In this study, we were concerned with analyzing the life narratives of adolescent girls-mothers and fathers, based on their stories, their voices, and the terms in which they narrate their experiences. We wanted to explore themes that are not usually addressed in studies on teenage pregnancy, and that require attention to the actors’ voice and listening to it. It should be noted that we were based on an approach inspired by grounded theory. We will say that pregnancy presents itself as a stage of discovery for girl-mothers. There are sorrows, doubts, uncertainties that will progressively cease to exist in order to be able to build their own pregnancy. Temporarily, we are facing a phase outlined with the appearance of changes, whether physical or psychological, which will lead to moments in the lives of these peculiar adolescents, which will gradually allow teaching the young woman to be a mother or, alternatively, the rejection of pregnancy and motherhood. In the first case, which corresponds to most of the situations that were studied, the maternity project would end up being assumed, albeit through different trajectories.
## I. INTRODUÇÃO
A gravidez adolescente é um período de imensas transformations, conquistas, choros, medos e așpânate-se como uma experiência singular para as meninas-mães. É um estádio assinalado no tempo, e acarreta consigo alterações físicas que induzem, psicologicamente e socialmente a vivências muito singulares, que parecem durar muito mais do que seria de(desjar, até se concretizar o projeto de ser mãe. Não obstarce, esta fase possibilita empreender cognitivamente papéis e funções maternas permitindo que o projeto de maternidade se continue a construir e a consolidar de forma progressiva. Fase que vai permitir a incorporação existencial de um filho na identificade da mãe.
O suporte social, a comunicação das emoções e as relações no seio da familia, expressam-se com singular particularidade mediante a correência de uma gravidaz em idade precoce. Diremos que em grande número, nas adolescentes em analise, o suporte social fez-se esperar, no entanto, sem ser encontrar. Esperavam, com grande desejo, sentimentos como o acontecido, aAFEÇÃO, o amor e a proteção das famílias, que nunca chegaram a ter. Falharam o cuidar, o olhar, o abrigar e o proteger, a muitas das nossas Beatrizes, Carolinas, Carlotas, Joanas... A partir destes cenários de ausências, de dor e falta de comunicação constroem-se historiarias que ouvimos na primarya pessoa (Carvalho, 2013).
Neste projeto, o apoio dado pelo namorado, revelou-se uma notavel influência da adaptação das mães adolescentes à gravidez. Aparece, assim, como fulcral o envolvimento sistématico do pai do bebé com os desafios da parentalidade, surgindo como um dos elementos dinamizadores da adaptação da adolescente à gravidez (Carvalho, 2010).
A investigação empêrica e literária frisa o papel do suporte social na adaptação integral da adolescente face a este episódio. Contudo, importa sublinhar que entrainamos um mundo onde o suporte emotional e social revelaram ser um aspeto restritivo na adaptação das jovens à maternidade, existindo situações de interação conflituosa familiar (em algunos dos casos estudados) (Carvalho, 2010).
Da leitura das inumeras narrativas de experiencia (70 narratives): "(...) sobressai que uma maternidade na adolescência implica uma entrada precoce no mundo dosadultos,projectando estas mães e estes pais para novas descobertas, novas responsabilitáções, novos desafios, novoscontextos de interação e de actuação,que não são caractésticos da sua faixa etária" (Carvalho, 2013: 7).
Este tema é bem ilustrado no romance, que algoém me queira cinco Minutes (Plaza, 2001). Este foi escrito a partir dos pontos de vista individuais e complementares de das adolescentes confrontadas com situações confluosas:
"Sim estou grativa. Certifiquei-me duas vezes, porque da primeira não queria accredutar. Nunca meinha acontecido (...).
Primeiro comprei o Predictor (tive de ir sozinha) e faz o teste em casa. Deu positivo. Fiquei aterrada, mas julguei que me enganara; nunca fui boa em química. Voltei à farmácia (...). Tinha de ir buscar o resulto passadas das horas. Foram horas que não consigo descrever: não existem. (...).
Rasguei o envelope e li POSITIVO.
Rasguei o envelope e li POSITIVO. Positivo significava que estava grávida.
Nessa alta fiquei tão aturdida que não entendia nada (...).
A gravidez é uma coisa terrível. (...) A gravidez para mim era uma coisa "de mães", e basta. Nem sequer quando os rapazes apareceram a sair comigo parei para pensar nisso.
Não era inocente, era ingénua (...).
Além do mais, para ter união é preciso ter um pai, um trabalho... não sei, uma família e... deseja-lo.
E eu não tenho idade para nada, e não tenho voltado a ser mãe.
Anteselocontrario.Eyou terumfilho. Quehorror! " (Plaza,2001;96-100).
Muitas adolescentes já passaram por este tipo de experiência, sentindo provavelmente os mesmos sentimentos, os mesmos pânicos, os mesmos medos, os mesmos desesperos, tendo as mesmas dúvidas, os mesmos desassossegos e partilhando a mesma esperança: não passou de um susto, só acontece aos outros ou felizmente houve um erro! Foi apenas um susto! Daqui surge-nos a questão que, nos parece tão primordial: por que é tão complicado ser-se jovem, ser-se adolescente e estar grávida?
Por detrás de nomes como Carolina, Beatz... estão histórias de adolescentes verdadeiras. Engravidaram sem planejar a sua gravidez. Desvendam-se as histórias de adolescentes, numa linguagem intercalada de sombras e luz, de silêncio e riso, de medo e esperança, de culpa e perdão. Contam-nos histórias de amor, prementes, dolorosas, nas quais se lê a solidão, o isolamento, a falta de amor, de acontecido e de afeto. No entanto, poderiam ser protegidas pelo poder indubitável da brandura, da dedicação, da comunicação das emoções, mas igualmente, de laos sociais e descoberta de afabilidades(Carvalho, 2013).
Refira-se que, apenas no século XVI começamos a ver que a gravidez começa a ser olhada com maior atenção, inclusive pelos médicos. Nos inícios do século XVII, estar grávida deixou de ser um pecado para ser visto como o desejo dos conjuges. Não obstante, continua a ser uma questão de mulheres, ficando o homem fora dos assuntos da gravidez e da parturiente.
Chegados ao século XIX, a moda,trouve a visao de um corpo comCNTas e o uso de corpetes. Frise-se que sera somente no século XX que,com a presence do feminismo e do ato de tratar com medicamentos,que a gravidez se tornara um estado protegado,desde que desejado (Thébaud,1995).
Coloque-se uma questão que nos parece tão óbvia quanto queremos discutir? O que é a maternidade quando não foi planeada e a maternidade não foi desejada, porque aconteceu prematuramente, quais consequências podem advir dai? Lembramos que o modelo familiar prevalente na sociedade portuguesa é o da reprodução dentro de um casamento. A gravidez e a maternidade precoces afastam-se do modelo neomalthusiano que é predominante atualmente no contexto da União Europeia, levando a que uma gravidez adolescente seja encarada como um problema na sociedade(Carvalho, 2010).
Apontemos que a gravidez e a maternidade em idades precoces podem ser consideradas como fenômenos que acompanham a humanidade, não obstante, só há muito pouco tempo que alcançaram o realce que as converteu em problemas sociais, justamente quando as taxas de fecundidade diminuíram.
Atualmente, saber-se que são problemasas as consequences da maternidade adolescente, especialmente até aos 16 anos de idade, pouco está associada a uma gravidez de risco e, consequentemente, estas pessoas está expostas a fatores, tambem de risco. Foquemos que as meninas-maes, com idades inferiores a 20 anos, poder ter os bebés precocemente e, grave ainda são as situacoes em que estas bebés poder incorrer (baixo peso à nascença...). A este respeito, salienta Strecht (2005: 17): "Não é fácil imaginar que as mães adolescentes constituem num maior risco para os bebés, dada a imaturidade emotional de muitas, a falta de amparo familiar e social deantas, e até oproprio facto de"These bebés serem muitas vezes gerados debaixo de complicadas projecções negativas. Faltaria dizer que esta é a realização da maternidade na adoçência (...)."
O surgimento de uma gravidez precoce pode acarretar uma falta de suporte a)nivel psicossocial que podera dificuldar a relaçao da adolescente com os pais e atcem a jovem,pois relembros que esta fase da adorescencia,existe todo um projeto de vida no qual a gravidez precoce não está inclua. Daqui pode advir o medo da perca do namorado,da ausencia dos/as amigos/as e,similarmente da familia,conjugados com a dificuldade em encontrar encontrar um "porto seguro" ond possa comunicar os seu receiros perante a sua nova situação.Situação para a qual não está preparada.Carvalho,2013).A vida das meninas-maes e dos seu bebés apareram-se peculiares,pois tambem se inserem nummomento peculiar,epodem daqui advir situações em que a escola é abandonada.A gravidez na adorescência impoe-se,pois,como um problema contemporaneo e marcante a nivel nacional: "(...) todos os anos engravidam cerca de 40000 adolescentes,das quais metade aborta,voluntaria ou espontaneamente"(J.de Almeida,2003:229).A prevencao do fenomeno abordado é uma das metas principais da Educacao Sexual.
O tema dos riscos associados à maternidade em adolescentes tem vindo a tornar-se um dos objetivos principais dos estudos e intervenções de especialistas neste dominio. Segundo J. de Almeida (2003: 241), "[a]o analisar as repercussionsões da maternidade em adolescentes,deferção ser considerados various aspectos principais:as repercussionsões gerais na jovem gravida,as repercussionsõesspecificamente obstétricas,e as repercussionsões no feto, no recém-nascido e(before na criança em idade pré-escalar e na idade Escalar."
Após a década de 60, surgiu uma larga literatura subordinada ao tema, estando porque longe de ser consensual a avaliação dos riscos envolvidos na gravidez e maternidade adolescente. Estudos hodiernos demonstram que adolescentes com boa assistência pré-natal poderão não aparecer as complicações anteriormente referidas. Numa revisão da literatura\*cientifica, conclusões que distinctos autores encontrar um prognóstico obstétrico favoravel na gravidez em adolescentes, exceço feita para uma maior incidência de partos-prematórios, avaliada pelo critério ponderal do recent-nascimento (J. de Almeida, 2003). Segundo o mesmo autor, (2003: 247), "[o] reverso da medalha surgiu nos trabalho em que se comprovou relação entre os baixos níveis socioeconomico e assistencial e as complicações obstétricas na gratida adolescente, assim como a doença no seu filho."
Os fatores que correliacionam a idade da adolescência com um prognóstico reservado permanecem invisíveis, não obstarce os problemas especialicos destas meninas sejam de indole social, economica e/ou psicológica. Ainda segudo J. de Almeida (2003), as consequências negativas da gravidez adolescente associam-se, possivelmente, mais ao;nvel social e economico do que apropria adolescência em si. Affirmaçao que foi corroborada pela American Academy of Pediatrics, atraves das sua Comissao para a Adolescência. Segundo esta organização, é pertinente observar que, os hilos das jovens mães são mortamente mais preocupinos e constata-se uma taxa de mortalidade neonatal mais elevada nestes casos. Isto justifica-seelo facto de, em muitos casos, a situação social e economica das adolescentes se agravar devido às dificuldades derivadas da primeira gravidez.
## II. METODOLOGIA
Valorizamos esta investigação a observação empírica e a comunização constante entre as teorias preestabelecidas e divulgadas pelos, mas media eidos various sabres relacionados com o tema, e o dialogo com os testemunhos que recolhemos no terreno. Refira-se que não consagemos,iniciar este estudo a partir de um olhar imparcial e não contagiado pelas teorias preestabelecidas. Estas foram interpretadas, por nos (investigadores) como um recurso de sensibilização no terreno. A teoria que está por detrás investigação é: a teoria fundamentalada (grounded theory - Anselm Strauss, 1990).
Esta investigação iniciou-se com uma interrogação critica sobre os modelos como a gravidez e a maternidade em precoces tem sido estudos quando fenómeno social. Muitas das explicações e exposções difundidas pela comunização social, tendem a Debate o problema sem ter em conta as narrativas de experiências e as perspetivas das adolescentes gratidas, bem como as dos jovens pais.
Pretendia-se realizar um estudo comparativo, que permitisse estuar o fenómeno da gravidez adolescente emcontextos sociais, económicos, culturais e geograficos dissemelhantes.
O que não nos foi possível devido as limitações de acesso às pessoas gratidas. Facto que não nos possibilitou abranger as jovens gratidas de todas as classes sociais e,mente, não nos possibilitou uma investigação ondce consiguessem incluar todas as partes geograficas do pais (Carvalho, 2010).
Pretendiam-se gestantes com 12 ou mais semanas de gravidz. Obtivos, assim, um total de 70 narrativas de vida. De salientar, que dados os constrangimentos que tivemos dear, não tivemos a pretensão de elaborar um estudo cuja a amostra fosse representativa da popULAÇÃO portuguesa, no seu sentido estatístico. Saliente-se que se delimitou o estudo a algumas regíoes do País e apenas aos Hospitais Públicos. Começamos por analisar os dados do Instituto Nacional de Estatística (INE), ao dispar no inicial da mesma investigação. O que nos possibilitou aparar as regíoes de Portugal onde a gravida adolescente se fazia partir com mais incidência. Foram assim selecionados 11 Hospitais pertencentes aos districts que compreendem Vila Real e Braga.
A comprehência das narrativas de vida de jovens vidas de uma diversidade decontextos geograficos, sociais e econômicos distinctos eram o meu propósito. Foram entwickidas nas Consultas Externas dos Serviços de Obstétrica e Ginecologia.
Dado o objetivo peculiar da investigação, quisemos usar uma metodologia de(CCracter qualitativo, poi segundo, a)nossa perspectiva de investigadores, Serbia mais importante o comprehender e o interpretar o dialogo das adolescentes face a um gravidez prematura. Procuramos assim, fazer a dificuldade e a dissemelhança do fenómeno da gravidez e da maternidade/paternidade, a partir da experimentação dos seu atores. Apontemos que aanalise dos significados copiosos da experimentação da gravidez em jovens está para lem das relações e pressões sobre um corpo fecundo e as elocções estratificadas e/ou imaginadas. Relembre-se que situações de disparida social tem impacçao nas subjetividades e determinações sobre as relações amorosas e sobre a sexualidade. Colocamos a voz dos atores no centro da russa investigação o que nos ajudou a interpretar e comprehender as suas vivências. Não ficamos presos à sua rotulagem quando problema social. Tentamos entendar as conjunturas e as significações em volta da gravidez e da maternidade adolescente, num fragmentocharacteristicodas sociedade portuguesa, e as suas consequencias em termos dos percuros biográfeicos destas adolescentes, mas tambem foi meuinto ansesse analisar as suas inferências ao nível do seio familiar (Carvalho, 2010).
Ao selecionar as jovens que iriamos entwickistar, houve a preocupaçao de o fazer com o proposto de estudarDifferentes conceitos e differentes relacoes, a titulo exemplificativo, poderemos assinar a RELATED entre a sexualidade, a gravidez e a maternidade e paternidade adolescente. Particularmente, houve uminteresting em analisar a maneira como estas relacoes se realizavam tendo em conta as trajetórias e experiências de vida distinguas.
Recorremos a empresas que analisam como narrativas de experiência. Preocupou-nos, construir um "lugar" para que as nossas pessoas pudessem desabafar e fazer uso das suas próprias palavras, descrever a sua experiência única, singular, igualmente, tão semelhante a outras meninas-mães em que a situação era a mesma. Não quisemos construir um saber com pretensões à universalização. Procuramos antes perceber e descobrir as consonâncias e as singularidades das experiências de um conjunto de jovens adolescentes e que estavam grávidas. Cada uma contou-nos a sua história única, autêntica, inconfundível, com o seu significado e sentido que, sendo compartilhável, está correlacionado com experiências situadas na junção de uma trajetória social e de um processo a que chamamos de construção da subjetividade. Narrativas que aparecem, conjuntamente, semelhanças e divergências. Impulsionam recursos retóricos comuns e padrões que, extensivamente, podemos classificar em várias categorias(Carvalho, 2010).
Apelamos ao autor Foucault(1994:16)no contexto do que ele considerou ser uma história do pensamento:
"Definir as condições nas quais o ser humano problematiza aquilo que é. Aquilo que faz e o mundo no qual vive." Essas artes da existência correspondem a "[práticas] refletidas e voluntárias através das quais os homens não apenas se fixam em regras de conduta, mas também procuram transformar-se a eles próprios, mudar-se no seu singular e fazer da sua vida uma coisa que integra certos valores estéticos e responde a certos critérios de estilo"(Foucault, 1994: 17). O objetivo peculiar é o de "[s]aber em que medida o trabalho de pensar a sua própria história pode libertar o pensamento daquilo que ele pensa, silenciosamente, e permite-lhe pensar de modo diferente."(Foucault, 1994: 15).
Utilizaram-se as narrativas de vida quando instrumento de análise que, nos permitisse o desbloqueio do pensamento das meninas, ainda que soubessem que a arte de viver é mais do que a arte de pensar. Efetivamente, cada uma com a sua história pessoal, familiar e social, não deixa de ser arte da sua vida. Foquemos que a oposição do objetivo e do sujeito da lógica à consideração das narrativas de experiência como técnicas de articulação de trajetórias e de experiências que representam os indivíduos na vida social. Tendo por base o pensamento de Boaventura de Sousa Santos(1987), procuramos considerar que a vivência da realidade social é construída a partir de racionalidades plurais, cuja exteriorização se verifica através de símbolos e de representações, resultantes da sua ligação a práticas sociais em contexto específico com as suas particularidades singulares.
Investigações realizadas apontam que, em consequência de uma gravidez adolescente e não planeada, metade das adolescentes acaba a sua relação amorosa. Este estudo, como já referido anteriormente, não se baseia numa amostra estatisticamente representativa, no entanto, a nossa análise da realidade indica que estes resultados devem ser revistos, visto que as meninas grávidas, na data das entrevistas, continuam com o seu namorado.
Ouvimos histórias difíceis, por vezes incompreensíveis. Trajetórias de vida convergentes são "pintadas" pela singularidade de cada percurso. Analisar, compreender e interpretar estas narrativas de vida levou-nos a um estudo pormenorizado, atravessando a preocupação entre a atenção às características semelhantes das narrativas e a singularidade de narrativas biográficas particulares.
Cada grávida falou-nos da sua vivência, baseada na sua experiência pessoal e uma, nos seus receios, nos seus medos, nos seus desejos e aspirações, assim como na especulação da gravidez e a posterior confirmação e na adaptação à sua nova situação de ser mãe. Estas meninas procuravam na condição de ser mãe, particularmente, um estatuto social e uma nova família.
As inentas disseram-nos que não recorreram a métodos contraceptivos ou fizeram-no de uma forma que não permitiu a sua utilização adequada(Carvalho, 2013).
Cada narrativa de experiencia foi vista, "olhada", analisada e estudada em pormenor. Elaboramos um esporto prévio de categorização construído a partir das respostas às perguntas e, fizemos a leitura atraves de umaanalise de conteudo.Esta operação de categorização realizada sobre a voz dasunistantes (jovens adolescentes gratidas) permitiu-nos dar énfase a affirmações, que à primaira vista nos pareciam insignificantes, e à posterior, estas affirmações passaram pelo crivo de uma interpelaçãoética, isto proportionou-nos umentendimento do conteudo das nosssas narrativas. Construímos uma nova perspetiva sobre a vivência de uma gravidez não planeada, numa idade muito precoce, pensamos mais adequada à sua comprehensão e à sua profundidade.
Construímos una grelha de analise que inclúa os discursos convergentes e dissonantes reconhecidos para cada CATEGORY assinalada.
"Optamos por conservar o vocabulário dos actores de modo a maximizar a proximidade entre as categorias dos intervenrientes e as categorias analíticas.
Nesta análise, interessou-nos a forma como os sujeitos interpretam as suas vivências, o que são poderia ser alcancado a partir de um trabalho minucioso sobre oshawar do proprios sujeitos. A coerência ou consistência desse discusso é uma construção ex post facto, que se constitui atraves do proprietary acto de narraço e/ou da interpretação oferecida pelo investigador" (Carvalho, 2013: 137).
## III. CONSIDERACHOES FINAIS
Da leitura das multiplas narrativas de experiência sobressai que uma gravidez na adolescência implica uma entrada precoce no mundo dos adultos, projetando estas futuras mães e"These futuros pais para medos, receiros, novas descobertas, novas responsabilitáções, novos desafios, novoscontextos de interação e de atuação... (Carvalho, 2010).
São muitas as adolescentes que passaram por experiências muito proxies, com o mesmo medo, o mesmo pânico, pelas vezes dúvidas, perante a descoberta da gravidez e, que partilharam, num primeiro instante, a mesma esperança: não passou de um susto,sole acontece aos outros ou felizamenteouve um engano. Engravidam sem querer, e são confrontadas com a exigência de assumir um papel novo,que as assista.
Importante sera apontar, que independente. mente de a gravidez ser ou não planeada e/ou desejada: "As implicações, em termos sociais, duma gravidez adolescente que tem como desfecho a maternidade revelam-se, fundamentalmente, atraves da fragilidade e vigilabuldade, biológica, psicológica e social, da maior adolescente face à adaptação ao novo papel/função social; as respostas a esta fragilidade e vigilabuldade passam pelaia, pelo Sistema de saude e por outras instituições de apoio social" (Carvalho, 2013: 39).
Descobrimos historiarias de jovens que iriam ser mães por acaso e que não tinham, salvo raras exceções, o suporte familiar. Um mundo de narrativas onde encontrarmos uma privação afetiva, uma quebra ou inexistência de láços, relacionais esucessivas rupturas nos láços famíreis, aquelo a que Strecht (2000) chamaria de vazio relational. As narrativas de muitas das adolescentes são historiarias derelações que se fazeram e desfizeram, de silencios,embracos ou indiferências perante as suas dificuldades e expectativas.
A Educação dos afetos aparece como um sugestivo Modelo de pedagogia da confiança, ou, nas palavras de Saint-Éxupery, le besoin d'être apprivoíse, a necessidade que sentimos quando seres humanos de sermos seduzidos pelos outros. Estes adolescentes vivem no meio de encruzilhadas e incoerências, o que lhes dificuldá o desenvolvimento de uma sexualidade amadurecida. A comunização das emoções sera fulcral para as vezes adolescentes que falaram connosco.
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In this study, we were concerned with analyzing the life narratives of adolescent girls-mothers and fathers, based on their stories, their voices, and the terms in which they narrate their experiences. We wanted to explore themes that are not usually addressed in studies on teenage pregnancy, and that require attention to the actors’ voice and listening to it. It should be noted that we were based on an approach inspired by grounded theory. We will say that pregnancy presents itself as a stage of discovery for girl-mothers. There are sorrows, doubts, uncertainties that will progressively cease to exist in order to be able to build their own pregnancy. Temporarily, we are facing a phase outlined with the appearance of changes, whether physical or psychological, which will lead to moments in the lives of these peculiar adolescents, which will gradually allow teaching the young woman to be a mother or, alternatively, the rejection of pregnancy and motherhood. In the first case, which corresponds to most of the situations that were studied, the maternity project would end up being assumed, albeit through different trajectories.
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