedade com o objetivo de preservar e para futuros estudos arqueológicos na comunidade.

Material lítico. Comprimento: 3cm. Largura: 2cm. Espessura: 2 cm. Peso: 8g.
O artefato lítico apresenta características de um peso de rede. Pode ser também um amolador.

a autora. Esse machado, eu(Vera Lúcia Breyer) encontrei na propriedade de Werner Breyer. No município de Rio das Antas. SC. BR. Materal Lítico Lascado. (M.L.L.). Comprimento: 23 cm. Largura: 12 cm. Espessura: 3,50 cm. 1.237 kg. Esse artefato guardo com os demais artefatos arqueológicos que sou detentora.

a autora.Esse aretetato arqueológicié uma “mão de pilão”. Material lítico polido (M.L.P.) Comprimento:25 cm. Largura: 15 cm. Espessura: 12 cm. Peso:5.100 kg. Esse artefato tinha um tamanho bem maior . Era utilizado para triturar grãos e raizes.
Amuletos
Os artefaros arqueológicos encotrados no Oeste de Santa Catarina. Brasil. Não são apenas utensílios, feramentas de caça e pesca. São artefatos arqueológicos de diversos formatos, como: animais mamíferos, peixes, répteis e batráquios.
A Regiâo Oeste de Santa Catarina, principalmente no vale do Rio do Peixe. Também conhecido como “O Vale do Contestado”. Onde ocorreu um grande conflito conhecido como:
Guerra do Contestado.(1912-1916).
Desde o fim do século XIX, Paraná e Santa Catarina disputavam na justiça a posse de um território de 48 mil km². O Paraná reclamava uma divisão territorial provisória do tempo do Império, enquanto Santa Catarina argumentava que havia colonizado as terras em questão.
O conflito se agravou com a concessão de terras pelo governo brasileiro auma empresa dos Estados Unidos, a BRAZIL RAILWAY Company, incumbida de costruir a estrada de ferro entre as cidades de Itararé, em São Paulo, e Santa Maria, no Rio Grande do Sul. Como contrapartida, a em presa poderia explorar uma faixa de 30 km ao longo da ferrovia (15 km de cada lado). As famílias que viviam nessas terras foram expulsas e se revoltaram.
Nesse contexto surgiram muitos líderes espirituais, como o monge José Maria, tornando o movimento com fundamentos messiânicos. Que foi morto em 1912, fato que reforçou ainda mais a disposição para a luta de seus seguidores.
No inicio de 1900, até 1912, viviam muitos povos remanescentes indígenas em todo o Oeste catarinense. Os povos remanescentes dos povos nativos cultuavam e cultuam até a atualidade a crença: “Do animal guia”.
Um dos exemplos é do monge João Maria:

O monge João Maria era um andarilho que surgiu na região Oeste catarinense, vindo pela estrada de ferro do estado do Rio Grande do Sul. Era e ainda é considerado santo por descendentes dos caboclos da região. O monge segundo, seus devotos tinha o seu animal guia, a “jaguatirica”. O seu gorro era confeccionado com a pele desse animal. Alguns relatos contam que a noite ele se transformava numa jaguatirica e vagava por toda a floresta dos pinhais catarinense. O monge João Maria até a atualidade é considerado um “Santo” e muitos ainda são devotos ao monge. As histórias sobre os “animais-guias” ainda se fazem muito presentes em nossas comunidades. O messianismo, ainda está muito presente em nossas comunidades. Onde ainda rezamos para o “Monge João Maria”.
Mas os amuletos, não estão associados nem ao período da colonização do Oeste catarinense. Também não podemos atribuir esses objetos aos remanescentes indígenas que ocupavam a região. Quando os colonizadores europeus chegaram a região Oeste catarinense.
Uma das hipóteses é que esses amuletos sejam objetos confeccionados com fins ritualísticos. Pelos primeiros povoadores, os habitantes das cavernas e das casas subterrâneas.

O zoolito apresenta características da cabeça de um animal. A finalidade do Imagem nº1) Material lítico. Comprimento: 7cm.: 5cm. Espessura: 2cm. Peso: artefato, provavelmente era de rituais religiosos. 141g.

Material lítico. Comprimento: 9cm. Largura: 4cm. Espessura: 2cm. Peso:114g.
O artefato apresenta o olho do animal esculpido em destaque. Provavelmente um artefato utilizado como amuleto. Em rituais religiosos.

Material lítico. Comprimento: 5cm. Largura:3cm. Espessura: 1cm. Peso: 36g.
O artefato arqueológico aparenta ser uma escultura com o formato de um peixe. Provavelmente utilizado como amuleto. Em rituais religiosos.

Material lítico. Comprimento: 9cm. Largura: 3,5cm. Espessura:1,5cm. Peso: 93g.
O artefato lítico foi confeccionado em forma de batráquio. Provavelmente utilizado como amuleto, nos rituais religiosos.

Material lítico. Comprimento: 5cm. Largura: 3cm. Espessura: 2cm. Peso: 64g.
O artefato lítico, apresenta, uma pintura, com traços bem definidos em tons de vermelho e branco. Provavelmente era um objeto utilizado com fins ritualísticos.

Material lítico. Comprimento: 5cm. Largura: 3cm. Espessura: 2cm. Peso: 64g.
O artefato lítico, apresenta, uma pintura, com traços bem definidos em tons de vermelho e branco. Provavelmente era um objeto utilizado com fins ritualísticos.

Material lítico. Comprimento:5cm. Largura: 3cm. Espessura: 1,6cm. Peso: 50g.
O artefato lítico é um amuleto. Provavelmente utilizado em rituais religiosos.

Material lítico. Comprimento: 5cm. Largura:2cm. Espessura: 1cm. Peso: 20g.
O artefato lítico foi esculpido em forma de batráquio. Provavelmente utilizado como amuleto. Em rituais religiosos.

Material lítico. Comprimento: 5cm. Largura:2cm. Espessura: 1cm. Peso: 20g.
O artefato lítico foi esculpido em forma de batráquio. Provavelmente utilizado como amuleto. Em rituais religiosos.

Material lítico. Comprimento: 8cm. Largura: 2cm. Espessura: 1,4cm. Peso: 63g.
O artefato lítico é um virote. Utilizado para caça de aves. O artefato deixa dúvidas quanto a funcionalidade. O artefato, também pode ser um artefato de adorno, ou um amuleto, utilizado em rituais religiosos

a autora. O artefato é um amuleto. Comprimento: 20 cm. Largura: 6 cm. Espessura: 5 cm. Peso: 1.013 kg.
O artefato provavelmente era utilizado em rituais religiosos.
Cerâmicas
As cerâmicas encontradas na Mesorregião Oeste de Santa Catarina associam-se diretamente às casas subterrâneas. Podem ser classificadas em:
Cerâmicas lisas;
Cerâmicas decoradas;
Cerâmicas pintadas.
Nos locais onde foram encontradas existem vestígios das casas subterrâneas, onde é possível haver uma relação de que os habitantes das furnas também sejam povos que produziram e utilizaram as cerâmicas.

Número do tombo M.C(Material Cerâmico) =01. Largura:53mm. Comprimento:7,7cm. Espessura:18mm. Peso:6,4 g.
O artefato é um fragmento cerâmico de coloração alaranjada, de textura áspera e pequenas inclusões minerais em sua superfície. Aparentemente, não há evidências de decoração ou pintura, indicando que poderia ser parte de um utensílio simples, como um pote.
Essa cerâmica foi uma doação de Ronaldo Castanha, em 2024, ele encontrou esse fragmento na área rural na comunidade de Irakitan, no município de Tangará. SC.

Número do tombo M.C:06. Largura:47mm. Comprimento:7,3cm. Espessura: 10mm. Peso:6,4g.
O artefato é um fragmento de cerâmica com bordas irregulares, coloração marrom e textura lisa em um dos lados. Aparentemente, não há evidências de decoração ou pintura, indicando que poderia ser parte de um utensílio simples, como um pote.
Este artefato foi doado para o projeto: Peças que contam, não tem data definida quando ele foi encontrado.

Nº do tombo: M.C 02. Largura 54mm. Comprimento:7,7cm. Espessura: 6mm. Peso: 19 g.
A peça é um fragmento de cerâmica com bordas irregulares contendo um orifício de suspensão, possivelmente produzido para fixação ou encaixe. A superfície externa apresenta coloração variada, indo de tons alaranjados a marrons escuros, com textura levemente áspera. O orifício sugere que o fragmento pode ser uma borda de um objeto funcional, como um recipiente perfurado ou elemento decorativo.
Essa peça é curiosa por conta do orifício. Acredito que o orifício era utilizado para passar um fio de cipó que servia como um cabo. O que facilitava o transporte do recipiente.

Nº do Tombo: M.C 03. Largura:32mm. Comprimento:3,5cm. Espessura: 8mm. Peso: 1º g.
O artefato é um fragmento de cerâmica com superfície decorada, possivelmente produzido por técnicas de impressão, como a “ponteada”, a partir da utilização de ferramentas com ponta. A peça tem coloração marrom clara e bordas irregulares, indicando ser parte da parede de um objeto maior, como um pote ou vaso cerimonial. A textura decorativa sugere preocupação estética, além de funcionalidade.
Esse pedaço de cerâmica é muito lindo em função dos detalhes em alto relevo. Imagino que tenha sido parte de um objeto especial, usado em momentos importantes. Acredito que a decoração tenha sido feita com a casca de tatu, demonstrando técnicas artísticas na decoração do artefato.

Nº do Tombo: M.C. 04. Largura:40mm. Comprimento: 5,8cm. Espessura:10mm. Peso: 21g.
O artefato é um fragmento cerâmico de formato irregular, com uma superfície decorada por linhas paralelas entalhadas, que também pode ser classificada como inciso intercruzado. As linhas decorativas indicam um propósito estético ou cultural, possivelmente como parte de um vaso ou recipiente usado em rituais ou no cotidiano.

Nº do tombo: M.C:08. Largura:43mm. Comprimento:2,9cm. Espessura:07mm. Peso:15g.
A peça é um fragmento de cerâmica com bordas irregulares e textura decorativa em relevo. A superfície é composta por pequenas marcas uniformes, podendo ser classificada como “ponteado arrastado”, possivelmente criado por impressão com ferramentas ou elementos naturais. Sugere-se que a peça seja parte de um recipiente ou utensílio decorativo utilizado no cotidiano.

Nº do tombo: M.C:09. Largura 04 cm. Comprimento:3,5cm. Espessura: 5mm. Peso: 13g.
A peça é um fragmento de cerâmica com bordas irregulares, decorado com um padrão de linhas diagonais e paralelas em relevo, simulando um desenho no formato ziguezague. Possui coloração marrom avermelhada e a textura é levemente áspera. A decoração aponta preocupação estética e técnica no processo de confecção.

Espessura:08mm. Peso:14g.
A peça é um fragmento de cerâmica com bordas irregulares e superfície decorada por linhas intercruzadas. A coloração é marrom homogênea, há marcas de fuligem na superfície interna e sugere-se que o objeto fazia parte de um recipiente ou utensílio, como um vaso ou panela. As marcas lineares podem ter função decorativa.

Nº do tombo: M.C=11. Largura:04 cm. Comprimento 5,4cm. Espessura: 0,8cm. Peso: 14g.
A peça é um fragmento de cerâmica com bordas irregulares e uma superfície decorada por linhas intercruzadas. A coloração marrom clara, combinada com a textura porosa, sugere que o artefato fazia parte de um recipiente maior, como um vaso ou panela.

Nº do tombo: M.C 12. Largura 05cm. Comprimento: 5,6 cm. Espessura: 0,8 cm. Peso:15 g.
A peça é um fragmento de cerâmica com bordas irregulares. Possui um orifício próximo da borda mais regular, o que indica ter sido produzida intencionalmente para fins de fixação ou encaixe. A superfície apresenta coloração marrom com textura áspera. A peça é parte de um utensílio ou recipiente.

Nº do tombo: M.C. 13. Largura: 3,5cm. Comprimento: 3,2 cm. Peso:09g.
A peça é um fragmento de borda cerâmica com formato irregular e um orifício centralizado. A superfície apresenta coloração marrom escura com textura áspera. O furo relativamente centralizado sugere uma possível funcionalidade como parte de um utensílio, suporte ou objeto de fixação. Há vestígios de marcas de uso de fuligem próximo a borda, na superfície externa.

Nº do tombo: M.C=14. Largura:6 cm. Comprimento:7,7 cm. Espessura:1,1 cm. Peso: 18g.
A peça é um fragmento de parede cerâmico com formato irregular e textura superficial áspera. A coloração é marrom-clara e não há presença de elementos decorativos, o que sugere que era parte de um recipiente ou objeto utilizado no cotidiano para fins mais práticos.

Nº do tombo: M.C. 15. Largura: 3,2cm. Comprimento: 3,3cm. Espessura:0,5cm. Peso: 9g.
A peça é um fragmento de parede de cerâmica com bordas retas e parte superior decorada. A superfície superior possui linhas paralelas, enquanto a porção inferior é lisa. A coloração é marrom e contém marcas de uso de fuligem na superfície interna. É provável que seja parte de um vaso ou recipiente utilizado em atividades cotidianas ou em festividades.

Nº do tombo: M.C: 17. Largura: 5,6cm. Comprimento: 4,4cm. Espessura:0,9cm. Peso: 11g.
A peça é um fragmento de borda de cerâmica em formato curvado. A superfície externa é lisa e possui uma modelagem na sua confecção conhecida como “brunido”. Já a superfície interna é levemente áspera e a modelagem para sua confecção é conhecida como “esfumaçamento”. A coloração da peça é marrom uniforme, não há presença de elementos decorativos e possivelmente era utilizada como recipiente para armazenamento ou preparo de alimentos.

Nº do tombo: M.C=18. Largura: 5,8cm. Comprimento: 3,1cm. Espessura:0,8cm. Peso: 11g.
A peça é um fragmento de borda cerâmica. A superfície externa é lisa e possui uma modelagem na sua confecção conhecida como “brunido”. Já a superfície interna é levemente áspera e a modelagem para sua confecção é conhecida como
“esfumaçamento”. A coloração é marrom clara e a textura interna levemente porosa, indicando que fazia parte de um recipiente, como uma tigela ou panela.

Nº do tombo: M.C= 20. Largura: 32cm. Comprimento: 3cm. Espessura:0,6. Peso:6g.
A peça é um fragmento de parede cerâmica de coloração marrom-clara. A superfície externa é decorada com incisões lineares paralelas, enquanto a superfície interna é mais porosa. Imagina-se que o objeto fazia parte de um recipiente como vaso ou panela.

Nº do tombo: M.C.21. Largura:57cm. Comprimento: 5,7. Espessura:0,7cm. Peso: 13g.
A peça é um fragmento de parede cerâmica, com superfície externa decorada por marcas lineares conhecidas como “ungulada”, enquanto a superfície interna foi produzida com a modelagem conhecida como “esfumaçamento”. Sua coloração é marrom-clara e possui textura áspera. Provavelmente a peça era parte de um recipiente ou vaso.

Nº do tombo: M.C=22. Largura 5cm. Comprimento: 6cm. Espessura: 8cm. Peso: 12g.
A peça é uma borda de fragmento cerâmica com textura levemente áspera. A coloração é marrom-clara, não há presença de elementos decorativos e há marcas de fuligem próximo a borda na superfície externa.

Nº do tombo: M.C:23. Largura: 4,9cm. Comprimento: 6,5cm. Espessura: 1cm. Peso: 14g.
A peça é um fragmento de parede cerâmica curvada. A coloração é marromclara e a textura da superfície é lisa. Não há presença de elementos decorativos e certamente a peça compunha parte de um objeto maior, como uma tigela ou pote.
As cerâmicas estão relacionadas com as casas subterrâneas, elas são encontradas próximas a essas construções.
Em toda a Mesorregião Oeste de Santa Catarina é possível afirmar que faziam parte do cotidiano dos habitantes das furnas.
Os Guardiões dos Vestígios Arqueológicos Do Oeste De Santa Catarina. Brasil.
O projeto busca resgatar, catalogar e preservar vestígios arqueológicos na mesorregião Oeste de Santa Catarina, Brasil, através da arqueologia preventiva. Estão sendo estudados artefatos arqueológicos líticos: pontas de flechas, lanças, e as “ mão de pilão”. Também foram encontrados na mesorregião vários amuletos e pingentes em forma de batráquias. A finalidade desses objetos ainda são um mistério. Será abordado na primeira parte, a identificação dos artefatos arqueológicos líticos. As casas subterrâneas e a relação com as cerâmicas.
Os “Guardiões dos Vestígios Arqueológicos do Oeste do Estado de Santa Catarina. Brasil”.
Esse trabalho busca a preservação dos vestígios arqueológicos. A criação de uma identidade voltada a importância da formação populacional da região. No projeto de “Educação Patrimonial”, apresento os guardadores de bens arqueológicos, os quais ainda não tem a sua importância reconhecida. E também um local apropriado para guarda-los.
O trabalho de preservação dos vestígios arqueológicos, que realizo na comunidade do Passo da Felicidade, no interior do município de Tangará, localizado no Meio Oeste do estado de Santa Catarina. Brasil, tem como objetivo preservar bens arqueológicos encontrados em toda a região do Meio Oeste de Santa Catarina.
O projeto iniciou no ano de 1992, quando comecei a lecionar a disciplina de História, na escola rural da comunidade do Passo da Felicidade. A Escola Municipal Maria Luiza Osório Zummer. No município de Tangará. SC.Br.
No período da colonização, até o início do século XX ainda não tinham pontes, nem estradas. Os tropeiros conduziam tropas de gado e também de porcos. A comunidade do Passo da Felicidade leva esse nome por causa da passagem, pelo rio Bonito, na divisa dos municípios de Tangará e Videira, que os tropeiros usavam para levar as tropas de gado, de Campos Novos até Videira. Nessa época veio morar no vale do Rio Bonito, a dona Felicidade Marquês, com sua família. O seu esposo sofreu um acidente, cortando um pinheiro, e faleceu. Dona Felicidade então transformou a sua residência numa pequena pousada. Os tropeiros, em períodos de chuvas, quando o rio Bonito transbordava, eles ficavam hospedados na pousada da dona Felicidade Marquês, esperavam o rio dar a passagem, que às vezes levava semanas. Os tropeiros então começaram a denominar essa passagem no rio Bonito como “Passo da Felicidade”.
Quando comecei a lecionar a disciplina de História, os alunos começaram a trazer os vestígios arqueológicos, alegando serem: “ Pedras de raio”, quando eles compreenderam que se tratavam de peças arqueológicas, e sua importância para a humanidade. Passaram a doar esses artefatos para que eu os guardasse, para futuramente, fazerem parte de um museu de arqueologia.
Mas o tempo passou e muitos artefatos arqueológicos foram doados, sem os cuidados necessários, para com esses objetos. E poucos com dados para saber quem foram os doadores.
Muitos anos se passaram, não foi construído o museu para esses vestígios. Na escola não eram preservados adequadamente. Então surgiu uma alternativa de preservar esses artefatos, com as famílias dos alunos que os encontraram. Então no início do ano de 2025, surgiu o grupo dos: “Guardiões dos Vestígios Arqueológicos da Mesorregião Oeste de Santa Catarina. Brasil.
O documentário será iniciado com as peças encontradas, por moradores da comunidade do Passo da Felicidade, no ano de 2026, e seguindo até o ano de 1991, quando iniciei, lecionando a disciplina de História, na escola Zummer, na comunidade do Passo da Felicidade, no interior do município de Tangará. SC. Br.

O aluno Tomaz Girardi Bavaresco. 7ºano do Ensino Fundamental da escola Municipal Zummer. Comunidade do Passo da Felicidade. Tangará. SC. Br.
A mão de pilão, encontrada na propriedade da família do Thomás, na comunidade: Sede dos Izidros, no interior do municipio de Tangará, no estado de Santa Catarina.Brasil. É um instrumento confeccionado em rocha ígnea. Peso: 7kg. Comprimento:45cm. Largura: 19cm. Espessura: 7,5cm.
Os artefatos encontrados em toda a região do Meio Oeste de Santa Catarina.Br. Apresentantam características do período do Peistoceno e o Holoceno. São peças únicas e apresentam características diferenciadas.

O aluno Vitor Hugo Bortolini. 6º ano encontrou várias peças arqueológicas na propriedade de sua família, localizada na comunidade de Irakin. No interior do município de Tangará. O artefato que ele mostra na imagem, uma rocha ígnea, é uma mão de pilão. Peso: 2,900kg. Comprimento:31cm. Largura: 10cm. Espessura:4,5cm.


O aluno Vitor Hugo Bortolini, também apresenta grande curiosidade, sobre os estudos na área de arqueologia. Apresenta a sua interpretação de como as preguiças gigantes teriam escavado a caverna da comunidade de São Marcos. Em Tangará. SC. BR.
Os estudantes da comunidade do Passo da Feliciade, no interior do município de Tangará, no estado de Santa Catarina.Brasil. Tem o privilégio de conviverem em um local com muitas riquezas arqueológicas. Mas sem um local adequado para estudar e armazenar todos esses artefatos. A solução encontrada foi que cada morador que encontrasse um artefato arqueológico, o cuidaria e o preservasse, em sua residência. Já que não é possível deixar nas áreas onde foram encontrados, que são terras utilizadas para o plantio.
Nesse projeto de preservação dos artefatos arqueológicos, sempre trabalho as leis que envolvem a preservação e a manutenção dos locais onde foram encontrados. Existem muitos mitos sobre a desapropriação de terras, quando são encontrados artefatos arqueológicos. Também ocorreu a venda de peças anos atrás.
Conhecer a própria história é uma necessidade vital para nos identificar no presente. Um povo desvinculado do seu passado é um povo sem começo e sem perspectivas de fim. Estudar a história, origens e evolução do homem da Mesorrêgião Oeste de Santa Catarina.É uma tarefa de grande importância para as gerações do presente e para as
futuras. Se o homem é um projétil, que se lança para a frente, e cuja direção indica seu caráter, conhecer a origem, é dever imperioso, com vistas ao alvo.
As populações indígenas citadas que prescederam os homens pré-históricos, são os “Xokleng” e os “Kaigang”.
Essas populações indígenas encontradas na região Oeste catarinense, no período da colonização, não dominavam as técnicas de produção de artefatos encontrados.
Comprometida com a preservação dos artefatos arqueológicos, iniciei o estudo sobre o assunto, buscando a base teórica das leis que buscam a preservação desses bens.
As cartas patrimoniais, documentos que fornecem fundamentação teórica critica para que os bens culturais sejam preservados como documentos filedignos e atuarem como suporte do conhecimento e da memória coletiva e como tambémestabelecem bases éticas profissionais e morais para trabalhar com a preservação desses artefatos arqueológicos encontados em toda a Mesorrêgião Oeste catarinense.
A Carta de Brasília, de julho de 2010. Utilizei para me orientar e uniformizar as práticas em torno da proteção dos bens culturais encontrados na região. Nessa carta cita: “O indivíduo é o sujeito principal para a valorização do patrimônio”. A partir dessa citação surgiu uma forma diferente de preservar esses artefatos com os indivíduos que os encontraram.
O patromônio é um componente do desenvolvimento social que tem como objetivo a sustentabilidade, satisfazendo as necessidades do presente sem comprometê-lo no futuro. Entretanto, sustentabilidade como justiça social, aceitação da diversidade cultural, correlação ecológica e viabilidade econômica.
Todos somos responsáveis pela preservação do patrimônio arqueológico da nossa região. O projeto: Guardiões dos Vestígios Arqueológicos da Mesorrêgião Oeste de Santa Catarina. Busca a preservação, o estudo e o despertar de uma nova visão de como podemos analisar os primeiros povoadores nos períodos mais remotos da humanidade.
Na Carta de Brasília destaca a gestão do patrimônio implica a participação ativa e o desenvolvimento das comunidades, cumprindo o papel essencial na formação das identidades de cada comunidade. Na comunidade do Passo da Felicidade, é muito visível que os membros, não criaram uma identidade , que abrange todas as culturas. As identidades dos imigrantes, principalmente dos italianos e alemães, são as que a comunidade identifica como formadoras das tradições locais. Ignorando a contribuição dos caboclos e toda história que envolve a cultura cabocla. O termo utilizado: “Caboclo” se refere a miscigenação de índios com brancos.

A estudante Thais Maria Soares Klipel, do 3ºano do Ensino Médio, apresenta o artefato arqueológico, que ela localizou na propriedade da sua familia, na linha “Flor da Serra”, no distrito de Irakitan. No interior do município de Tangará.SC. BR.
O artefato arqueológico arqueológico que ela apresenta, foi confeccionado em rocha ígnea. Peso: 184g. Comprimento: 10 cm. Espessura: 3 cm.

Depois de catalogadas os vestígios arqueológicos, eles são entregues ao Guardião, que será o responsável de pretegê-lo. Também está sendo feito um “Livro Tombo”, onde consta a imagem do “guardador”, e uma cópia do certificado de cada artefato catalogado. Como por exemplo, a aluna Thais Maria Soares Klipel.

O aluno Vinicios José Fiorelli Stirma apresenta o artefato arqueológico que foi encontrado na propriedade da família , localizada na comunidade: “Sede dos Izidros”, no interior do município de Tangará. SC. BR.

O aluno do 8ºano, Gabriel Zerene Vaz, do Ensino Fundamental, da escola Zummer, na comunidade do Passo da Felicidade. No interior de Tangará. Mostra os artefatos que ele encontrou na propriedade de sua família, localizada na comunidade do: “Bocó Rapado”, no interior do município de Videira. SC. BR.

A aluna Bruna Sasset Gemo, está apresentando o seu machado, que encontrou na propriedade de sua família. Na linha Lurdes, interior de Tangará.
Material Lítico Lascado: Comprimento: 9,5 cm. Largura: 6 cm. Peso: 484g. Espessura:4,6cm.

Material Cerâmico encontrado pelo professor Ilái Lazarotto, que encontrou esse fragmento de cerâmica em sua propriedade, na comunidade de Irakitan. Tangará.SC. BR. Comprimento: 7cm. Largura: 6,6cm. Espessura: 0,7mm. Peso: 44g.

A aluna Eloísa de Oliveira, do 9ºano, apresenta os artefatos arqueológicos encontrados na propriedade de sua família, na comunudade de “Lurdes”. No município de Tangará.

A aluna Yasmin Maria Felchilcher Denardi, 7ºano apresenta o machado litico, encontrado na propriedade da sua família. Na “Linha Gemo”. No distrito de Irakitan. No municipio de Tangará. SC. BR.

O professor Ivan Cordeiro, leciona Educação Fisica, na escola Zummer, na comunidade do Passo da Felicidade. Tangará. SC. BR. O machado que ele guarda é :
Material litico polido. Comprimento:37 cm. Largura: 6 cm. Espessura: 5 cm.Peso: 2,100 kg.

O machado que o aluno Victor Ariel Perazzoli, aluno do 8ºano do Ensino Fundamental da escola Zummer, apresenta, foi uma doação do seu pai, o senhor Cledinei Perazzoli. A mais de 30 anos. Quando era aluno da escola Zummer, no Passo da Felicidade. Sua esposa Daiane Perazzoli, que também foi aluna da escola Zummer, Acreditam na importância do projeto; “Guardiões dos Vestígios Arqueológicos do Meio Oeste de Santa Catarina”. Uma forma não convencional de preservar nossas riquezas arqueológicas. Mas já apresentam alguns resultados significativos. O artefato arqueológico está catalogado no álbum: “Peças que Contam”, idealizado pela
ARQUEO-PROJECT.

Esses artefatos arqueológicos foram encontrados na Linha Floresta do Caçador, no
Município de Tangará na Mesorregião Oeste de Santa Catarina. As alunas Letícia Zornitta Pan e Maria Antônia Carlesso Rampon da escola Zummer, preservam esses artefatos, em sua comunidade com o objetivo de preservar e realizar futuros estudos arqueológicos nesses locais.

Essa flecha foi encontrada na comunidade de Marari em outubro de 2024, pelos meus alunos Jéssica Walter da Rosa e Jean Walter da Rosa, no município de Tangará, na Mesorregião Oeste de Santa Catarina. Esse artefato a família preserva em sua propriedade com o objetivo de preservar e para futuros estudos arqueológicos na comunidade.
. Os alunos Jean e Jéssica Walter da Rosa, são os guardiões da flecha apresentada na imagem. A mãe deles a encontrou, quando estava trabalhando em sua horta na comunidade de Marari. (Combinação de Mará +ry = significa –a feiticeira, a filha do pajé que faz o mal.RY- mairy- Povoado francês. Marari- Povoado da feiticeira francesa ou povoado da francesa).

. Os alunos Jean e Jéssica Walter da Rosa, são os guardiões da flecha apresentada na imagem. A mãe deles a encontrou, quando estava trabalhando em sua horta na comunidade de Marari. (Combinação de Mará +ry = significa –a feiticeira, a filha do pajé que faz o mal.RY- mairy- Povoado francês. Marari- Povoado da feiticeira francesa ou povoado da francesa).
Essa pintura, baseada no trabalho realizado pelo arqueólogo Roberto Gambassi, do
ARQUEOPROJECT, Projetos e Pesquisas, na Escola Básica Municipal Maria Luiza Ozório Zummer, a aluna Tainara Colombo Debastiani, juntamente com a aluna Thais Maria Soares Klipel.
Confeccionaram o painel: Pinturas rupestres.
Nesse ano de 2026, a aluna Tainara Colombo Debastiani, está cursando o 3º ano do Ensino Médio, na comunidade do Passo da Felicidade. No interior de Tangará. SC. BR. A anula demonstra um grande talento para o desenho, onde ela realizou a reprodução de artefatos encontrados na comunidade do Passo da Felicidade.

A aluna Tainara Colombo Debastiani, desenhando a flecha dos “Guardadores”, Jean e Jéssica Walter da Rosa.

Atividades realizadas com o 6º ano. Escola Zummer. 2026.
O indivíduo é o sujeito principal para a valorização do patrimônio. O patrimônio é um componente do desenvolvimento social, que tem como objetivo a sustentabilidade, satisfazendo as necessidades do presente sem comprometê-lo no futuro. Entretanto sustentabilidade como justiça social, aceitação da diversidade cultural, correção ecológica e viabilidade econômica. (Carta Patrimonial de Brasília- julho de 2010.)

Os alunos do 6º ano confeccionando artefatos arqueológicos em argila. Eles também tem o privilégio de comparar o trabalho deles com artefatos arqueológicos de milhares de anos. E reconhecer nas terras que eles vivem esses artefatos. Tornando esses jovens em “Guardiões”. O que os transforma em grandes preservadores do meio ambiente e de nossa história, que está sendo reconstruída, mais completa e justa. Existem fatos do passado que não é mais possível mudar. Mas podemos contar ela de uma forma mais completa e justa, mostrando a grande contribuição dos primeiros povoadores do Oeste catarinense.
Os alunos confeccionando peças arqueológicas em argila. E a atividade concluída. Juntamente com artefatos encontrados na comunidade.
O painel confeccionado pelos alunos, quando foi retirado, foi dividido, e cada aluno levou para casa, para guardar.
CENTRO DE ARQUEOLOGIA-UNOES- Joaçaba. SC. BR.
Visita ao Centro de Arqueologia na UNOES (Universidade do Oeste de Santa Catarina). Com a turma do 9º ano da escola Zummer. E alguns dos Guardiões. Onde eles compararam artefatos arqueológicos com os que eles possuem e preservam.
O s alunos em um dia de estudo na UNOES- Joaçaba. SC. BR.
ARQUEOPROJECT– Projetos e Pesquisas.
Projeto: Pitiguari
O projeto: PITIGUARÍ tem o nome de uma ave passeriforme da família Vireonidae, famosa por seu cato alto e melodioso. Também chamada de “Gente-de-fora”, devido ao som que emite. Mede cerca de 16 cm. Apresenta uma plumagem pardoesverdeada, com uma marcante sobrancelha e um bico robusto.
Em 2022, iniciou a construção de duas linhas de transmissão na região Oeste do estado de Santa Catarina.
A Linha de Transmissão (LT) 230 kV Abdon Batista- Videira C1 e C2- CD e linha de Transmissão (LT) 230 kV Abdon Batista- Barra Grande C3-CS, no estado de Santa Catarina.
Em 2023, chegaram ao município de Tangará e a comunidade do Passo da Felicidade, os arqueólogos do ARQUEOPROJECT- Projetos e Pesquisas.
O que muitos pensavam ser algo que somente seria um investimento para desenvolver a região e suprir as necessidades hidrelétricas das agroindústrias. Foi o início de um trabalho de valorização, preservação e estudos de artefatos arqueológicos de toda a Mesorregião Oeste do Estado de Santa Catarina.

Atividades realizadas com o 6º ano. Escola Zummer. 2026.
Os arqueólogos fotografaram vários artefatos, pediram informações sobre locais onde foram encontrados esses artefatos. Com as informações que coletaram, através da ARUEOPROJECT, elaboraram um folheto explicativo e enviaram para a escola. No ano de 2023, o arqueólogo Roberto Pilade Gambassi Junior, veio trazer o folheto. Também realizou uma entrevista comigo, onde eu relatei como esses artefatos foram encontrados. Nesse mesmo ano , no mês de setembro, os arqueólogos Maurício Rocha Ribeiro Monteiro e Filipe Costa Silva, a pedido do arqueólogo Roberto Pilade Gambassi Junior, se deslocaram até o município de Videira, onde levaram dois artefatos que a equipe recebeu de moradores da Mesorregião, não conseguimos identificar os doadores.

Os alunos do 6º ano confeccionando artefatos arqueológicos em argila. Eles também tem o privilégio de comparar o trabalho deles com artefatos arqueológicos de milhares de anos. E reconhecer nas terras que eles vivem esses artefatos. Tornando esses jovens em “Guardiões”. O que os transforma em grandes preservadores do meio ambiente e de nossa história, que está sendo reconstruída, mais completa e justa. Existem fatos do passado que não é mais possível mudar. Mas podemos contar ela de uma forma mais completa e justa, mostrando a grande contribuição dos primeiros povoadores do Oeste catarinense.
No ano de 2023, no mês de setembro, os arqueólogos Maurício Rocha Ribeiro Monteiro e Filipe Costa e Silva, a pedido de Roberto Pilade Gambassi Junior, se deslocaram até o município de Videira, onde levaram dois artefatos que a equipe recebeu de moradores da região, não conseguimos identificar os doadores.
No ano de 2023, o arqueólogo Roberto, da ARQUEOPROJECT, sugeriu uma
palestra na escola Zummer, que foi realizada em agosto de 2024. O arqueólogo Roberto palestrou sobre: A importância da preservação de vestígios arqueológicos. Como proceder ao encontrar artefatos arqueológicos. Também trouxe um drone, onde demonstrou para os alunos como funciona esse equipamento, muitos não conheciam. Também realizou filmagens aéreas da comunidade do Passo da Felicidade.
A palestra foi realizada em dois momentos:
A primeira palestra no período matutino com o 6º ano da escola Zummer e os alunos do 1º e 2º ano do ensino médio da extensão da escola Mater Salvatoris de Tangará.
No período vespertino com as turmas do 7º, 8º e 9º ano.

Os alunos confeccionando peças arqueológicas em argila. E a atividade concluída. Juntamente com artefatos encontrados na comunidade.

O painel confeccionado pelos alunos, quando foi retirado, foi dividido, e cada aluno levou para casa, para guardar.

O s alunos em um dia de estudo na UNOES- Joaçaba. SC. BR.
O arqueólogo Roberto Pilade Gambassi, no município de Videira, quando realizamos a catalogação dos artefatos arqueológicos, que eu sou a guardiã.
Quando realizamos as atividades com os alunos, na comunidade do Passo da Felicidade, seu Roberto sugeriu a elaboração de um álbum arqueológico intitulado: Peças que contam: Álbum arqueológico da professora Vera Lúcia Breyer. Com o apoio do grupo ARQUEO.
Através da pesquisa na área de arqueologia, encontrei uma forma de motivar os alunos a preservar os vestígios arqueológicos encontrados na região do Meio Oeste de Santa Catarina.
Nesse ano de 2025, iniciei o Projeto: Guardiões dos Vestígios arqueológicos. Muitos alunos já estão envolvidos, como familiares que estão preservando esses artefatos.
Como já posso citar o exemplo dos alunos e familiares envolvidos no projeto: Guardiões dos Vestígios Arqueológicos da Região Oeste de Santa Catarina. Brasil.
Nesse ano de 2025, no dia 19 de fevereiro, pela primeira vez, eu participei de uma escavação arqueológica preventiva, realizada no município de Anita Garibaldi. Realizada pelo grupo: ARQUEOPROJECT-Projetos e Pesquisas. A equipe liderada pelo gestor Lucas
Pereira Santana. Os arqueólogos: Roberto Pilade Gambassi Junior, Gabriela de Andrade Monteiro e Deyse Oliveira de Carvalho. Mostraram como é feita uma escavação arqueológica preventiva, todos os cuidados que são necessários para realizar essas escavações e as leis que protegem esses patrimônios arqueológicos.
O arqueólogo Roberto Pilade Gambassi Junior afirmou que: “Após a realização dessa escavação, o local vai ser isolado, para que futuramente, outras equipes possam estudar esse local, onde nessa escavação foi realizada e onde encontramos fragmentos de cerâmicas”






Imagens da escavação realizada no município de Anita Garibaldi, no estado de Santa Catarina. Brasil. Pela ARQUEOPROJECT. Projetos e Pesquisas. Quando participei pela primeira vez de uma escavação arqueológica, liderada pelo Escavador: Roberto Pilade Gambassi.


A LT 230 KV, Abdon Batista- Videira C1 e C2-CD. Concluída e em funcionamento. A imagem representa as linhas de transmissão na comunidade de Aparecida, no interior do município de Videira. Na divisa com o município de Tangará, onde está localizada a escola Zumer, no Passo da Felicidade. No estado de Santa Catarina. Brasil.
SCIENTIA- Consultoria Científica
Projeto: Graúna. O nome do projeto refere-se a uma espécie de ave silvestre (Gnorimoposar- chopi). Conhecido como: Pássaro preto, chico preto e arranca-milho. Reconhecido por sua plumagem e olhos totalmente pretos. É famoso na fauna nacional por possuir um dos cantos mais belos, melodiosos e assoviados. É uma espécie que sofre com o tráfico de animais silvestres, devido a sua beleza e considerado um dos mais melodiosos do Brasil.
O grupo de arqueólogos que realizaram o estudo de impacto ambiental na região Oeste de Santa Catarina. Brasil apresentam um estudo muito diferenciado em construções, conhecidas como “Taipas”. E que essas construções apresentam uma relação com as casas subterrâneas, encontradas na região.
O relatório de Avaliação de Impacto ao Patrimônio Arqueológico da LT 525 KV.
Abdon Batista 2- Curitiba. Oeste C1, CS-SC-PR.
Quando recebi a visita dos “escavadores”, os arqueólogos da SCIENTIA- Consultoria Científica. Mayara Santos Costa, Laiane Ribeiro, Iranildo Silva Lima e Deivid Alcantâra Barbosa. No dia 20 de agosto de 2025. Na escola do Passo da Felicidade, em Tangará.
Os escavadores foram conhecer os artefatos arqueológicos que eu guardo e
pesquiso a muitos anos. Nesse encontro, um momento muito grande de compartilhamento de nossas pesquisas. Eu conheci o levantamento do estudo sobre as “Taipas”, que no projeto “Graúna”, foram classificadas como construções feitas pelos primeiros povoadores da região. E que essas construções tem uma grande relação com as casas subterrâneas.
Quando eu observei as imagens que os arqueólogos mostraram. É possível
observar grandes semelhanças entre essas construções, apresentadas no projeto “Graúna”, com as taipas construídas próximo ao Rio do Peixe, no município de Rio das Antas. No Oeste de Santa Catarina. Com essas informações eu solicitei algumas imagens a SCENTIA Consultoria Científica, onde entrei em contato com a gestora Ana Lúcia Herberts. Que enviou o Relatório de Impacto ao Patrimônio Arqueológico. Realizado pela SCIENTIA.
As imagens, são um pequeno comparativo de construções de taipas no Oeste de Santa Catarina. Brasil.

A imagem mostra uma construção de Taipas, localizadas no município de Rio das Antas. SC. BR. Na propriedade do senhor Ivo Dietrich Breyer. Nesse local, é possível identificar, além das construções entaipadas, a construções de terraços e casas subterrâneas.



Comparando as imagens de Rio das Antas, com as imagens do: Projeto GRAÚNA.

A LT 230 KV, Abdon Batista- Videira C1 e C2-CD. Concluída e em funcionamento. A imagem representa as linhas de transmissão na comunidade de Aparecida, no interior do município de Videira. Na divisa com o município de Tangará, onde está localizada a escola Zumer, no Passo da Felicidade. No estado de Santa Catarina. Brasil.


A imagem mostra uma construção de Taipas, localizadas no município de Rio das Antas. SC. BR. Na propriedade do senhor Ivo Dietrich Breyer. Nesse local, é possível identificar, além das construções entaipadas, a construções de terraços e casas subterrâneas.

Comparação das Taipas.


Comparando as imagens de Rio das Antas, com as imagens do: Projeto GRAÚNA.


Panfleto, da equipe da Scientia Consultoria Científica.


Comparação das Taipas.

A visita do grupo de arqueólogos da Scientia- Consultoria Científica, na comunidade do Passo da Felicidade. Tangará. SC. BR.
O trabalho que a ARQUEOPROJECT-Projetos e Pesquisas, e a SCIENTIA-
Consultoria Científica, trouxe a comunidade do Passo da Felicidade, uma nova perspectiva de desenvolvimento sustentável as comunidades rurais, como está sendo realizado na escola Zummer. Os Guardiões e toda a comunidade buscam a preservação dos vestígios arqueológicos.
Na Carta Patrimonial de Brasília- julho de 2010 cita: “ Um maior respeito com os
direitos ao Patrimônio, que diz ao usufruto e acesso. Maior Inclusão. E identificação e
registros de memórias, culturas étnicas e populares, enfatizando as questões ambientais. Ampliando espaços de atuação de comunidades culturais na gestão dos seus próprios bens”.
Mostra a importância da conciliação do desenvolvimento das comunidades com
a preservação dos bens arqueológicos, e o meio ambiente
XXVIII- CONGRESSO INTERNACIONAL DE ANTROPOLOGIA DE IBERO-AMÉRICA:
Patrimônio, Cultura e Cultura.
I CONGRESSO INTERNACIONAL DE PATRIMÔNIO E PAISAGEM CULTURAL:
Conhecer para pertencer.
No ano de 2024, participei do XXVII- Congresso Internacional de Antropologia de IBERO-AMÉRICA: Patrimônio, Cultura e Identidade, no município de Salto Veloso, realizados nos dias: 27,28,29 e 30 de maio. No estado de Santa Catarina.

A imagem mostra o “ Moinho” do município de Salto Veloso, no estado de Santa Catarina. Brasil.

Vestígios Arqueológicos do Oeste Catarinense. No município de Salto Veloso.

Panfleto, da equipe da Scientia Consultoria Científica.

XXVIII Congresso Internacional de Antropologia de Ibero-América.

Imagem da cachoeira localizada no município de Salto Veloso. Próximo ao moinho.

Vera Lúcia Breyer e Andréia Cristina Valer (minha filha), médica veterinária, que realiza a pesquisa da Paleontologia da Região Oeste de Santa Catarina. Brasil.

Imagem da passarela, no riacho, no município de Salto Veloso.

No Auditório De Eventos Antônio Ferronato.

XXIX- CNGRESSO INTERNACIONL DE ANTROPOLOGIA DE IBERO-AMÉRICA.
VI SEMINÁRIO DE PESQUISA EM REDE INTERNACIONAL.
Olhar Antropológico, para a Educação, cultura e Diversidade.
No ano de 2025, participei do XXIX- Congresso Internacional de Antropologia De IBERO-AMÉRICA. VI SEMINÁRIO DE PESQUISA EM REDE INTERNACIONAL: Olhar antropológico para a educação, cultura e diversidade. Em ambos os congressos palestrei sobre: Vestígios Arqueológicos encontrados na região Oeste de Santa Catarina. Como os vestígios são estudados na comunidade do Passo da Felicidade, no município de Tangará, no estado de Santa Catarina. Brasil. Nos dias: 29, 30 e 31 de maio de2025. Na cidade de Inhumas, no estado de Goiás.

XXVIII Congresso Internacional de Antropologia de Ibero-América.

Imagem da cachoeira localizada no município de Salto Veloso. Próximo ao moinho.

Vera Lúcia Breyer e Andréia Cristina Valer (minha filha), médica veterinária, que realiza a pesquisa da Paleontologia da Região Oeste de Santa Catarina. Brasil.

Imagem da passarela, no riacho, no município de Salto Veloso.

No Auditório De Eventos Antônio Ferronato.

“Vestígios Arqueológicos no Oeste de Santa Catarina. Brasil”. Na cidade de Inhumas. Goiás. BR.

No estado de Goiás conhecemos as tradições locais, e partilhamos as nossas tradições, como o “chimarrão” que sempre nos acompanha. Como nosso trabalho de pesquisa.
Conclusão
O meu trabalho apresentado nesse artigo em primeiro lugar busca a preservação de artefatos arqueológicos da Mesorregião Oeste do estado de Santa Catarina. Brasil.
Em toda a minha caminhada como professora, historiadora e guardadora dos artefatos arqueológicos da região Oeste de Santa Catarina. Sempre acreditei que o conhecimento científico deveria estar associado ao cotidiano, principalmente nas escolas, dentro das salas de aula. E que o conhecimento científico, a pesquisa em todas as áreas deve estar presente no cotidiano, principalmente das crianças e jovens.
A Educação Patrimonial, nas escolas deveria fazer parte do nosso cotidiano, e um fator de orgulho de estudar e pesquisar as nossas raízes. Mas ainda não é uma realidade na nossa região. Muitos bens arqueológicos e históricos são destruídos, todos os anos.
A região Oeste de Santa Catarina apresenta muitos sítios arqueológicos e artefato, que são encontrados com grande frequência. A escola Zummer, na comunidade do Passo Da Felicidade, no município de Tangará. SC. Uma escola que recebe alunos de várias comunidades do interior do município, encontram artefatos arqueológicos, que em razão de identificarem a importância desses bens orientam os familiares a preservar esses artefatos, que até no ano 2025 eram entregues aos meus cuidados.
Os locais onde encontramos vestígios de sítios arqueológicos, os proprietários são orientados, a transformar esses locais em reserva legal. O que possibilita a preservação, evitando a destruição e o desaparecimento, as casas subterrâneas são exemplos.
Os artefatos arqueológicos, desde o ano de 2025, estão sendo catalogados e fazem parte do projeto: Guardiões dos Vestígios Arqueológicos da Mesorregião Oeste de Santa Catarina. Br.
Agradeço em especial a todos os meus alunos que tem o mesmo objetivo em preservar os artefatos e locais arqueológicos. E a todos os que foram meus alunos e compreenderam a importância de preservar e estudar o passado. Através de artefatos arqueológicos que a comunidade do Passo da Felicidade, no município de Tangará tem o privilégio de possuir. E que esse nosso projeto seja o motivo de estudos, pesquisas e um incentivo para as próximas gerações.
Aos arqueólogos da ARQUEOPROJET. Projetos e Pesquisas, e Scientia. Consultoria Científica. Gratidão pela valorização do meu trabalho de preservação dos vestígios arqueológicos do Oeste catarinense.
A minha filha: Andréia Cristina Valer, com seus conhecimentos na área de Paleontologia, contribuiu e compartilhou sua pesquisa sobre: Os animais préhistóricos, que ocuparam o Oeste de Santa Catarina. BR. O capítulo sobre “As Preguiças-gigantes”. E sempre presente nas apresentações da minha pesquisa, a minha motivação para novos desafios.
“O pré-historiador não é, na falta de escritos, menos capaz de reconstituir o passado as liturgias da idade da pedra”. (Bloc,76).