## I. INTRODUÇÃO
D esde o inicio da vida no planeta Terra, a agua sempre foi um recurso essencial. Qualquer forma de vida depende da agua para sua sobrequivência e desenvolvimento. As grandescivilizações sempreDEPENDiram de água doce para seu desenvolvimento cultural e economico. Apasar daimportância fundamental dos recursos hidricos, apreocupaçao com a questão ambiental so ganhoudestaque a partir da decada de 1960, tornando-seobjecto de atencao de diversos movimento sociais eambienteis. A partir daquela decada, as discussoes ambientais tornaram-se mais freqentes, alcancandodimensoescientificas em estudos académicoscoordenados por pesquisadores de differedes paisesdo mundo.
Ate a decada de 1970 a enfase no monitoramento ambiental realizado nos Estados Unidos seguiu a tradicao das analises quantitativas (RESH e JACKSON, 1993). Em meados da decada de 1980, os orgaos ambientais perceberam a necessidade de se estabelecer métodos de avaliacao qualitivos devido aos altos custos das pesquisas quantitativas. Em 1986, o orgao federal estadunidense Environmental Protection Agency (EPA), iniciou estudos a respeito da qualida da agua juntamente com outras agencies de monitoramento de aguas superficiais. Desse estudo resultou o relatorio da EPA (1987) que enfatiza a reestruturação dos programas de monitoramento praticados e recomendou o desenvolvimento e a aplicacao de tecnicas de monitoramento biologica e a elaboracao de um guia de avaliacao do meio fisico que lem de ser de baixo custo, fosse capaz de identificar os problemas existentes. Com base nestas sugestoes, surgiram os protocolos de avaliacao rapiida que foramecem dados basicos sobre o habitat aquatico no tocante a qualidade da agua e gerenciamento dos recursos hídricos.
Foram propostos various protocolos que envolvem differentes criterios. O primeiro deles foi o de Plafkin et al. (1989). Posteriormente, Hannaford et al. (1997) publicaram um protocolo resultado da junção de various métodos de avaliação rápida aplicados em regions temperadas dos Estados Unidos por agencies ambientais. No Brasil este protocolo foi adaptado por Callisto et al. (2001) para seu uso no bioma de mata atlántica em ecossistemas lotics e objetiva uma avaliação geral e qualitativa doível de preservação das caractéricas naturais e antrópica doseusos deágua mediante a observação de 22 parâmetros nos habitats aquáticos.
Tendo como base o trabajo de Callisto et al. (2001), varios pesquisadores propuseram protocolos envolvendo diversos outros parâmetros e criterios de pontuação differsentes para serem aplicados em varías regiones do País (RODRIGUES e CASTRO, 2008; RODRIGUES, 2008; GUIMARÉS et al., 2012, BAÍO, 2014, MACHADO, 2019).
O presente trabajo tem por objetivo aplicar various protocolos (CALLISTO et al., 2001; GUILARÉS et al., 2012; BAIAO, 2014 e MACHADO, 2019) em corregos no municipio de Maripá, Oeste do Paraná (Figura 1) e posterioramente comparar os resultados obtidos. Por se tratar de um protocolo pioneiro no Brasil e mais detalhado quando a abrangência dos parâmetros, a proposta de Callisto et al. (2001) foi adotada neste trabalho como referencia na avaliação dos habitats aquáticos.
## II. METODOLOGIA
### a) Área de estudo
O município de Maripá está situado na mesorregião geomática Oeste do estado do Paraná e limita com os municípios de Palotina (Norte), Toledo (Sul), Assis Chateubriand (Leste) e Nova Santa Rosa (Oeste) (Figura 1). Aarea territorial do município é de 283,79 km2 e a population estimada para 2021 é de 5.562 habitantes (IBGE, 2022).
O municipio de Maripá está inserido no terreiro planalto paranaense, no qual afloram rochas basálticas de idadecretácea com altitude média de 400 m (MAACK, 2012). O clima no municipio é subtropical úmido mesotérmico (nome Cfa - classificação de Köeppen) com altas taxas de precipitação nos mezes de verão e geadas nos mezes de inverno. A média das temperatas nos mezes mais quentes é superior a $22^{\circ}$ C, e nos mezes frios é inferior a $18^{\circ}\mathrm{C}$ (IAPAR, 2021).

Figura 1: Localização do municipio de Maripá, região Oeste do Paraná.
Fonte: os autores.
A sede urbana do municipio está situada no interfluído do lajeado Arara e da Sanga da Sede (Afluento do lajeado Bem-te-vi). Os principaisIOUS d'água do municipio são: o lajeado Arara e seuas afluentes lajeado Bem-ti-vi e Sanga da Sede e o rio Azul e seuas afluentes Arroio Independente e os lajeados 5 de outubro e Ipiranga (Figura 1). Os termos lajeado e sanga são usados na região, por influência de colonos sul-rio-grandenses e catarinenses, para designar temas d'água de $1^{\text{a}}$ a $3^{\text{a}}$ ordens (classificação de Stralher) com leito rochoso (laje) e leito composto por cascalhos/areia respectivamente (IBGE, 2010).
A colonização moderna do município de Maripá e região foi incidiada nas décadas de 1940 e 1950 pela Industrial Madeira. Colonizada Rio Paraná S/A (Companhia Maripá) que incentivou a vinda de colonos oriundos do Rio Grande do Sul e Santa Catarina para extração de madeira eerva mate (GREGORY, 2002). Os colonizadores foram atráidos pelas terras férteis da região e pela abundência de recursos hidricos. A Vila Maripá foi fundada em 04 de junho de 1953 e foi elevada à categoria de município em 17 de Abril de 1990. (PREFEITURA DE MARIPÁ, 2021).
As principais atividades econômicas do municipio de Maripá está direcionadas para a agricultura, piscicultura e para o cultivo de orquíideas. A produção de-grás (soja, milho e trigo) constitui a principal atividade econômica do municipio desde a década de 1970. A pecuária encontra-se presente nas pequenas propriedades rurais e as principales atividades são acriação de bovinos para leite e corte e,criação de peixes e aves.
### b) Materiais é métodos
Os protocolos propostos por Callisto et al. (2001), Guimarães et al. (2012), Baião (2014) e Machado (2019) foram aplicados em pontos de monitoramento nos corregos situados em entorno da sede urbana de Maripá (PR).
O protocolo de avaliacao rapiida de rios (PAR) proposto por Callisto et al. (2001) se baseia na quantificacao de 22 parameiros. Os primeiros 10 parameiros procuram avaliar as caracteristicas dos trechos e os impactos ambientais decorrentes de atividades antropicas e os parameiros restantes buscam avaliar as condições de habitat e nveis de conservacao das condições naturais (Tabela 1).
A pontuação para cada parâmetro no protocolo é atruída atraves de observação das condições do habitat. As pontuações finalis reflete um[nível de preservação das condições ecológicas dos trechos de bacias estudos, de 0 a 40 pontos representam trechos Impactados; de 41 a 60 pontos representam trechos Alterados e acima de 61 pontos às 100 pontos, trechos Naturais.
Tabela 1: Parâmetros adotados por Callisto et al. (2001) no protocolo de avaliação rápida dos ríos.
<table><tr><td colspan="2"></td><td colspan="4">PONTUÇÃO</td></tr><tr><td colspan="2">PARÂMETROS</td><td>4 pontos</td><td>2 pontos</td><td colspan="2">0 pontos</td></tr><tr><td colspan="2">1. Tipo de occupancy das margens do corpo d'água (principal atividade)</td><td>Vegetação natural</td><td>Campo de pastagem, Agriculture, Monocultura, Reflorestamento</td><td colspan="2">Residencial/Comercial/ Industrial</td></tr><tr><td colspan="2">2. Erosão(PRDA) e/ou nas margens do rio e assoreamento em seu leito</td><td>Ausente</td><td>Moderada</td><td colspan="2">Acentuada</td></tr><tr><td colspan="2">3. Alterações antróicas</td><td>Ausente</td><td>Alterações de origem dométrica (esgoto, lixo)</td><td colspan="2">Alterações de origem industrial/ urbana (fábricas, siderúrgicas, canalização, reutilização do do rio)</td></tr><tr><td colspan="2">4. Cobertura vegetal no leito</td><td>Parcial</td><td>Total</td><td colspan="2">Ausente</td></tr><tr><td colspan="2">5. Odor da água</td><td>Nenhum</td><td>Esgoto (ovo podre)</td><td colspan="2">óleo/industrial</td></tr><tr><td colspan="2">6. Oleosíude da água</td><td>Ausente</td><td>Moderada</td><td colspan="2">Abundante</td></tr><tr><td colspan="2">7. Transparência da água</td><td>Transparente</td><td>Turva/cor de cha-forte</td><td colspan="2">opaca ou colorida</td></tr><tr><td colspan="2">8. Odor do sedimento (fundo)</td><td>Nenhum</td><td>Esgoto (ovo podre)</td><td colspan="2">óleo/industrial</td></tr><tr><td colspan="2">9. Oleosíude do fundo</td><td>Ausente</td><td>Moderado</td><td colspan="2">Abundante</td></tr><tr><td colspan="2">10. Tipo de fundo</td><td>Pedras ou cascalho</td><td>Lama/areia</td><td colspan="2">cimento/canalizado</td></tr><tr><td></td><td colspan="5">PONTUÇÃO</td></tr><tr><td>PARÂMETROS</td><td>5 pontos</td><td>3 pontos</td><td>2 pontos</td><td colspan="2">0 pontos</td></tr><tr><td>11. Tipo de fundo</td><td>Mais de 50% com habitats diversificados: pedagens de troncos submersos; cascalho ou outros habitats estáveis.</td><td>30 a 50% de habitats diversificados: habitats adequados para a manutençao das populações de organismos aquáticos.</td><td>10 a 30% de habitats diversificados: disponibilitadede habitats insufficientamente substratos frequentemente modificados.</td><td colspan="2">Menos que 10% de habitats iversificados: ausência de habitats óbia: substrato rochoso instâvel para fixação dos organismos.</td></tr><tr><td>12. Extensão de rapiços</td><td>Rápidos e corredeiras bem desenvolidas: rapiços são largos quanto o rio e com o comprimento igual ao dobro da largura do rio.</td><td>Rápidos com a largura igual a do rio, mas com comprimento menor que o dobro da largura do rio.</td><td>Trechos rapiços podem estar ausentes: rapiços não tão largos quando o rio e seu comprimento menor que o dobro da largura do rio.</td><td colspan="2">Rápidos ou corredeiras inexistentes.</td></tr><tr><td>13. Frequência de rapiços</td><td>Ráiços relativamente freqentes: distência entre rapiços dividida pela largura do rio entre 5 e 7.</td><td>Ráiços não freqentes; distência entre rapiços dividida pela largura do rio entre 7 e 15.</td><td>Ráiços ou corredeiras occasionais; habitats formados pelos contornos do fundo; distência entre rapiços dividida pela largura do rio entre 15 e 25.</td><td colspan="2">Geralmente com lámina d'água "lisa" ou com rapiços rasos; pobreza de habitats; distência entre rapiços dividida pela largura do rio maior que 25.</td></tr><tr><td>14. Tiços de substrato</td><td>Seixos abundantes (prevalecido em nascentes).</td><td>Seixos abundantes: cascalho comum.</td><td>Fundo formado predominamente por cascalho: algumas seixos presentes.</td><td colspan="2">Fundo pedregoso: seixos ou lamoso.</td></tr><tr><td>15. Deposiço de lava</td><td>Entre 0 e 25% do fundo coberto por lava.</td><td>Entre 25 e 50% do fundo coberto por lava.</td><td>Entre 50 e 75% do fundo coberto por lava.</td><td colspan="2">Mais de 75% do fundo coberto por lava.</td></tr><tr><td>16. Depósitos sedimentares</td><td>Menos de 5% do Fundo com deposicao de lama: ausência de deposicao nos remansos.</td><td>Alguma evidência de 修改 no fundo, principalmente como aumento de cascalho, areia ou lama; 5 a 30% do Fundo afetado; suave deposicao nos remansos.</td><td>DepoSicão moderada de cascalho novo, areia ou lama nas margens; entre 30 a 50% do Fundo afetado: deposicao moderada nos remansos.</td><td colspan="2">Grandes depósitos de lama, maior desenvolvimento das margens; mais de 50% do Fundo modificado: remansos ausentes devo a significativa deposicao de sedimentos.</td></tr><tr><td>17. Alterações no canal do río</td><td>Canalização (retificacao) ou dragagem ausente ou minima: río com padrão normal.</td><td>Alguma canalização presente, normalmente aproximo a construção de pontes; evidência de 修改 há mais de 20 anos.</td><td>Alguma 修改 presente nas das margens: 40 a 80% do río modificado.</td><td colspan="2">Margens modificadas: acima de 80% do río modificado.</td></tr><tr><td>18. Characterística do fluxo das águas</td><td>Fluxo relativamente igual em toda a largura do río; minima quantidade de substrato exposta.</td><td>Lâmina d'água acima de 75% do canal do río; ou menos de 25% do substrato exposto.</td><td>Lâmina d'água entre 25 e 75% do canal do río; e/ou maior parte do substrato nos "rápidos" exposto.</td><td colspan="2">Lâmina d'água escassa e presente apenas nos remansos.</td></tr><tr><td>19. Presença de mata ciliar</td><td>Acima de 90% com vegetação ripária nativa, inclindo árvores, arbustos ou macróítas; minima evidência de deflorestamento; todas as plantas atingindo a alta "normal".</td><td>Entre 70 e 90% com vegetação ripária nativa, deflorestamento evidente, mas não afetando o desenvolvimento da vegetação; maior das plantas atingindo a alta "normal".</td><td>Entre 50 e 70% com vegetação ripária nativa, deflorestamento óvio; trechos com solo exposto ou vegetação eliminada; menos da metade das plantas atingindo a alta "normal".</td><td colspan="2">Menos de 50% de mata ciliar nativa; deflorestamento muito accentuado.</td></tr><tr><td>20. Estaduldade das margens</td><td>Margens estáveis; evidência de erosão minima ou ausente; pouco potencial para problemas futuros. Menos de 5% da margem afetada.</td><td>Moderadamente estáveis;PEGas areas de erosão frequentes. Entre 5 e 30% da margem com erosão.</td><td>Moderadamente instavel; entre 30 e 60% da margem com erosão. Risco elevado de erosão durante enchentes.</td><td colspan="2">Instável: muitas com esrosão; freqentes Areas descobertas na curvas do río; erosão óvia entre 60 e 100% da margem.</td></tr><tr><td>21. Extensão de mata ciliar</td><td>Largura da vegetação ripária maior que 18 m; sem influência de atividades antropicas (agropecuária, estradas, etc.).</td><td>Largura da vegetação ripária entre 12 e 18 m; minima influência antropica.</td><td>Largura da vegetação ripária entre 6 e 12 m; influência antropica intensa.</td><td colspan="2">Largura da vegetação ripária menor que 6 m; vegetação restrita ou ausente devo a atividade antropica.</td></tr><tr><td>22. Presente de plantas aquáticas</td><td>Pequenas macróítas aquáticas e/ou musgos distribuídos pelo leito.</td><td>Macróítas aquáticas ou algas filamentosas ou musgos distribuídos no río, substrato com periflon.</td><td>Algas filamentosas ou macróítas em poucas pedras ou outros remansos, periflon abundante e bioflime.</td><td colspan="2">Ausência de vegetação aquática no leito do río ou grandes bancos macróítas (p. ex. aguape).</td></tr></table>
O protocolo de avaliacao rapiida de rios (PAR) proposto por Guimarães et al. (2012) inclue 11 parâmetros (Tabela 2). Cada parâmetro receiveb pontuações que variam de 0, 5 ou 10 pontos conforme o grau de alteração do parâmetro. A pontuação final foi calculada pela SOMA dos values dos parâmetros. As pontuções de 0 a 30 indicam trechos Ruins, de 31 a 70 Bons e de 71 a 110 pontos indicam trechos Ótimos.
O protocolo de Baião (2014) é composto por 12 parâmetros (Tabela 3) e a pontuação de cada um deles varia de 0, 3 e 5 pontos. Este protocolo foi baseado nos protocolos de Callisto et al. (2001) e Guimarães et al.
(2012) e os trechos fluviais são classificados em Impactados quando a pontuação final estiver entre 0 e 25 pontos, Alterados de 26 a 40 pontos e Naturais quando a somatória dos pontos for de 41 a 60 pontos.
O protocolo proposto por Machado (2019) que inclui 13 parâmetros (Tabela 4), foi baseado no protocolo de Guimarães et al. (2012) e foi adicondado dois novos parâmetros (sinuosidade do canal e proteção das margens pela vegetação). Da mesma forma que o protocolo de Guimarães et al. (2012), as pontuações do protocolo ora em(before variam de 0, 5 e 10 pontos e apareçoTRS categorias definidas pelas pontuações finalas amplitudes de 0 a 52 pontos indicam trecho Impactado, de 53 a 78 trecho Alterado e de 79 a 130 pontos indicam condição Natural. Este protocolo segue as mesmas categorias aparedas por Callisto et al. (2001).
Para efeito de comparação dos protocolos cujas amplitudes de escala de pontuações são differsentes (0 a 100 pontos no Callisto et al. [2001], de 0 a 110 no Guimarães et al. [2012], de 0 a 60 pontos no Baião [2014] e 0 a 130 pontos no Machado [2019]), optou-se por normalizar os values finals obtidos nos pontos de monitoramento. A normalização consiste em transformar values para uma mesma escala que varia de 0 a 1, atraves das divisão das pontuações finals em cada ponto de monitoramento por 100 no protocolo de Callisto et al. (2001), por 110 no Guimarães et al. (2012), por 60 no Baião (2014) e por 130 no Machado (2019).
Tabela 2: Parâmetros adotados por Guimarães et al. (2012) no protocolo de avaliação rápida dos ríos.
<table><tr><td rowspan="2" colspan="2">Parâmetros</td><td colspan="3">Categorias e pontuações</td></tr><tr><td>Ótnima</td><td>Boa</td><td>Ruim</td></tr><tr><td>01</td><td>Característica do fundo do rio (substratos).</td><td>10</td><td>5</td><td>0</td></tr><tr><td>02</td><td>Sedimentos no fundo do rio.</td><td>10</td><td>5</td><td>0</td></tr><tr><td>03</td><td>Erosão</td><td>10</td><td>5</td><td>0</td></tr><tr><td>04</td><td>Lixo</td><td>10</td><td>5</td><td>0</td></tr><tr><td>05</td><td>Alterações no canal do riacho.</td><td>10</td><td>5</td><td>0</td></tr><tr><td>06</td><td>Esgoto dométrico ou industrial.</td><td>10</td><td>5</td><td>0</td></tr><tr><td>07</td><td>Oleosíude da água.</td><td>10</td><td>-</td><td>0</td></tr><tr><td>08</td><td>Plantas aquáticas.</td><td>10</td><td>5</td><td>0</td></tr><tr><td>09</td><td>Animais</td><td>10</td><td>5</td><td>0</td></tr><tr><td>10</td><td>Odor da agua</td><td>10</td><td>-</td><td>0</td></tr><tr><td>11</td><td>Ocupação das margens</td><td>10</td><td>5</td><td>0</td></tr></table>
Tabela 3: Parâmetros adotados por Baião (2014) no protocolo de avaliação rápida dos ríos.
<table><tr><td rowspan="2" colspan="2">Parâmetros</td><td colspan="3">Pontuações</td></tr><tr><td>5</td><td>3</td><td>0</td></tr><tr><td>01</td><td>Tipo de ocupação das margens do corpo d'água</td><td>Margens Occupation por vegetação natural</td><td>Margens Occupation por agricultura, monocultura, reflorestamento ou pastagens</td><td>Margens Occupation por residências, comércios ou indústrias</td></tr><tr><td>02</td><td>Erosão ou assoreamento</td><td>Sem deslizamentos nas margens</td><td>Com deslizamentos em uma margem do rio</td><td>Com muito deslizamento nas das margens do rio</td></tr><tr><td>03</td><td>Presença de esgoto</td><td>Ausente</td><td>Moderada</td><td>Abundante</td></tr><tr><td>04</td><td>Presença de plantas aquáticas</td><td>Ausência de macróítas</td><td>Presença moderada de macróítas</td><td>Abundência de macróítas</td></tr><tr><td>05</td><td>Odor da água.</td><td>Nenhum</td><td>Moderado</td><td>Forte</td></tr><tr><td>06</td><td>Oleosidade da água</td><td>Ausente</td><td>Moderado</td><td>Forte</td></tr><tr><td>07</td><td>Transparência da água.</td><td>Transparente</td><td>Turva/cor de chá forte</td><td>Turva/cor de café</td></tr><tr><td>08</td><td>Tipo de fundo</td><td>Pedras/cascalhos naturais do leito</td><td>Lama/areia</td><td>Cimento. Canalizo</td></tr><tr><td>09</td><td>Correiras e fluxo d'água</td><td>Fluxo igual em toda a largura do rio, sem substrato exposto</td><td>Fluxo de água diferenciada com substrato exposto</td><td>Pouco fluxo de água com muito substrato exposto</td></tr><tr><td>10</td><td>Presença de lixo</td><td>Ausente</td><td>Moderada</td><td>Abundante</td></tr><tr><td>11</td><td>Presença de animais</td><td>Abundência de peixes, anfibios e insettos aquáticos</td><td>Presença moderada de peixes, anfibios e insettos aquáticos</td><td>Ausentes</td></tr><tr><td>12</td><td>Presença de mata ciliar</td><td>Abundante</td><td>Moderada</td><td>Ausente</td></tr></table>
Tabela 4: Parâmetros adotados por Machado (2019) no protocolo de avaliação rápida dos ríos.
<table><tr><td rowspan="2" colspan="2">Parâmetros</td><td colspan="3">Categorias e pontuações</td></tr><tr><td>Ótna</td><td>Boa</td><td>Ruim</td></tr><tr><td>01</td><td>Característica do fundo do rio (substratos).</td><td>10</td><td>5</td><td>0</td></tr><tr><td>02</td><td>Sedimentos no fundo do rio.</td><td>10</td><td>5</td><td>0</td></tr><tr><td>03</td><td>Erosão</td><td>10</td><td>5</td><td>0</td></tr><tr><td>04</td><td>Lixo</td><td>10</td><td>5</td><td>0</td></tr><tr><td>05</td><td>Alterações no canal do riacho.</td><td>10</td><td>5</td><td>0</td></tr><tr><td>06</td><td>Esgoto dométrico ou industrial.</td><td>10</td><td>5</td><td>0</td></tr><tr><td>07</td><td>Oleosídude da água.</td><td>10</td><td>-</td><td>0</td></tr><tr><td>08</td><td>Plantas aquáticas.</td><td>10</td><td>5</td><td>0</td></tr><tr><td>09</td><td>Animais</td><td>10</td><td>5</td><td>0</td></tr><tr><td>10</td><td>Odor da água</td><td>10</td><td>-</td><td>0</td></tr><tr><td>11</td><td>Sinuosidade do canal</td><td>10</td><td>5</td><td>0</td></tr><tr><td>12</td><td>Proteção das margens pela vegetação</td><td>10</td><td>5</td><td>0</td></tr><tr><td>13</td><td>Ocupação das margens</td><td>10</td><td>5</td><td>0</td></tr></table>
## III. RÉSULTADOS E DISCUSSÃO
Os protocolos de Callisto et al. (2001), Guimarães et al. (2012), Baião (2014) e Machado (2019) foram aplicados em oito pontos de monitoramento selecionados emIOUSdágua situados em torno da sede urbana de Maripá na segunda quinzena de janeiro de 2021. Seis pontos de monitoramento foram estabelecidos ao longo do lajeado Arara e dois pontos na Sanga da Sede (Figura 2, Tabela 5). A SOMA das pontuações atribuidas aos parâmetros em cada protocolo é relacionada nas Tabelas 6 ao 9.

Fonte da imagem: Google Earth ©, Nov.
2019. Figura 2: Localização dos pontos monitorados na sanga da Sede e no lajeado Arara entorno da sede urbana de Maripá.
Tabela 5: Coordenadas geograficas e area da bacia dos pontos de monitoramento.
<table><tr><td>Pontos</td><td>Grupo d'água</td><td>Coordenadas geograficas</td><td>Área à montante (km2)</td></tr><tr><td>P1</td><td>Sede</td><td>24° 24' 46,87" S e 53° 50' 46,87" W</td><td>1,80</td></tr><tr><td>P2</td><td>Sede</td><td>24° 24' 24,25" S e 53° 49' 42,30' W</td><td>4,19</td></tr><tr><td>P3</td><td>Arara</td><td>24° 25' 47,71" S e 53° 50' 58,89" W</td><td>2,15</td></tr><tr><td>P4</td><td>Arara</td><td>24° 25' 41,68" S e 53° 50' 12,83" W</td><td>4,67</td></tr><tr><td>P5</td><td>Arara</td><td>24° 25' 37,71" S e 53° 49' 42,88" W</td><td>6,26</td></tr><tr><td>P6</td><td>Arara</td><td>24° 25' 32,65" S e 53° 49' 00,94" W</td><td>11,32</td></tr><tr><td>P7</td><td>Arara</td><td>24° 25' 13,10" S e 53° 48' 41,43" W</td><td>13,22</td></tr><tr><td>P8</td><td>Arara</td><td>24° 24' 29,90" S e 53° 48' 31,94" W</td><td>16,52</td></tr></table>
Tabela 6: Pontuagens atribuções aos parâmetros no protocolo de Callisto et al. (2001) nosculos d'água de Maripá (PR).
<table><tr><td>Parâmetros</td><td>Ponto 1</td><td>Ponto 2</td><td>Ponto 3</td><td>Ponto 4</td><td>Ponto 5</td><td>Ponto 6</td><td>Ponto 7</td><td>Ponto 8</td></tr><tr><td>1</td><td>2</td><td>2</td><td>4</td><td>4</td><td>2</td><td>4</td><td>4</td><td>4</td></tr><tr><td>2</td><td>4</td><td>2</td><td>4</td><td>4</td><td>2</td><td>4</td><td>4</td><td>4</td></tr><tr><td>3</td><td>0</td><td>2</td><td>4</td><td>4</td><td>2</td><td>4</td><td>4</td><td>4</td></tr><tr><td>4</td><td>0</td><td>0</td><td>0</td><td>0</td><td>0</td><td>4</td><td>4</td><td>4</td></tr><tr><td>5</td><td>4</td><td>4</td><td>4</td><td>4</td><td>4</td><td>4</td><td>4</td><td>4</td></tr><tr><td>6</td><td>4</td><td>4</td><td>4</td><td>4</td><td>4</td><td>4</td><td>4</td><td>4</td></tr><tr><td>7</td><td>2</td><td>2</td><td>4</td><td>4</td><td>2</td><td>2</td><td>2</td><td>2</td></tr><tr><td>8</td><td>4</td><td>4</td><td>4</td><td>4</td><td>4</td><td>4</td><td>4</td><td>4</td></tr><tr><td>9</td><td>0</td><td>4</td><td>4</td><td>4</td><td>4</td><td>4</td><td>4</td><td>4</td></tr><tr><td>10</td><td>4</td><td>2</td><td>4</td><td>2</td><td>2</td><td>4</td><td>4</td><td>4</td></tr><tr><td>11</td><td>5</td><td>3</td><td>5</td><td>3</td><td>2</td><td>5</td><td>5</td><td>5</td></tr><tr><td>12</td><td>5</td><td>5</td><td>5</td><td>5</td><td>2</td><td>5</td><td>5</td><td>5</td></tr><tr><td>13</td><td>5</td><td>5</td><td>5</td><td>5</td><td>2</td><td>5</td><td>5</td><td>5</td></tr><tr><td>14</td><td>2</td><td>2</td><td>3</td><td>0</td><td>0</td><td>3</td><td>3</td><td>3</td></tr><tr><td>15</td><td>5</td><td>5</td><td>5</td><td>3</td><td>0</td><td>5</td><td>5</td><td>5</td></tr><tr><td>16</td><td>5</td><td>2</td><td>5</td><td>3</td><td>0</td><td>5</td><td>5</td><td>5</td></tr><tr><td>17</td><td>5</td><td>2</td><td>5</td><td>5</td><td>2</td><td>5</td><td>5</td><td>5</td></tr><tr><td>18</td><td>5</td><td>3</td><td>5</td><td>3</td><td>2</td><td>5</td><td>5</td><td>5</td></tr><tr><td>19</td><td>5</td><td>0</td><td>5</td><td>5</td><td>0</td><td>5</td><td>5</td><td>5</td></tr><tr><td>20</td><td>5</td><td>2</td><td>5</td><td>5</td><td>2</td><td>5</td><td>5</td><td>5</td></tr><tr><td>21</td><td>5</td><td>2</td><td>5</td><td>3</td><td>0</td><td>5</td><td>3</td><td>5</td></tr><tr><td>22</td><td>0</td><td>0</td><td>0</td><td>0</td><td>0</td><td>0</td><td>0</td><td>0</td></tr></table>
Tabela 7: Pontuações atribuídas aos parâmetros no protocolo de Guimarães et al. (2012) nos locais d'água de Maripá (PR).
<table><tr><td>Parâmetros</td><td>Ponto 1</td><td>Ponto 2</td><td>Ponto 3</td><td>Ponto 4</td><td>Ponto 5</td><td>Ponto 6</td><td>Ponto 7</td><td>Ponto 8</td></tr><tr><td>01</td><td>5</td><td>5</td><td>10</td><td>5</td><td>0</td><td>10</td><td>10</td><td>10</td></tr><tr><td>02</td><td>10</td><td>5</td><td>10</td><td>10</td><td>0</td><td>10</td><td>10</td><td>10</td></tr><tr><td>03</td><td>10</td><td>5</td><td>10</td><td>10</td><td>0</td><td>10</td><td>10</td><td>10</td></tr><tr><td>04</td><td>5</td><td>5</td><td>10</td><td>10</td><td>0</td><td>10</td><td>5</td><td>5</td></tr><tr><td>05</td><td>10</td><td>5</td><td>10</td><td>10</td><td>5</td><td>10</td><td>10</td><td>10</td></tr><tr><td>06</td><td>0</td><td>5</td><td>10</td><td>10</td><td>10</td><td>10</td><td>10</td><td>10</td></tr><tr><td>07</td><td>10</td><td>10</td><td>10</td><td>10</td><td>10</td><td>10</td><td>10</td><td>10</td></tr><tr><td>08</td><td>0</td><td>0</td><td>0</td><td>0</td><td>0</td><td>0</td><td>0</td><td>0</td></tr><tr><td>09</td><td>0</td><td>5</td><td>10</td><td>5</td><td>0</td><td>5</td><td>5</td><td>5</td></tr><tr><td>10</td><td>10</td><td>10</td><td>10</td><td>10</td><td>10</td><td>10</td><td>10</td><td>10</td></tr><tr><td>11</td><td>10</td><td>10</td><td>10</td><td>10</td><td>5</td><td>10</td><td>10</td><td>10</td></tr></table>
Tabela 8: Pontuações atribuídas aos parâmetros no protocolo de Baiao (2014) nos locais d'água de Maripá (PR).
<table><tr><td>Parámetros</td><td>Ponto 1</td><td>Ponto 2</td><td>Ponto 3</td><td>Ponto 4</td><td>Ponto 5</td><td>Ponto 6</td><td>Ponto 7</td><td>Ponto 8</td></tr><tr><td>01</td><td>3</td><td>3</td><td>5</td><td>5</td><td>3</td><td>5</td><td>5</td><td>5</td></tr><tr><td>02</td><td>5</td><td>3</td><td>5</td><td>5</td><td>3</td><td>5</td><td>5</td><td>5</td></tr><tr><td>03</td><td>5</td><td>5</td><td>5</td><td>5</td><td>5</td><td>5</td><td>5</td><td>5</td></tr><tr><td>04</td><td>5</td><td>5</td><td>5</td><td>5</td><td>3</td><td>5</td><td>5</td><td>5</td></tr><tr><td>05</td><td>5</td><td>5</td><td>5</td><td>5</td><td>5</td><td>5</td><td>5</td><td>5</td></tr><tr><td>06</td><td>5</td><td>5</td><td>5</td><td>5</td><td>5</td><td>5</td><td>5</td><td>5</td></tr><tr><td>07</td><td>3</td><td>3</td><td>5</td><td>5</td><td>3</td><td>3</td><td>3</td><td>3</td></tr><tr><td>08</td><td>5</td><td>3</td><td>5</td><td>3</td><td>3</td><td>5</td><td>5</td><td>5</td></tr><tr><td>09</td><td>5</td><td>3</td><td>5</td><td>3</td><td>0</td><td>5</td><td>5</td><td>5</td></tr><tr><td>10</td><td>3</td><td>3</td><td>5</td><td>5</td><td>0</td><td>5</td><td>3</td><td>3</td></tr><tr><td>11</td><td>0</td><td>3</td><td>5</td><td>3</td><td>0</td><td>3</td><td>3</td><td>3</td></tr><tr><td>12</td><td>5</td><td>3</td><td>5</td><td>5</td><td>0</td><td>5</td><td>5</td><td>5</td></tr></table>
Tabela 9: Pontuagens atribuções aos parâmetros no protocolo de Machado (2012) nosculos d'água de Maripá (PR).
<table><tr><td>Parâmetros</td><td>Ponto 1</td><td>Ponto 2</td><td>Ponto 3</td><td>Ponto 4</td><td>Ponto 5</td><td>Ponto 6</td><td>Ponto 7</td><td>Ponto 8</td></tr><tr><td>01</td><td>5</td><td>5</td><td>10</td><td>5</td><td>0</td><td>10</td><td>10</td><td>10</td></tr><tr><td>02</td><td>10</td><td>5</td><td>10</td><td>10</td><td>0</td><td>10</td><td>10</td><td>10</td></tr><tr><td>03</td><td>10</td><td>5</td><td>10</td><td>10</td><td>0</td><td>10</td><td>10</td><td>10</td></tr><tr><td>04</td><td>5</td><td>5</td><td>10</td><td>10</td><td>0</td><td>10</td><td>5</td><td>5</td></tr><tr><td>05</td><td>10</td><td>5</td><td>10</td><td>10</td><td>5</td><td>10</td><td>10</td><td>10</td></tr><tr><td>06</td><td>0</td><td>5</td><td>10</td><td>10</td><td>10</td><td>10</td><td>10</td><td>10</td></tr><tr><td>07</td><td>10</td><td>10</td><td>10</td><td>10</td><td>10</td><td>10</td><td>10</td><td>10</td></tr><tr><td>08</td><td>0</td><td>0</td><td>0</td><td>0</td><td>0</td><td>0</td><td>0</td><td>0</td></tr><tr><td>09</td><td>0</td><td>5</td><td>10</td><td>5</td><td>0</td><td>5</td><td>5</td><td>5</td></tr><tr><td>10</td><td>10</td><td>10</td><td>10</td><td>10</td><td>10</td><td>10</td><td>10</td><td>10</td></tr><tr><td>11</td><td>5</td><td>5</td><td>10</td><td>5</td><td>5</td><td>5</td><td>10</td><td>5</td></tr><tr><td>12</td><td>10</td><td>5</td><td>10</td><td>10</td><td>5</td><td>10</td><td>10</td><td>10</td></tr><tr><td>13</td><td>10</td><td>10</td><td>10</td><td>10</td><td>5</td><td>10</td><td>10</td><td>10</td></tr></table>
Fonte: os autores As pontuações totais em cada punto de monitoramento para cada protocolo são sumariadas naabela 10. Todos os protocolos utilizeam as mesmas nomenclativas para definir as classificações (Natural, Alterado e Impactado), a excedo da proposta de Guimarães et al. (2012) que usa outros termos como tímo, bom e ruim.
De acordo com o protocolo de referencia(Callisto et al., 2001),a maior dos pontos foram classificados na categoria de trecho Natural com excedo dos pontos 2 e 5 que foram classificados nas categorias de Alterado e Impactado respectivamente (Tabela 10, Figuras 3 ao 5). O mesmo resulto foi observado no protocolo de Machado (2019) no qual foram adotadas as mesmas nomenclativas. Nos pontos
2 e 5 foram verificadas as maiorres modificações no canal fluvial, resultado da influencia da area urbana, onde os parâmetros relacionados com o uso do solo e ocupaçao das margens soferam as mudanças mais significativas.
Naabela 10 pode ser observado diferencias quando a classificação dos pontos de monitoramento entre os protocolos. A maior dificuldade foi verificada nos trechosURTAS pontuações estáNJsOs proximos ao limites das categorias como nos caseis dos pontos 1,2 e 5.Dentre estes pontos,destacamos o punto 5, classificado como Impactado nos protocolos de Callisto et al. (2001) e Machado (2019), recebeu a classificação de Bom no protocolo de Guimarães et al. (2012) e Alterado no de Baião (2014).
Tabela 10: Resumo das pontuações e da classificação dos trechos monitorados nosculos d'água de Maripá (PR)idos protocolos de Callisto et al. (2001), Guimarães et al. (2012), Baião (2014) e Machado (2019).
<table><tr><td rowspan="2">Pontos</td><td colspan="2">Callisto et al. (2001)</td><td colspan="2">Guimarães et al. (2012)</td><td colspan="2">Baião (2014)</td><td colspan="2">Machado (2019)</td></tr><tr><td>Pont.</td><td>Classif.</td><td>Pont.</td><td>Classif.</td><td>Pont.</td><td>Classif.</td><td>Pont.</td><td>Classif.</td></tr><tr><td>1</td><td>76</td><td>Natural</td><td>70</td><td>Bom</td><td>49</td><td>Natural</td><td>85</td><td>Natural</td></tr><tr><td>2</td><td>57</td><td>Alterado</td><td>65</td><td>Bom</td><td>44</td><td>Natural</td><td>75</td><td>Alterado</td></tr><tr><td>3</td><td>89</td><td>Natural</td><td>100</td><td>Ótime</td><td>60</td><td>Natural</td><td>120</td><td>Natural</td></tr><tr><td>4</td><td>74</td><td>Natural</td><td>90</td><td>Ótime</td><td>54</td><td>Natural</td><td>105</td><td>Natural</td></tr><tr><td>5</td><td>40</td><td>Impactado</td><td>40</td><td>Bom</td><td>30</td><td>Alterado</td><td>50</td><td>Impactado</td></tr><tr><td>6</td><td>93</td><td>Natural</td><td>95</td><td>Ótime</td><td>56</td><td>Natural</td><td>110</td><td>Natural</td></tr><tr><td>7</td><td>89</td><td>Natural</td><td>90</td><td>Ótime</td><td>54</td><td>Natural</td><td>110</td><td>Natural</td></tr><tr><td>8</td><td>91</td><td>Natural</td><td>90</td><td>Ótime</td><td>54</td><td>Natural</td><td>105</td><td>Natural</td></tr></table>

Fonte: os autores.

Figura 3: Registro fotografico do punto 3 no Lajeado Arara. Trecho "Natural" no protocolo de Callisto et al. (2001). Vista à montante, data: 16 de fevereiro de 2021. Fonte: os autores. Figura 4: Registro fotografico do punto 2 da Sanga da Sede. Trecho "Alterado" no protocolo de Callisto et al. (2001). Vista à montante, data: 06 de fevereiro de 2021.

Fonte: os autores. Figura 5: Registro fotografico do punto 5 no Lajeado Arara. Trecho "Impactado" no protocolo de Callisto et al. (2001). Vista à montante, data: 16 de fevereiro de 2021.
Os valore normalizados dos protocolos produziram resultados muito proxies nos trechos 2, 3 e 5 nos protocolos de Callisto et al. (2001), Guimarães et al. (2012) e Machado (2019) e os mais distantes nos trechos 1 e 8 (Figura 6). A excença foi o protocolo de Baião (2014) que produz valore superiores ao demais, principalmente nos pontos 1 ao 5.
A comparação dos valuores normatizados mostrou que na maior das pontos (1 ao 5) os protocolos de Guimarães et al. (2012) e Machado (2019) aparemaram resultados similares ao da referencia, contrastando com a proposta de Baião (2014) que produz valore superiores ao demais. Entretanto, nos pontos 6 ao 8, os quatre protocolos forneceram resultados semelhantes (Figura 6).

Fonte: os autores. Figura 6: Valores normalizados das pontuações obtidas nos oito pontos de monitoramento nos corregos de Maripá (PR) empregando os protocolos de Callisto et al. (2001), Guimarães et al. (2012), Baião (2014) e Machado (2019).
Como pode ser observado na Figura 6, as amplitudes das categorias de classificação são differsentes, sentido iguais somente para os protocolos de Callisto et al. (2001) e Machado (2019). Em termos de valores normatizados, eles os protocolos definiram o limite entre Impactado e Alterado em 0,40 $(40\div 100)$ e o limite entre Alterado e Natural em 0,60 $(60\div 100)$. Esse mesmo critério não foi adotado nos outros dos protocolos. Para a proposta de Guimarães et al. (2012), às vezes limites foram de 0,27 $(30\div 110)$ e 0,64 $(70\div 110)$ e para Baião 0,42 $(25\div 60)$ e 0,67 $(40\div 60)$ respectively. Vale lembrar que o divisor representa a soma da pontuação maior em cada protocolo. Poressa razão, as categorias são differsentes entre os protocolos tanto em amplitude como nos limites e permitte situações como o ja citado ponto 5, na qual a classificação pode variar de Impactado para os protocolos de Callisto et al. (2001) e Machado (2019), Bom para Guimarães et al. (2012) e Alterado para Baião (2014) (Ver Tabela 10).
Se os dois ultimos protocolos tivessem adotado a mesma proportão de Callisto et al. (2001) para definir os limites das categorias, o punto 5, por exemplo, teria sido classificado na categoria de trecho Ruim no protocolo de Guimarães et al. (2012) e continua como trecho Alterado no de Baião (2014). Assim, o limite Ruim-Bom para o primeiro protocolo teria sido de 44 pontos e o limite Impactado-Alterado para o segundo serié de 24 pontos.
## IV. CONSIDERACOES FINAIS
Os protocolos de avaliação rápida de diversidade de habitats disponíveis na literatura nacional são fáceis e rápidos de aplicar e fornecem um panorama preliminar da deterioração dos cursos fluviais. Estas qualidades transformam os protocolos num instrumento educativo ambiental e o mapeamento dos valores obtidos ajuda a distribuir espacialmente as condições de preservação ou degradação do ambiente fluvial e pode ser usado na definição de áreas prioritárias para planos de recuperação. Assim, os protocolos podem ser aplicados por ambientalistas, professores e alunos treinados convenientemente.
A comparação entre os quatre protocolos aplicados neste trabalho mostrou que, em geral, os resultados são equivalentes. Assim sentido, os protocolos de Guimarães et al. (2012), Baião (2014) e Machado (2019), todos mais simples e menos extenso que o protocolo de referencia (Callisto et al., 2001), poder ser adotados em escolas e colégios de Maripá e@municipípios vizinhos como um instrumento de Educação ambiental. A compatuldade dos protocolos verificada esta poucoisa deve ser observada comreshivas, não que pode não se repetir em outros ambiente com condições de relevo, clima, vegetação e uso da terra.
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